terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"Sorri...vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz..."

domingo, 28 de dezembro de 2008

Deixei de acreditar em mim.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Muito Sexo, Muita Droga, Muito Rock'n Roll/Metal, Muito Reggae, Muito Alcool e Muitas Bubas :D - é isto 2009 !

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008



Mais um (in)feliz natal. e eu choro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Arrebentaste a minha alma...





nas tuas mãos!






domingo, 21 de dezembro de 2008



I have a problem that I cannot explain
I have no reasons why it should have been so plain,
Have no questions but I sure have excuse
I lack the reason why I should be so confused,

I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
Around you,

Left a message but it ain't a bit of use,
I have some pictures, the wild might be the deuce,
Today you saw me, you saw me, you explained,
Playing the show and running down the plane,

I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
Around you,

I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
I know, how I feel when I'm around you,
I don't know, how I feel when I'm around you,
Around you, Around you, Around you...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


O compasso de espera é lento, tempestoso e barulhento.
Caminho e vou chutando todas as pedras que vão aparecendo no meu percurso. Com muito força, sim, toda a força naquelas pedras, onde somente eu me magoou.
Tenho os pés pisados e em ferida, tanto pelas caminhos que ando a percorrer tanto pelas pedras que ando a chutar.
Ainda há tempo, ainda há esperança. Só não há vida!
Mas isto nem é o importante. O que importa é parecer vivo, o interior pode estar morto.
Ninguém morre se a alma estiver morta.
Inspira-se aquela cheiro que para nós nunca foi um cheiro de perfume, de pele, de alma.. Era como se fosse o nosso ar. Inspira-se profundamente para entrar bem no nosso sangue e renovar o sangue para que o corpo continue a viver.
"Adeus", ouve-se enquanto a concentração no barulho das lágrimas a caírem pela face era total, desperta-se a consciência e com os olhos embebidos em lágrimas e tão doloridos do choro, tentam enxergar a partida. A ida sem volta.
Fecha-se os olhos! Arranca-se os cabelos e cai-se ali no chão molhado, debaixo de um candeeiro que nos dá luz no meio da escuridão do nosso sofrimento.
Pelo menos, um poste onde bater com a cabeça e deixar-se cair.
Quedas e sofrimento está tudo tão perto da minha mão. É difícil falar.
Despede-se com um beijo na face. Já nada brilha! Já nem durmo na cama onde tantas e tantas vezes repousamos. Visto a melhor roupa, quero acabar bonita. Nunca sei quando vou ter coragem para terminar com este compasso de espera, em que os dedos aguardam por pressionar a tecla do piano até dar um dó grave. Ai sim, os sinos vão ter razão para tocar incessantemente.
Por uma vez, deixarei sentir este sofrimento que me aflige e atormenta a vida, ou melhor, a morte da minha alma. Porque o interior está morto. E continua a doer esta ausência. e vai sempre doer até ao final. Até ao final de mim.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Acabou tudo, de certa forma, nada chegou a existir.
Parece-me que sou muito nova e no entanto que já vivi muito.
embora tenha consciência que ainda tenho muita vida pela frente, o vazio e a tristeza é nossa companheira, nossa sombra mesmo nos dias sem sol.
Quando conseguir ultrapassar (atenção não digo esquecer!) certamente irei ficar melhor pessoa, mais forte e conseguirei dar valor que os meus amigos e família tem para mim.
Porque, eu sei, eu sei que há coisas lindas como a amizade que nos elevam e se deixar podem me ajudar.
Não quero chorar mais por algo que não me dá o devido valor que eu sei que tenho.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Adeus!

Já gastamos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos á força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Ás vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.


Eugénio de Andrade

domingo, 14 de dezembro de 2008

O meu interior morreu.
Mataram-no sem dó nem piedade, com o toda a força e fúria!
De volta a escuridão que nunca sai. Out of my life, now!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008



Não me esqueças.

sábado, 6 de dezembro de 2008


No rasto do sol :)
"O que os olhos não vêem, o coração não sente", lá diz o velho ditado que transporta em si verdades e bastante sabedoria. Honestamente talvez os olhos sejam a perdição do coração, entregam-se virgens a ilusão. Atropelam bases e verdades não verídicas meramente porque vão contra-a-mão, ou ate,contra o coração.
Ai reside a duvida, a esperança, a vida, o desejo.
Sente-se vontade de ir mais além,furar adversividades e quebrar o inaquebravel. Alguém nos agarra a mão e puxa-nos.. vamos não levados pelo vento mas por alguém e esse alguém não somos nós próprios. Caímos no fruto proibido, nos olhos cintilantes que estão sempre perto de nós e faz parte de um amor que temos por essa pessoa. Um amor diferente, pouco ilustrado mas forte.
Porque o meu coração sente, independentemente dos meus olhos verem ou não.
Está sempre presente, acompanha-me.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sensação companheira de que o passado imperfeito condicionou o meu presente.
Numa fractura de um segundo, algo mudou ou até bastante.
Não sei, também não busco por saber, apenas seguir. Seguir em frente.

sábado, 29 de novembro de 2008

Os caminhos enchem-se de flores quando se aproxima a hora de finalmente poder-lhe abraçar. Até lá escondo sorrisos, magoas e tudo o que me tem feito chorar.
Chorar por não ter, chorar por sofrer, chorar sem querer.
Já há tanto tempo que estou sem vida, viro-me, remexo-me e não encontro posição para atenuar esta ausência e esta presença de tanta dor.
As flores continuam a crescer mas nos meus jardins as rosas apenas desabrocharam em espinhos. Olhos optimistas aceitaram aquelas espetos como umas flores especiais, iludi a própria realidade que claramente oferecia-me a verdade.
Sangrei e chorei. Por cobardia, por doença, por fraqueza.

Estou rodeada de falacias que para mim fielmente acredito como sendo argumentos validos e verdadeiros e mais uma vez me engano.
Viuvá de preto aguardando a sua morte e tentam com um pano estancar seu sangue mas já não havia mais sangue para estancar, o sangue estava todo naquela banheira, onde ela tomou o seu ultimo banho de sofrimento em redor de lágrimas cortantes que lhe feriram com chicotes nos quais a navalha era a ponta.
Mas... não foi isso que a matou.
Foram as palavras dele. Como a mim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


