sábado, 16 de agosto de 2008

Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno, e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma e quem temos do nosso lado.
Vazio.


O que é passado, guardarei para sempre comigo :)


2 comentários:

Bárbara Lemos disse...

O passado me assusta às vezes. Ver fotos, então, chega a me deixar depressiva. Parece que uma parte de mim ficou perdida naquelas imagens e hoje, não sou nem um terço do que fui. Uma involução e não evolução. Argh, sensação horrível!

Felicidades, menina.
Melhores que as minhas, pelo menos.

Beijo meu.agdxiqa

disse...

Concordo contigo e com a B. Mas passado nem sempre é bom de lembrar.

Obrigada pela visita gentil, mocinha.

Bjs.