sábado, 23 de agosto de 2008

Quando sinto que tudo ganhei, tudo me escapa por entre dedos. Sem sinalização não sei por onde vou.
Perco-me enquanto todos se encontram, em cada virar de esquina. O comando ficou sem pilhas, o radio parou de tocar e o silencio e a noite caíram em meu redor. São deslumbrantes ambos!
Há coisa mais bonita que a nostalgia e a melancolia? Fecha-se a persiana para impedir que o pó se cole nos vidros, espreitamos pelos buracos na ânsia de encontrar algo para nós mas é tão raro. A paisagem é constantemente a mesma, o espírito também. Só o tempo passa, só o tempo é diferente.
envelhece as pessoas, marca nas suas faces a sua passagem por elas... Escrevem uma historia (de vida!) e os mais atentos lêem-na.Desvendam olhares, penetram no nosso intimo com árduas palavras, palavras com conhecimento mais profundo de nos mesmos, e isso incomoda. Disfarçamos! Viramos a cara, sorrimos e continuamos indiferentes a verdade de nós próprios. Talvez com medo de nos aceitarmos. Sorrimos, sempre a fuga ideal para perturbantes e incomodativos situações.Porque esconder? Porque ter que criar mascaras? Nascemos. A partir daí somos do mundo. Somos livres para sermos, porquê resignar-nos em ser com limites sem espontaneidade? Satisfações não as temos que dar e nem conversas esclarecedoras a ter quando tudo sempre se entendeu, quando tudo sempre se soube. Nada acrescentar. Continuar a seguir. Estradas e ruas criadas em função de nos guiar e possibilitar uma maneira agradável de subir ruas a pico. (...) Altera a tua rota, sai dessa estrada por onde todos passam e vai por onde as ervas estão, lugares ainda não caminhados, trilhos não confirmados. És capaz ?
Não, ninguém arrisca. As pessoas tem medo do desconhecido não assumem isso. Não assumem esse medo. E é tanto medo.


Um comentário:

Bárbara Lemos disse...

O medo... como não senti-lo, me diz? Gostaria de entender, para poder arrancá-lo de mim! Definitivamente.