O frio é constante mesmo quando os termómetros indicam temperaturas favoráveis a um dia sem muita roupa, sem luvas, sem cachecóis. E ainda melhor!, pois não tenho nem luvas nem cachecol. A alma aponta temperatura negativa, encontrada vazia e solta. Os restos do calor do meu corpo estão por um fio e a respiração a enfraquecer.
Esfrego os olhos e só agora me apercebi que o mundo parou.
Corri e desgastei a sola dos meus sapatos para te encontrar, para te encontrar no meio deste fumo gelado e por entre sombras, senti o teu cheiro.
Guiei-me rastejando pelo chão molhado para chegar aos teus pés, para estar como sempre tive - a teus pés.
Encontrei-te. Foi ainda mais gelado o teu olhar do que toda aquela temperatura envolvente. Estavas hirto e o teu olhar não me via. Tentava encontrar o fio do teu olhar para o mover para os meus olhos, mas era impossível. Voltar para trás? Já não tinha forças. Estava presa aquele seu chão, onde fui tantas e tantas vezes pisada.
Desmontei-me naquilo que sempre fui - pedaços tortos que não encaixam.
Desenhei no chão um relógio. Queria, desejava, invoca, implorava para que o Tempo voltasse, para que aqueles ponteiros rodassem e que o passado imperfeito perfeito ficasse.
Nada se alterou, estava frio, tinha a vontade sem saber o que fazer.
Abri a minha mão e constatei algo escrito em letras gordas e dizia: "Ama-me" , e era aquilo mesmo que precisava na altura. E ainda neste momento tenho aquela palavra escrita na mão esquerda, mão imperfeita como o amor, como o frio que sinto quando estou num plano simétrico aos pés dele, pronta e preparada mais uma vez para não aquecer, para ver sombras e cega permanecer. Como as rochas, como este fumo branco que faz contraste com este preto dos corações pesados e torturados. Meu anjo.



sábado, 22 de novembro de 2008

Teclas de um piano, ali parado.
Não permite que toque aquelas melodias bonitas, existe uma especial, que eu só quero para mim.
Segredos por desvendar em torno de pautas vazias, fogem as notas por não acreditar.
Gostava que gostasses de lutar, do verdadeiro, do simples, do particular.
Caiem notas musicais, varias que não me deixam ouvir.
Carregar no piano e por ele me levar.

Segredos em tons musicais por decifrar. Já desde dos tempos do fundo do mar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Encontra-se espaços vazios que nos permitem e não nos impedem de gritar o tanto que vai cá dentro. e emoções.

domingo, 16 de novembro de 2008

"A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. (...) O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
(...) Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."

sábado, 15 de novembro de 2008



Pain ... I've so afraid of ...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

yesterday, all my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, i believe in yesterday.

Suddenly, i'm not half the man i used to be,
There's a shadow hanging over me.
Oh, yesterday came suddenly.

Why she had to go i don't know she wouldn't say.
I said something wrong, now i long for yesterday.

Yesterday, love was such an easy game to play.
Now i need a place to hide away.
Oh, i believe in yesterday.

Mm mm mm mm mm.


Agora que tudo passou e tudo acabou, sabes o que de ti ficou?

terça-feira, 11 de novembro de 2008


Foi exactamente aquele dicionário laranja que me ofereceste no momento que me mandaste calar.

Foi um mundo de palavras que não conhecia, apenas queria rasgar as páginas e em cada palavra, desfazer-las em letras, pequenas sem construir algo significante.
Deste-me um estalo com a verdade de que o meu caixão não seria branco como sempre quis que fosse. Afirmaste e sublinhaste a necessidade prudente de não sonhar, não acreditar e não ter esperanças. Desde de aí aprendi aguentar, a suster a respiração, a não sentir... Hoje, olhando para as paredes do meu quarto vejo os golpes que têm, pelos murros furiosos e desesperados da minha alma, tão já sofredora e amargurada. E estes fantasmas? Não largam a minha sombra, em cada passo dado ou arrastado, estam lá. Não está certo o passado já ter sido imperfeito e agora não me abandonarem. Silencio, breathe in, breathe out ... Não passa de silêncios mais duros que outros. Não passa de palavras mais frias que outras.
Tento gritar quando me sinto assustada, a partir por dentro, a sufocar, a esconder.
O maxilar descola-se e já não consigo gritar. A base que meto no meu rosto já não disfarça as nódoas da minha alma, desespero desesperante de gritar! Fecho os olhos, inspiro e expiro, sinto-me a desvanecer. Da mesmo forma que empurras o teu passado pra bem longe de ti, empurras-me a mim para o cais, antes de cair ... Já me parto. Perco-me entre soluços e choros não contidos, furiosos e necessitados de conhecer a luz do dia. Fechas a persiana da minha vida limitando a minha voz mesmo quando me ofereces um dicionário em forma de silencio. silencio, silencio! Gritos, berros..!!! como não posso gritar, choro continuamente, nem eu sei bem porque.. nem eu sei bem porque! sem parar...


quero fugir, quero um abraço e não um dicionário em forma de laço.
Atiras-me cinzas do teu cigarro e eu quase que me afogo...

sábado, 8 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008


Vou dançar até os meus sapatos pedirem para eu parar
Aí eu paro, tiro os sapatos e danço até o Mundo acabar!

'Parece que o mundo acaba...
Parece que o arco-íris se afunda
e o sol se apaga,
o tempo cessa.

Dentro de mim a saudade cresce.
Parece que a neve derrete
e
afinal a sede magoa
e o pecado que o mundo veste
é apenas cetim.

Sim.
O mundo não acaba dentro de mim...
Parece que me dei com a estrela errada,
sem luz, às escuras.

Parece que o vento me arrasta.
Basta!
Dentro de mim a saudade se instala.
Basta!

Preciso de te encontrar

nem que o tempo pare de vez
e o mundo fale em segredo
de alguém que tropeçou na saudade...

Não, não se magoou!
Alguém a abraçou
antes do céu cair
e todo o azul desaparecer...

Alguém lhe deu a mão
e o sol de novo se fez ver
!'



terça-feira, 4 de novembro de 2008

As vezes, a solidão é mesmo a melhor companhia!
Falam-me em tons peculiares. Sente-se que não era aquilo que podia aquecer a alma, sabia-se já de longe a necessidade de manter a distancia e o afastamento.
Manter o frio e gélido de uma conversa, sem ter um sorriso, sem ter um toque naquela maciez de pele. Acena-se para a longitude se verificar... e no fundo, estamos tontos.
Tontos por estas iluminadas confusões das quais já não se quer fazer parte e é incrivelmente aqui que notamos que já não queremos fazer parte de mais nada, rigorosamente nada!
É mesmo isso que acontece... caímos num pano branco.
Queremos e sentimos essa necessidade de isolamento, de não ter contacto com as emoções. Nem abraços, nem mãos dadas, nem beijos. Queremos a distancia de forma egoista, toda para nós.
E é difícil ... mas, não impossível.
Vozes que se tornam peculiares em cada unha ruída pelos nervosos de não conseguir que as coisas dêem certas. nunca dão... e ai?
O sinal luminoso altera-se para verde e tudo segue. Parte e voa!


