sábado, 16 de agosto de 2008

"Hoje em dia não se morre por amor! Morre-se é por falta dele!"

Enganam-se sentimentos em esperança de os ter, de os sentir e não meramente pensar que sente e sentir-se pensado no que se sente. Morre-se por não atingir aquilo que nos propomos, por ficarmos aquém da expectativa que nós próprios ousamos estabelecer. Cuidadosamente magoamos terceiros, terceiros porque infelizmente chegaram ate nós, mas a luz do semáforo imóvel paralisou no vermelho, e ali permaneceu. Paramos, quentes de tão nervosos que estávamos. Aguardamos numa sala de espera com paredes húmidas, rasgadas por cloros tão já nossos familiares. Trocamos olhares e até um pouco mais que isso, magoamos-nos nesta espera que não ia permitir a chegada a segunda e ate mesmo há primeira, de outro modo, a chegada ate mim. E não foi concluída. Foi sofrida e pouco mastigada, nada aceitada. Não queria este falso estado de estar, quando a minha ausência é tão notável, tão peculiar que até faz os sinos da igreja da minha humilde aldeia tocar incansavelmente.
Mais uma partida, que há quem dia que está habituado e mente tanto pois só tem objectivo de se convencer a si próprio que esta tudo bem. E não está! Primeiro passo para se viver é aceitar a vida, enfrentar o que dela provém e não se esconder. Ela acaba sempre por nos encontrar, mesmo no sítio mais longínquo que exista a fase da Terra ou do ilimitado universo que desconhecemos. A verdade está nas linhas que vemos nas nossas mãos. Nas linhas que são parte de nós que contam uma historia. Sentimentos que inspiram almas esquecidas pelo tempo, pela ousadia de saber transmitirem a confusão que o Sol provoca em seres inanimados, duros como uma pedra. Bonito. Ponto final.

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