Olho.te nos olhos e reclamas
Que te olho profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente!
Eu ensinei.te quem sou.
E foste me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele.
A ponto de ver os teus antepassados...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
a olhar.te profundamente.
sábado, 27 de setembro de 2008
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