Marco a minha identidade, que ilustrada pode ser o mais comum á face da terra. nem eu quero-me conhecer mais. nem eu quero que me conheçam mais ... apenas, não quero pensar naquilo que sou, naquilo que perdi, naquilo que me feriu, naquilo que vou perder... são magoas a mais, são dores a mais.
E o tempo ? não cura, não cicatriza. estou sempre a espera de perder mais um pouco de ti, de mim, de todos e de tudo.
Até ao fim da musica há muitas notas musicais para descodificar. ninguém se atreve a ser mais e a permitir que o passado flutuo nas pautas queimadas pelo sol, não deviam mesmo ter existido.
Com elas, mais um pouco de dor, com elas uma necessidade de crescimento forçada pelo tamanho das cicatrizes. Que não curam.
Que permaneço a sangrar em cada lágrima derramada!
Chega, pf ...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Você está numa cela onde existem duas portas, cada uma vigiada por um guarda. Existe uma porta que dá para a liberdade, e outra para a morte. Você está livre para escolher a porta que quiser e por ela sair. Poderá fazer apenas uma pergunta a um dos dois guardas que vigiam as portas. Um dos guardas sempre fala a verdade, e o outro sempre mente e você não sabe quem é o mentiroso e quem fala a verdade. Que pergunta você faria?"
Posso ficar aqui ? Era esta a minha pergunta.


"Faça uma afirmação qualquer. Se o que você falar for mentira você morrerá na fogueira, se falar uma verdade você será afogado. Se não pudermos definir sua afirmação como verdade ou mentira, nós te libertaremos. O que você diria?"

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"(...)Her feelings she hides 
Her dreams she can't find
She's losing her mind
She's fallen behind
She can't find her place
She's losing her faith
She's fallen from grace
She's all over the place (...)"


Be strong, be strong now!
Call my name and save me from the dark.
Save me from the nothing I've become.
Without a thought
Without a voice
Without a soul
Don't let me die here
There must be something more.
Bring me to life.

O tempo encobriu e a queda de cabelo, aumentou.
O relógio marcava as horas tão forte e determinantes como é o tempo, o últimos minutos antes do fim, do nosso fim. Doía aquela demora, aqueles estalares de dedos, aquele caminho percorrido de um lado para o outro, na tentativa de passar o tempo, na tentativa de afastar o frio que fazia-se sentir nas mãos, que ninguém apertou. Que a mim ninguém abraçou.
Foi desta maneira que me senti, um ninguém, um vulto de uma identidade registada.
Confiei em mim no meio daqueles bancos vazios que aplaudiam a minha condenação e não pude fugir.
As escadas daquele tribunal estavam escorregadias e os bancos de pedra, gelados.

Olhava para um lado e para o outro... não encontrava o momento, o sentido correcto para expressar o que cá dentro não cabia.
Naquele banco de espera, das voltas que o ponteiro do relógio deu, eu vi.
Eu vi a sombra do vento, a sombra do ar... e ai, encontrei a liberdade que ansiava.
Desci e deslumbrei o céu, por entre as gotas de chuva que naquele momento, me libertaram.

sábado, 25 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Em rolei a volta do meu dedo, fita-cola. Apenas porque me apeteceu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008


O remédio santo :)
Por outras palabras, en un nuevo idioma yo intento llegar hasta a ti.
El camiño es largo y longo pero yo sé que es posible. Ahora, estoy a sentir el vacío y no puedo hacer nada. ? sera que entiendes lo que digo?
Yo puedo responder a eso - sí , puedo! - tu no entiendes lo que digo porque ya no me escuchas y también poco me ves. Ya no sabes nada de mi. No conoces mis dias ni que yo fui capaz de hacer gimnasia ni que tengo estado sola.
No ves y nada sabes.
Entiendo todas las razones pero estoy a necesitar de ti.
Quedate con todo el tiempo para ti, solo para ti. Yo me quedo aquí esperando por un señal de ti.
En mi, la nostalgia empieza a crescer, fuertemente.
Las palabras no alcanzan tudo que sinto.
Las cosas que hago es sobrevivir, como siempre.
Queria tu presencia, no pido toda pero una parte della, esto para mim ya era mucho!
Me quiedo cada vez más en mi mundo porque tu estas lejos y no puedo hacer nada para matar toda la distancia que hay en nuestro medio.
Tu ya no me escuchas. yo voy por ahí, por camiños que tu nunca has ido conmigo. Todas las viajes que yo soñaba hacer contigo, yo siempre supe que iría sola. ?donde andas?
?Qué estas haciendo? ?Tienes te recordado de mi?
Tengo tantas cosas nuevas para te decir...
Sin enbargo, yo no sé de ti y tambien se que no vas escuchar todo que tengo para te decir, todavia tambien no se si quiero más te contar.



Encontrame antes que me pierca.

?Entiendes estas palabras?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Há coisas que me fazem muita impressão e que me custam muito…

Por exemplo, bater com os dentes nos caroços, sair-me a fava no bolo-rei, ou cobrarem o bilhete do autocarro quando tenho o passe pago mas que não funciona, apenas naquele momento.
Custa-me mesmo muito, a falta de humildade, a arrogância e a verdadeira pobreza.
Custa-me assim-assim …engordar 3 quilos numa refeição, e demorar 3 meses a perde-los.
Custa-me, contarem-me duas versões da mesma história, falarem mal dos meus amigos ou tentarem fazer-me de parvo e conseguírem.
Custa-me ver aqueles que, para estacionar, (normalmente carros de serviço) têm de bater no carro da frente e no de trás.
Custa-me pouco, mas preferia não ter de tirar a casca do queijo, a publicidade da caixa de correio e desviar-me de sarjetas que têm exactamente o encaixe perfeito para as rodas da minha bicicleta.
Custa-me … estas coisas custarem-me tanto e não conseguir ficar indiferente.

Por outro lado, não me custa nada…
Procurar pechinchas em longos passeios pela feira da ladra ou encontrar uma nota de 20 euros perdida na calçada, ou numas calças que não visto há 2 meses.
Não me custa nada, dar passagem no meio da multidão e retribuírem com um sorriso.
Não me custa mesmo nada, falar pelos cotovelos, ouvir os desabafos e descontentamentos de outros, dar conselhos e ficar com os meus problemas por resolver. como sempre.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


Um ano, quatro estações conheceu e a duas semanas de concretizar o seu primeiro ano, morreu.
Foi mesmo assim que aconteceu.
Foi um presente lindo, uma felicidade com asas. Que não voou, mas morreu.

Numa folha, com linhas, depositei toda a minha raiva com profundos riscos de cores negras, de tons pesados, em certas partes nota-se perfeitamente os cortes que a ponta da caneta foi capaz de fazer. No meio de riscos, mensagens delineadas sobre o branco pálido que se confundia com a minha pele. Foi-se riscando, aldrabando enumeras interpretações ao olho humano assente em proposições sem quantidade e qualidade. Ao nível do andamento da música, foi aparecendo o nome que te chamei e tu simbolizavas tantos sorrisos e enormes emoções de felicidade.

Senti-te como parte de nós, algo dele e meu.
Desenhei-te por entre linhas tortas e carregadas, escrevi hoje e ontem teu nome, eras a imagem acústica deste termo carinhosamente aclamado pela alma. Brincava com fotos, imaginava-nos como uma "família" e a custa disso, rimos muito! Hoje não.
Só aqui ficou o desenho, os riscos, as memorias do que já foi e não volta.

Foi com asas, embrulhado num laço de cetim... e eu nem me despedi.

