sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estendida no chão um pouco gelidamente molhado.
Com a bola e raquete de ténis na mão, cansada, fatigada, exausta.
E essa bola é um mundo, o meu mundo… até onde a imaginação permite ir.
Até onde os meus pés não se importassem de me levar, já são alguns quilos sobre os mesmos. Caminho por ai…
Vagueio e devaneio por caminhos enfeitados de sorrisos que incomodam.
O espaço esvazia-se de oxigénio tendência para eu levitar e rapidamente pegar fogo.
Facilmente, a rolha sai… E o jogo recomeça. Pé escaldado contudo resiste-se!
É uma potente possibilidade de virar o jogo em meu favor.
Sinto-me como se estivesse a jogar a bola contra uma parede e estou sempre mas sempre em risco de perder. Inutilidades sem retornos, sem chama, sem uns patins para fugir com mais velocidade e estilo. Fujo lentamente e por ser tão devagar e tão pouco perceptível que estou a fugir, ninguém me apanha. Passo despercebida entre esta população cinzenta mesmo com o meu sorriso tutti frutti. Ninguém repara e eu não me importo! Esta tudo planeado para que esta minha fuga não deixe rastos, nunca quis que isto me fugisse, estou a correr atrás de mim, atrás do tempo, atrás do tempo. Eu sinto que não conheço este lugar. Nunca quis que isto fugisse, nunca quis desconhecer o toque humano. Se o meu coração parasse, a inutilidade da minha presença não se notava. Contudo continuo a fugir, e queria dizer-te que eu queria encontrar-me para que desta vez eu me encha de ar e voa. Respira e olha para o relógio. Lembra-te das fotografias que guardei no meu coração, são as melhores, de melhor qualidade.

Always my hero, I miss so much you.

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