Falam-me em tons peculiares. Sente-se que não era aquilo que podia aquecer a alma, sabia-se já de longe a necessidade de manter a distancia e o afastamento.
Manter o frio e gélido de uma conversa, sem ter um sorriso, sem ter um toque naquela maciez de pele. Acena-se para a longitude se verificar... e no fundo, estamos tontos.
Tontos por estas iluminadas confusões das quais já não se quer fazer parte e é incrivelmente aqui que notamos que já não queremos fazer parte de mais nada, rigorosamente nada!
É mesmo isso que acontece... caímos num pano branco.
Queremos e sentimos essa necessidade de isolamento, de não ter contacto com as emoções. Nem abraços, nem mãos dadas, nem beijos. Queremos a distancia de forma egoista, toda para nós.
E é difícil ... mas, não impossível.
Vozes que se tornam peculiares em cada unha ruída pelos nervosos de não conseguir que as coisas dêem certas. nunca dão... e ai?
O sinal luminoso altera-se para verde e tudo segue. Parte e voa!
Marco a minha identidade, que ilustrada pode ser o mais comum á face da terra. nem eu quero-me conhecer mais. nem eu quero que me conheçam mais ... apenas, não quero pensar naquilo que sou, naquilo que perdi, naquilo que me feriu, naquilo que vou perder... são magoas a mais, são dores a mais.
E o tempo ? não cura, não cicatriza. estou sempre a espera de perder mais um pouco de ti, de mim, de todos e de tudo.
Até ao fim da musica há muitas notas musicais para descodificar. ninguém se atreve a ser mais e a permitir que o passado flutuo nas pautas queimadas pelo sol, não deviam mesmo ter existido.
Com elas, mais um pouco de dor, com elas uma necessidade de crescimento forçada pelo tamanho das cicatrizes. Que não curam.
Que permaneço a sangrar em cada lágrima derramada!
Chega, pf ...
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