Olho para o que escrevo e vejo longe alguém de mão dada com a sua metade do coração, paro, olho para as minhas mãos e estão de mãos dadas com o vazio, a espera de uma lembrança. Outras vezes, fingo que a minha mão direita é a mão de outra pessoa e aperto bem forte a minha mão esquerda.
Outras vezes, divago em caricias a mim mesma quando passo por alguém de joelhos, encostado a uma arvore. Peço por não me ver em quatro paredes e com uma escada sem fim para subir.

Fico deslumbrada com os cantares dos pássaros porque me lembram uma voz meiga e doce que conheço.
Que vai e volta, como as andorinhas. Até morrer.

Foi isso mesmo que aconteceu. Acontece sempre. E eu? não vi, mas senti.

domingo, 12 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

Paradoxo: A vida é um mistério. Não perca seu tempo tentando entendê-la.

Humor: Mantenha seu senso de humor, especialmente sobre si mesmo.
É a força por trás de toda atitude.

Mudança: Nada permanece imutável.


Há uma pessoa que acha que isto diz muito sobre mim e sobre ela :)
Modos de vida, que vem para ficar.
Confundido todos os actos correctos com os insensatos. Todavia ter asas para não mais aqui permanecer, era o ideal! Angustia interior evidencia-se em cada aceno de cabeça, em cada estalar de dedos, em cada aperto de mão oferecido.
De olhar optimista estamos nós fatigados, cansados de acreditar que a luz vermelha do semáforo um dia vai alterar-se para o verde esperança. Estamos cansados e fatigados por todo este conjunto de condicionantes que nos exige, que nos obrigam a ficar, sem correr, sem contestar. E destes paredes ruídas pelo tempo estamos nós enjoados, querendo sempre partir e nunca ficar.
Quero eu dizer, que a minha vontade não passa de algo descrito, pensado e imaginado por alguém já pouco servido!
Quero eu conseguir libertar-me destas correntes que me querem torturar na minha poça de erros. Quero eu não ter a paz que todos desejam, apenas a minha, criada por mim. Sublinho a vontade exagerada da minha insegurança acentuada ao cimo do que vivo, do que sou e tento ser. Insegurança temida e vivida, por circunstancias pouco próprias da época. Criadas por teias de aranhas que se fortaleceram resistentes e acabaram por arrebentar. Por ter falhado a resistência das mesmas, tremo de receio, sofro de ânsia e vivo de balões quentes. Não quero voltar a perder o que ainda não possuo.
Quero eu dizer que a minha vida necessita de umas boas horas de sono para poder acreditar na possibilidade de acreditar no hoje e não temer o amanhã e a sua existência.
Abstrair-me do que me sufoca é a minha humilde maneira de sobreviver, o colapso e a fractura está presente em cada passo dado, é por isso que prefiro o preto e o branco, limitados e circundados por círculos onde eu ando as voltas. Criando círculos dentro de círculos, originando uma circunferência confusa, sem saber onde é o ponto inicial. sem saber onde é o ponto final.
Corro sem parar até a exaustão do meu coração!
Desconheces-me no meio de luzes e ruídos que interrompem-me quando te falo em amor. Desconheces o significado e as notas caracterizadores dentro da compreensão que me insiro. No fundo e na realidade, não passo de algo inócuo.
Queria acreditar que conheces mais que o meu termo e sabes todo o meu conceito!

sábado, 4 de outubro de 2008








4 de Outubro de 1991 , 9.40 horas (...) nasci.

17 anos vividos das piores e das melhores maneiras.
Aqui estou eu, Daniela Pereira.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008








O Mundo (não) é pequeno.

O Meu Mundo tem um 1 metro e qualquer coisa fixa,
que desconheço.

Tudo o que vai, vem.

domingo, 28 de setembro de 2008


"(...)Paixões de adolescência. Começam do nada e acabam em nada porque não valem nada, a não ser enquanto duram, às vezes com a vida mais curta do que uma mosca. Paixões impossíveis, que nos tiram o sono e o apetite, nos põem a contar as estrelas e a escrever poemas pirosos, nos fazem rezar mesmo quando já deixámos de ir à missa desde os doze, nos adoçam o coração e o olhar e enchem a almofada de água salgada quando as coisas correm mal, ou pior ainda, não correm.

Depois uma pessoa cresce e habitua-se a sofrer. A esperar. A sonhar um bolo gigante a partir de três migalhas. A acreditar no impossível. A desejar o impensável. A querer que aqueles que amamos nos tragam o mundo numa bandeja. A isto chama-se carregar pianos. Até ao dia em que uma pessoa se cansa, baixa os braços, olha para o piano, encolhe os braços e diz agora basta. Basta de espera, de abnegação, de sonhos, de promessas, de palavras mágicas e inconsequentes. Basta de promessas de amor, de castelos de areia, de adiamentos e hesitações, de ausências e de dúvidas. E depois, o mundo vai abaixo. As casas, os prédios, as pontes, tudo se desfaz num estrondo imenso e assustador, que faz quase tanto barulho como um coração a bater com a porta. E como é o nosso coração que está a bater a porta, ainda custa mais.

E sentimo-nos a desmanchar por dentro. Não é a partir, é só a desmanchar, como se nada tivesse forma ou fizesse sentido. E o piano está ali mesmo em frente, à espera de ser carregado. Dá vontade de pegar num martelo e de o destruir de raiva. Dá vontade de o abrir e tocar meia dúzia de notas. Dá vontade de descansar sobre ele e falar-lhe baixinho, ao ouvido das cordas, para lhe explicar o que se passa. Que o cansaço já está acima do sonho, que o medo está acima da força, que a vontade comanda a vida, mas não o amor. Explicar que o tempo há-de trazer nos ventos a indicação de um caminho qualquer para onde o piano possa ir sem ser carregado.

Carregar pianos. Escada acima, quatro andares sem elevador. As costas doem, os braços tremem, as curvas na escada são uma equação impossível de resolver, tudo é difícil, tudo é esforço, tudo é inglório. E o amor transforma-se numa luta, num sacrifício, somos mártires da nossa loucura, flagelados pela nossa obstinação e teimosia. E o pior é que, quando chegamos ao fim da batalha e o piano está lá em cima, não era naquela sala, nem naquela casa, nem era aquela pessoa.

Carregar pianos. Para quê, se quase todos têm rodinhas? Não é desistir, é só mudar de vida e esperar que ela nos traga o que mais precisamos, sem partir as costas nem torcer os braços. E geralmente até traz."
O que foi dito não foi concluído. Instalou-se o medo ás palavras e o amor ao silencio.
Quebrei a monotonia com um leve mergulho das minhas mãos numa água salgada, que levei a minha face. E nada resta, como habitual tudo voa. E até que ponto eu ainda não voei?
Até que ponto o fio que fazia de ligação de mim a este sitio ainda não arrebentou?
Frágil, fragilmente caminha-se por obscuros sombrios pedaços de terra, que unidos formam um trilho, trilho reluzente de pitorescas imagens e sombras de algo, de alguém que meus olhos trémulos não me permitem a reconhecer.

Não reconheço o que vejo, reconhecerei o que sinto?

Ouço e tremo pela fraqueza que me invade, e sou incapaz de exprimir tudo o que vai cá dentro. Conformismo que se colou rente a minha pele e não descola!
Que a musica pare e me deixe respirar, me deixe caminhar sem pensar que o sol vai de novo aparecer. Desaparecer e deixar que a falta se instale no meio de todos, para que de uma vez, eu consiga ser notada, por algo e por alguém. Alguém que descodifique a sombra que esta amarrada as minhas pernas, as minhas mãos... ai as minhas mãos! Escondem as lágrimas que sobriamente deixei escapar, por tristeza, por injustiça, por desilusão. Mãos que sofrem com o meu sofrimento, que são mutiladas, que entram em confronto comigo quando a cabeça quer um auto-flagelo e as mãos esforçam para me impedir de me confortar. De me perdoar, de me satisfazer e ficar bem!
O silencio é o meio mais inteligente de se falar , e eu quero-O só para mim.
Quero o escuro, o sombrio da Vida, para ser capaz de estar onde sempre estive. E foi nesse lugar que me conheceram e gostaram, não faz sentido ficar a luz do dia.
Só porque eu gosto da intensidade do negro, a força da melancolia e a frieza da chuva.
Deixa-me voar no desespero de alguém a morrer afogado.
Deixa-me escorregar nas poças de quem já perdeu tudo, até si mesmo.
Deixa-me flutuar nas lágrimas de quem chora desalmadamente.
Deixa-me viver dos sorrisos falsos e das más línguas.
Deixa-me morrer a arder na fogueira dos incompreendidos, dos mal amados, dos perdidos.
Mas, por favor... Salva-me ! de mim, mesma.

Há momentos peculiares em que a cabeça pesa tanto e cai no chão como uma pedra, e é difícil levantar. É difícil transformar um rosto triste num sorriso ... e tão fácil transformar um sorriso num rosto triste.

Ama-me, pf.

Estou a precisar de sentir algo bom. (O amor é bom?)
Fala-me. Segura-me pelo braço e faz amor comigo 1,2,3 vezes...

Há sentimentos que necessitam de ser alimentados dia após dia.
Sente-se o cheiro de resíduos acumulados nas dobras acentuadas do nosso corpo. Vira-se a cara e compreende-se tudo, tudo. Aceitam-se as visitas que nao aconteceram, aceitam-se as lembranças que foram esquecidas, aceitam-se o tempo que não foi aproveitado (...) , aceita-se o dia, aceita-se a morte, aceita-se não aceitar!
As folhas do Outono caiem á minha frente, também elas sentem, também elas aceitam a sua natureza.
Entusiasmei-me e saltei, corri ruas cheias de buracos ao som que se prologavam sucessivamente na minha cabeça. A raiva e pensamentos oportunos eram as minhas notas musicais que me faziam cair no chão, rebolar e voltar a subir, num compasso de dança intemporal e que nos faz estremecer. Fecho os olhos e não me importa o que os outros pensem, so estou eu aqui e mais ninguém para comandar esta banda musical ... Sopros de alma que viram sons, fortes como a minha alma tem ânsia de ser.
Sons que fazem reflexo a dimensão do meu espírito, quando há tantas portas... e a densidade da confusão que se instalou, não se dissipa.

http://www.imeem.com/bdv11/music/qDBjJ1_C/clint_mansel_requiem_for_a_dream_modified/

sábado, 27 de setembro de 2008

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong





begging - you want to use drugs
middle - you want to sell drugs
end - you'll never want drugs anymore.
Olho.te nos olhos e reclamas
Que te olho profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente!
Eu ensinei.te quem sou.
E foste me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele.
A ponto de ver os teus antepassados...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
a olhar.te profundamente.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Existem caracteres visuais que nos remetem para o estado emocional de alguém do lado de lá do ecrã:

;) -> tudo bem
:) -> sorriso simples
:D -> alegria, contentamento
:( -> tristeza
:'( -> chorar
:/ -> triste mas conformado

Como apenas podemos falar por nós próprios, encaramos estes ditos smiles com reflexo da alma do outro ser. Será verdade ? Até que ponto podemos fiar-nos que é mesmo um SORRISO que a alma reluz incondicionalmente ?

Quando se a vista já de longe, um olhar apagado, será um smile dado numa folha de papel que representara a verdade, a sua verdadeira realidade? A folha acabará por voar numa rajada de vento.
No fundo, tenta-se tapar buracos que existem na nossa vida, em nós, com outros buracos.
A sabedoria não ocupa lugar, irá fazer ocupar um buraco fundo na vida de alguém?
Para mim, a resposta é não.
Pessoas que tentam ocupar todo a minúsculo tempo que tem no seu dia-a-dia para não se deparem com a realidade. Realidade essa que doí, sim, também eu já passei por isso.
O 'ainda' existe. Ainda não se aceitou que se perdeu, que não se tem. Por mais que se faça, por mais que se tente... Não é teu. Nem meu. Nunca chega a ser nosso. E compreendo e aceito toda essa cobrança que existe em ti. Faces de espelho que se vêem e nem é preciso rodar a cabeça.
Chega até mim e lê-me as rugas que existem nas minhas mãos ... Nos olhos surgiram apenas por tanto que chorei pelo vazio que existia em mim. E não soube ocupar o buraco com o cantar dos passarinhos e todas as cores do arco-íris, apenas com pó negro, que era por vezes limpo por umas árduas palavras que diziam, que pecavam por me acordar, que ainda era tempo. Tempo de voltar! Não quis, bati com os pés no chão. Contudo, aqui cheguei, por mim mesma.
Olho para o meu lado, vejo folhas machucadas (tanto como a sua alma!) e escritas quando o reboliço interior era uma tempestade, um furacão na sua plena plenitude de força!
A escrita acalmou aquela pobre e sofredora alma que se esconde através de classificações e smiles pouco ilustres e eu reconheço-me naquela pessoa, um reflexo meu, daquilo que também já passei, daquilo que também identicamente já vivi. E sofri...
Vejo folhas que foram escritas no desespero como quem faz um esforço por sobreviver e inserir-se de novo neste mundo. Mas, sem buracos era o ideal. Mente-se a si mesma! E tem-se enumeras teorias e argumentos para se fazer convencer que está bem. Será que está?
Quando a dor é muita, os atentos notam sorrisos pouco felizes.
Quando a dor é muita, o ar que está a nossa volta é pouco.
Quando existe dor, não queremos e odiamos o Tempo. Livre ou ocupado, doí.
Sim, doí o Tempo. Que teima em não passar, teima em não atenuar!
Esta dor. Fechar estes buracos que existe em todos nós. Estes smiles que ajudam esta hipotética situação de felicidade, e de felicidade? só a dor, amiga.

E eu compreendo. Sabes porque? Porque essa dor foi minha companheira de viagem e ela disse-me em tom leve e baixinho que me iria visitar um dia destes novamente.
Enquanto ela não vem, vou aproveitando o canto dos pássaros e todas as cores do arco-íris, pois quando ela chegar, eu sei, que não me vou lembrar que existem coisas bonitas na vida.

Há que aceitar que também perdemos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Foram poucos dias longe desta rotina insípida mas foram dias vividos com intensidade, saboreando todos os pedaços que neles existiam.
O sorriso era grande de tão cheios de felicidade que estávamos por dentro. Partilhamos e vivemos juntos. A vida do lado dele é tão mais doce!
E gostei de o ter comigo 24horas sobre 24horas.
E agora ? Estamos mais unidos e fortalecidos por esta magica experiência.
E eu sinto-me feliz :) sinto-me capaz , sinto-me leve e a pular de nuvem em nuvem .
Cada vez estou mais apaixonada (pela vida!). E chega de olhar para os fantasmas que existiram, pois já NÃO existem mais.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Estou arrepiada de tão melancólica estar.
O tempo lá fora é espelho da minha alma, que triste tristemente chora sem retorno. Contam-se historia que não afastam o medo, só o fazem aumentar... Voltamos ao nosso canto, ao chão que nos viu crescer e que nos aparou em cada subjacente a uma boa fase de Vida.
Sem paciência, cansada, triste ... e cheia de frio de um abraço que me apetecia ter.
Dois pares de estalos bem dados não fazem mal a ninguém, muito menos a mim, que tanto os mereço. Corre por esses campos verdes e afasta-te de mim. Deixa-me perdida entre as varas do milho e a terra lamacenta que me cobre os pés, que acompanha os meus gritos de pavor que fazem estremecer os pássaros que nos seus ninhos repousam. Corre! Corre com toda a velocidade que és capaz, dá mais de ti nesta situação. Vai ... e não voltes!
Vai meu sofrimento e deixa-me em paz. Doí aqui dentro, bastante. Sabes?

Corre ! Não olhes para trás, para a frente é que é caminho.
(não vás, fica comigo pf!)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A confiança é o melhor acto de amor, de amizade que podemos demonstrar ao outro.
A confiança constroi-se lentamente, invisivelmente e nem notamos. E não é por não a notarmos, de não a vermos que ela perde importância. Mentira ! É a confiança a base de tudo.
E como nós não a vemos, nem sequer podemos medir e nunca temos noção de quanto as pessoas depositam em nós a sua confiança. Pensamos que a pessoa que mais confiamos, que confiamos desmedidamente e afirmo que erradamente (não se deve confiar tanto em alguém!) confia da mesma maneira e intensidade que nós - algo igual, semelhante.
Olhamos para o lado e pomos as mãos a cara! Não, não pode ser! - é esta a nossa reacção ao confronto da realidade que a balança da confiança pende mais para o meu lado do que para o dele. Fica-se triste, resguarda-se no escuro húmido que uma divisão qualquer tem. Pensa-se e chega-se a conclusão que não, nunca devemos e nem podemos permitir-nos a dar as coisas como certas. Há que cultivar a confiança por mais provas que tenhamos dado no passado já não é isso que importa para o hoje. O passado recente inibe a confiança da pessoa em mim, e eu de cabeça erguida, aceito. Aceito as consequências dos meus actos.
Tu conheceste a musica de fundo quando me deito sobre a cama e escrevo.
Mas, eu esqueci-me de te perguntar o nome e até mesmo de te conhecer. Não quis saber, refugiei-me naquelas manhas em que estava embebida pelo sono e me fizeste companhia nas sonolentas palavras que deitava ao ar. Quer dizer, deitava-as para ti, para a ti chegar e eu fazer-me ouvir. Teus versos foram incompreensíveis, agonias pouco certas e uma forte necessidade tua de fazeres passara ideia aos outros que esta tudo bem, quando tu sabes, quando nós sabemos que não esta tudo bem.
Entre palavras e beijos dados, alguns palmos de terra caminhados. E sonhos partilhados.
Esqueci-me de como era te beijar, esqueci-me do propósito que tinha ao te alcançar.
Fico-me pelas vontades, pelos sonhos e pelas pessoas que estão comigo. Outras refugiam-se num mundo abstracto que vai (um dia) acabar.
O silencio transmite aquilo que as palavras não alcançariam.
Não mente, não ilude, apenas fere. Lentamente num processo doloroso com o objectivo de dar a conhecer a realidade que as palavras apenas adoçam. É por isso, que prefiro o silencio a uma conversa que, por varias vezes, são mal interpretadas e aquilo que queria dizer foi dito. Mas, a mensagem não chegou. Nunca chega.
Somos diferentes e acho que é essa diferença que nos torna tão cúmplices.
A coisa mais bonita é a união que existe entre uma Mulher e um Homem quando se amam.
Os olhos reluzem e a alma completa. Apertam-se mãos e levita-se em corações.
Não fiques triste (...) mesmo a fugires da Vida, ela apanha-te.
Cobra-te tudo o que deves, dá-te tudo o que tens direito.
Não te iludas (...) nunca vais voar. A morte está aí e aqui, de trás das minhas costas e a sussurrar-me ao ouvido: "Está a chegar a tua hora!" , uma lágrima desce pelo meu rosto e... vou. Sempre fui eu que fui e nunca fui eu que fiquei.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A magia instala-se.
Devagar, suavemente, ignobilmente sem nos pedir permissão para entrar.
Começa por uma voz fininha e ao nível que vai decorrendo o tempo, ela mostra-se cada vez mais forte, mas independente e firme da sua existência. Magia que faz cair as pétalas daquelas flores que foram retiradas do seu habitat, só porque se queria agradar alguém. Justificar o meios pelo fim? E magia entra. Sentes? A tristeza vagueia e entra em choque com esta magia, sublinhada por sorrisos naturais de alguém que subtilmente é feliz, e nem sabe bem porque. Ou melhor, não sei bem porque. O musica de fundo engrossa seu tom, faz levitar nestas ondas sonoras e nem todos voam... Nem todos os 'felizes' o são.
Sente-se ânsia dessa magia. Sente-se medo que ela acabe.
O azul sempre foi a minha cor de vida, a vida tinha a cor azul. Agora, já não. Não é só o azul... é o preto, é amarelo, o vermelho... Aceito todas as cores das vidas das outras pessoas e juntos, todos juntos fazemos o arco-íris.
Cada um a sua maneira representa e insere-se numa cor do arco-íris e são felizes mesmo dentro de tristes paredes que impõem em construir para se protegerem. e no fundo, sim, tu sabes, sofres cada vez mais. Afundas-te sem ver um fim, um chão que te segure.
As ilusões são o teu chão que vais tentando sustentar... Ate quando?
Não te perguntas?
Pergunto-me inúmeras vezes o porque de não nos agarrarmos simplesmente a realidade. E se não agarram a realidade, porque não assumem que se deliciam com ilusões? para uma eventual atenuação de dor?
A dor é inevital. A dor corroi, arde e fere. Mas, uma tentativa de não sofrer cria um buraco maior... e quando a dor nos apanhar, vai ser mais forte. Vamos cair. E naquela pedra que nos sentavamos a olhar para o mar, vai ser essa mesmo que te vai fazer derramar sangue de tão dura e forte que vai ser a tua queda sobre ela. Terrivel, eu sei. No fundo, foges desta realidade. Refugias-te na ilusão. Ilusão que quer e sim, concordo que é muitas vezes nossa companheira de viagem. Como uma sombra, lado a lado, ombro a ombro. E quando se dá as mãos a ela, tudo nos parece perfeito. A nossos olhos a vida é deslumbrante! Não há sofrimento, tudo passa e esta-se preparado para tudo. Ironias engraçadas! Quem tem os pés no chão, ou um pouco mais dentro do chão, vê como tudo vai acabar. A ilusão acaba. O sonho não perdura. E a realidade? Vence.

Os ilusionistas (não os dos circos, mas os que vivem com a ilusão) negam tudo o que afirmei. Rejeitam qualquer espécie de aviso, de tentativa de explicação das coisas de forma a que o sofrimento não seja tanto. Parvas intenções de quer evitar o que pode ser atenuado.
Viram costas e fogem.
Levam a vida assim... de um lado para o outro. Sem aprenderem a ouvir um 'não'. Sem aprenderem a viver. Sem aprenderem a ser pessoas, a viver numa sociedade.
Vivem por sobreviver. Sobrevivem para morrer.
E no fundo, eles tem o mesmo objectivo que todos nós mas mais uma vez não assumem que querem ser felizes!
Afastam-se porque nem todos nós vivemos nesse mundo da ilusão.
E só quem tem um sentimento plagiado, um sentimento de vagabundo e sem orientação, sem objectivos é que vive nele.
Um sociedade com diversas espécies de seres humanos. Uns mais do que outros.
Magia, quem não a sente? Passa por todos nós e faz-nos olhar para a seta que fura as nuvens carregadas de chuva ... e os mais brilhantes vêem uma estrela muito estridente - a cadente.


sábado, 30 de agosto de 2008

Preciso de ti ... vivo!
Eu estou bem e este estado incomoda.me.

Preciso de ti ... aqui!
Eu tenho o quero e o que tenho não me pertence.

Preciso de ti ... a sorrir!
Eu satisfiz a minha vontade e ainda estou insaciável.

Preciso de ti ... a brilhar!
Eu olho para as estrelas e não há a mais brilhante.

sábado, 23 de agosto de 2008

Quando sinto que tudo ganhei, tudo me escapa por entre dedos. Sem sinalização não sei por onde vou.
Perco-me enquanto todos se encontram, em cada virar de esquina. O comando ficou sem pilhas, o radio parou de tocar e o silencio e a noite caíram em meu redor. São deslumbrantes ambos!
Há coisa mais bonita que a nostalgia e a melancolia? Fecha-se a persiana para impedir que o pó se cole nos vidros, espreitamos pelos buracos na ânsia de encontrar algo para nós mas é tão raro. A paisagem é constantemente a mesma, o espírito também. Só o tempo passa, só o tempo é diferente.
envelhece as pessoas, marca nas suas faces a sua passagem por elas... Escrevem uma historia (de vida!) e os mais atentos lêem-na.Desvendam olhares, penetram no nosso intimo com árduas palavras, palavras com conhecimento mais profundo de nos mesmos, e isso incomoda. Disfarçamos! Viramos a cara, sorrimos e continuamos indiferentes a verdade de nós próprios. Talvez com medo de nos aceitarmos. Sorrimos, sempre a fuga ideal para perturbantes e incomodativos situações.Porque esconder? Porque ter que criar mascaras? Nascemos. A partir daí somos do mundo. Somos livres para sermos, porquê resignar-nos em ser com limites sem espontaneidade? Satisfações não as temos que dar e nem conversas esclarecedoras a ter quando tudo sempre se entendeu, quando tudo sempre se soube. Nada acrescentar. Continuar a seguir. Estradas e ruas criadas em função de nos guiar e possibilitar uma maneira agradável de subir ruas a pico. (...) Altera a tua rota, sai dessa estrada por onde todos passam e vai por onde as ervas estão, lugares ainda não caminhados, trilhos não confirmados. És capaz ?
Não, ninguém arrisca. As pessoas tem medo do desconhecido não assumem isso. Não assumem esse medo. E é tanto medo.


Saudades que apertavam o coração foi desfeita :)
Saudades de pessoas recentes mas que marcaram, como marcaram. E vão continuar a marcar e ser uma marca da minha Vida, no meu ser.
Reconfortante ter amizades, verdadeiras amizades!
Abraços que depois de tanta distancia aconchegam a alma e aquecem o coração, vibramos ao som dos nossos tímidos sorrisos que até deles (coisas que no dia a dia passam perfeitamente ao lado) tínhamos saudades.
Bebemos, cantamos (...) fomos felizes. A nossa maneira.
A maneira das boas amizades com mistura de alguma loucura e liberdade para sermos desinibidas e felizes!

Rir até cair para o lado e brindar vezes sem conta a nós, somos o mais importante nas nossas vidas :')

Apetecível de se repetir, vezes sem conta.
Quero mais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais uma etapa de uma vida partilhada que se inicia.
Inicia-se e jura-se um novo começar, uma fresca certeza, um sentimento confiante e vontades já não reprimidas. Começa-se.

Dá-se um passo á frente depois de sucessivos passos parados, estáticos nesta magnitude de emoções tão pouco enlaçadas e perfumadas na pele. Acredita-se na essência e nos contínuos fluidos que partilhamos através de palavras embebidas em amor. Misturam-se apetites, desliga-se a luz... Por momentos, a caneta para de escrever. Não perde tinta mas aquece. Pontas de lápis que temos ânsia de afiar e cuidadosamente reparar.
O Tempo corroí e desgasta.

Será que vai resultar? (...)

Facil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Talvez por não saber o que será melhor, Aproximei
Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós
Sei lá eu o que queres dizer, Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei, o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

The gift

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quanto mais estou, mais quero estar.


Pensamento que surge naturalmente entre pedaladas na bicicleta já conformada com estas viagens de curta duração, de caminhos perturbados por ventos moderados, nada fracassados. Pedalo nestes pensamentos que não incomodam, dão prazer.
Dá vontade de apertar, transportam-nos para o lado daquele calor humano e eu sei que merece muito mais e melhor que eu. Passam-se tardes, recordam-se momentos peculiares em que certamente num minuto tudo podia mudar, sentimentos transparecer sumo de felicidade, que bebemos juntos e em pequenos goles!
E o amor (?) é satisfatoriamente aplaudido com sorrisos amigáveis e esperançosos que o futuro seja nosso e não simplesmente meu.
Continuo a pedalar e não vou desistir, mesmo que o cansaço seja muito e a queda seja (quase) certa.
Ele chama-me com uma voz de anjo e eu beijo-o seus doces lábios. Sabe-me bem, faz-me voar! Só por hoje, deixa-me dormir no teu peito.
Prometo que fecho a porta, quando sair.
Tranca a porta, vamos deixar o mundo do lado de fora :')

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Andava por caminhos incertos com sonhos dispersos.
Agora, encontrei o caminho. É somente por este caminho que vou percorrer.
Não me digas que não é o certo, não quero saber. Eu corro e percorro sozinha aquilo que escolho, aquilo que quero para mim!
E é por este caminho que vou.
Estou aqui.



Estou aprender a ser feliz. Tentar de novo?
(porque não?)



sábado, 16 de agosto de 2008

Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno, e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma e quem temos do nosso lado.
Vazio.


O que é passado, guardarei para sempre comigo :)


"Hoje em dia não se morre por amor! Morre-se é por falta dele!"

Enganam-se sentimentos em esperança de os ter, de os sentir e não meramente pensar que sente e sentir-se pensado no que se sente. Morre-se por não atingir aquilo que nos propomos, por ficarmos aquém da expectativa que nós próprios ousamos estabelecer. Cuidadosamente magoamos terceiros, terceiros porque infelizmente chegaram ate nós, mas a luz do semáforo imóvel paralisou no vermelho, e ali permaneceu. Paramos, quentes de tão nervosos que estávamos. Aguardamos numa sala de espera com paredes húmidas, rasgadas por cloros tão já nossos familiares. Trocamos olhares e até um pouco mais que isso, magoamos-nos nesta espera que não ia permitir a chegada a segunda e ate mesmo há primeira, de outro modo, a chegada ate mim. E não foi concluída. Foi sofrida e pouco mastigada, nada aceitada. Não queria este falso estado de estar, quando a minha ausência é tão notável, tão peculiar que até faz os sinos da igreja da minha humilde aldeia tocar incansavelmente.
Mais uma partida, que há quem dia que está habituado e mente tanto pois só tem objectivo de se convencer a si próprio que esta tudo bem. E não está! Primeiro passo para se viver é aceitar a vida, enfrentar o que dela provém e não se esconder. Ela acaba sempre por nos encontrar, mesmo no sítio mais longínquo que exista a fase da Terra ou do ilimitado universo que desconhecemos. A verdade está nas linhas que vemos nas nossas mãos. Nas linhas que são parte de nós que contam uma historia. Sentimentos que inspiram almas esquecidas pelo tempo, pela ousadia de saber transmitirem a confusão que o Sol provoca em seres inanimados, duros como uma pedra. Bonito. Ponto final.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008






E isto que desejo para mim - estar em paz.




Permites ?







sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estendida no chão um pouco gelidamente molhado.
Com a bola e raquete de ténis na mão, cansada, fatigada, exausta.
E essa bola é um mundo, o meu mundo… até onde a imaginação permite ir.
Até onde os meus pés não se importassem de me levar, já são alguns quilos sobre os mesmos. Caminho por ai…
Vagueio e devaneio por caminhos enfeitados de sorrisos que incomodam.
O espaço esvazia-se de oxigénio tendência para eu levitar e rapidamente pegar fogo.
Facilmente, a rolha sai… E o jogo recomeça. Pé escaldado contudo resiste-se!
É uma potente possibilidade de virar o jogo em meu favor.
Sinto-me como se estivesse a jogar a bola contra uma parede e estou sempre mas sempre em risco de perder. Inutilidades sem retornos, sem chama, sem uns patins para fugir com mais velocidade e estilo. Fujo lentamente e por ser tão devagar e tão pouco perceptível que estou a fugir, ninguém me apanha. Passo despercebida entre esta população cinzenta mesmo com o meu sorriso tutti frutti. Ninguém repara e eu não me importo! Esta tudo planeado para que esta minha fuga não deixe rastos, nunca quis que isto me fugisse, estou a correr atrás de mim, atrás do tempo, atrás do tempo. Eu sinto que não conheço este lugar. Nunca quis que isto fugisse, nunca quis desconhecer o toque humano. Se o meu coração parasse, a inutilidade da minha presença não se notava. Contudo continuo a fugir, e queria dizer-te que eu queria encontrar-me para que desta vez eu me encha de ar e voa. Respira e olha para o relógio. Lembra-te das fotografias que guardei no meu coração, são as melhores, de melhor qualidade.

Always my hero, I miss so much you.



"...Há flashes deturpados que me acordam e me fazem querer agarrar a vida de uma outra forma...é aí que todos os outros me encaram como louca por não perceberem o motivo que me levou a suspirar tão fundo. Quero viver muito mas principalmente e acima de tudo quero morrer, para que notes a diferença entre o antes e o depois de eu já não estar viva. Não me faltou o ar, quero que saibas que fui eu, de livre vontade, que fiz questão de cortar os laços mendigos da respiração. Adeus."

Sara Bonvalle






A realidade é muito grave. Mas se o sonho não for agudo...
Que diferença faz?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

Margarida Rebelo Pinto

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hoje tenho imagens de mim mesma, e são tão peculiares e degradantes que me fazem querer esquecer. Fracassada, desnaturada, perdidamente desencontrada...Tremo de tão nervosa ser por motivos desconhecidos. Preciso de coincidir a minha essencia com existência. Becos?
Qual será o muro ideal para um escolha correcta da minha parte? Ou, será que devo permanecer sentada, parada neste local onde me encontro? Mas existe um inconveniente para esta ultima opção: estas paredes são moveis e a cada segundo elas aproximam-se umas das outras. O ar está-se a esgotar. Ou salto ou morro. Fico. Antes morrer do que matar alguém com as minhas atitudes pouco conclusivas. Procuro desesperadamente o botão branco nestas paredes brancas, cujo botão será para desligar o continuo movimento destas paredes. Não me faças companhia neste sitio vazio. Aperta bem forte o laço da minha pulseira e para o meu sangue. Vem... Aperta bem forte o meu colar e não, mas não, me deixes respirar. Beija-me! Sufoca-me e que a única respiração viva seja simplesmente a tua!
Eu já que tão pouco sinto-me capaz de fazer... Cuida de ti, pelo menos isso.
E (...) continua a dar-me flores e sorrisos luminosos todos os dias naquele lugar onde o meu corpo será depositado. Estarei contigo, com todas as pessoas humanas que conheci ao longo do meu caminho. No céu, uma nova estrela. Pouco brilhante mas existente.
Continua com aquele caminho que começamos na Feira, onde se sentiu tão pouco daquilo que os nossos corações têm capacidade para atingir - ilimitadas sensações.
Agora, lentamente corta-me os dedos e pinta-me com o meu sangue que é impuro! A felicidade não justifica coisa nenhuma.
Pinta o teu mundo da cor do meu sorriso - tutti frutti.
E voa por ai (...) nunca fomos passaros de gaiola. O que nasce livre, livre permanece. Não desvanece. Nem se treina. Nem se educa. Somos do mundo. Desde de sempre e para sempre.
Gaita de foles (...) que sabe bem ouvir !