A magia instala-se.
Devagar, suavemente, ignobilmente sem nos pedir permissão para entrar.
Começa por uma voz fininha e ao nível que vai decorrendo o tempo, ela mostra-se cada vez mais forte, mas independente e firme da sua existência. Magia que faz cair as pétalas daquelas flores que foram retiradas do seu habitat, só porque se queria agradar alguém. Justificar o meios pelo fim? E magia entra. Sentes? A tristeza vagueia e entra em choque com esta magia, sublinhada por sorrisos naturais de alguém que subtilmente é feliz, e nem sabe bem porque. Ou melhor, não sei bem porque. O musica de fundo engrossa seu tom, faz levitar nestas ondas sonoras e nem todos voam... Nem todos os 'felizes' o são.
Sente-se ânsia dessa magia. Sente-se medo que ela acabe.
O azul sempre foi a minha cor de vida, a vida tinha a cor azul. Agora, já não. Não é só o azul... é o preto, é amarelo, o vermelho... Aceito todas as cores das vidas das outras pessoas e juntos, todos juntos fazemos o arco-íris.
Cada um a sua maneira representa e insere-se numa cor do arco-íris e são felizes mesmo dentro de tristes paredes que impõem em construir para se protegerem. e no fundo, sim, tu sabes, sofres cada vez mais. Afundas-te sem ver um fim, um chão que te segure.
As ilusões são o teu chão que vais tentando sustentar... Ate quando?
Não te perguntas?
Pergunto-me inúmeras vezes o porque de não nos agarrarmos simplesmente a realidade. E se não agarram a realidade, porque não assumem que se deliciam com ilusões? para uma eventual atenuação de dor?
A dor é inevital. A dor corroi, arde e fere. Mas, uma tentativa de não sofrer cria um buraco maior... e quando a dor nos apanhar, vai ser mais forte. Vamos cair. E naquela pedra que nos sentavamos a olhar para o mar, vai ser essa mesmo que te vai fazer derramar sangue de tão dura e forte que vai ser a tua queda sobre ela. Terrivel, eu sei. No fundo, foges desta realidade. Refugias-te na ilusão. Ilusão que quer e sim, concordo que é muitas vezes nossa companheira de viagem. Como uma sombra, lado a lado, ombro a ombro. E quando se dá as mãos a ela, tudo nos parece perfeito. A nossos olhos a vida é deslumbrante! Não há sofrimento, tudo passa e esta-se preparado para tudo. Ironias engraçadas! Quem tem os pés no chão, ou um pouco mais dentro do chão, vê como tudo vai acabar. A ilusão acaba. O sonho não perdura. E a realidade? Vence.
Os ilusionistas (não os dos circos, mas os que vivem com a ilusão) negam tudo o que afirmei. Rejeitam qualquer espécie de aviso, de tentativa de explicação das coisas de forma a que o sofrimento não seja tanto. Parvas intenções de quer evitar o que pode ser atenuado.
Viram costas e fogem.
Levam a vida assim... de um lado para o outro. Sem aprenderem a ouvir um 'não'. Sem aprenderem a viver. Sem aprenderem a ser pessoas, a viver numa sociedade.
Vivem por sobreviver. Sobrevivem para morrer.
E no fundo, eles tem o mesmo objectivo que todos nós mas mais uma vez não assumem que querem ser felizes!
Afastam-se porque nem todos nós vivemos nesse mundo da ilusão.
E só quem tem um sentimento plagiado, um sentimento de vagabundo e sem orientação, sem objectivos é que vive nele.
Um sociedade com diversas espécies de seres humanos. Uns mais do que outros.
Magia, quem não a sente? Passa por todos nós e faz-nos olhar para a seta que fura as nuvens carregadas de chuva ... e os mais brilhantes vêem uma estrela muito estridente - a cadente.
Devagar, suavemente, ignobilmente sem nos pedir permissão para entrar.
Começa por uma voz fininha e ao nível que vai decorrendo o tempo, ela mostra-se cada vez mais forte, mas independente e firme da sua existência. Magia que faz cair as pétalas daquelas flores que foram retiradas do seu habitat, só porque se queria agradar alguém. Justificar o meios pelo fim? E magia entra. Sentes? A tristeza vagueia e entra em choque com esta magia, sublinhada por sorrisos naturais de alguém que subtilmente é feliz, e nem sabe bem porque. Ou melhor, não sei bem porque. O musica de fundo engrossa seu tom, faz levitar nestas ondas sonoras e nem todos voam... Nem todos os 'felizes' o são.
Sente-se ânsia dessa magia. Sente-se medo que ela acabe.
O azul sempre foi a minha cor de vida, a vida tinha a cor azul. Agora, já não. Não é só o azul... é o preto, é amarelo, o vermelho... Aceito todas as cores das vidas das outras pessoas e juntos, todos juntos fazemos o arco-íris.
Cada um a sua maneira representa e insere-se numa cor do arco-íris e são felizes mesmo dentro de tristes paredes que impõem em construir para se protegerem. e no fundo, sim, tu sabes, sofres cada vez mais. Afundas-te sem ver um fim, um chão que te segure.
As ilusões são o teu chão que vais tentando sustentar... Ate quando?
Não te perguntas?
Pergunto-me inúmeras vezes o porque de não nos agarrarmos simplesmente a realidade. E se não agarram a realidade, porque não assumem que se deliciam com ilusões? para uma eventual atenuação de dor?
A dor é inevital. A dor corroi, arde e fere. Mas, uma tentativa de não sofrer cria um buraco maior... e quando a dor nos apanhar, vai ser mais forte. Vamos cair. E naquela pedra que nos sentavamos a olhar para o mar, vai ser essa mesmo que te vai fazer derramar sangue de tão dura e forte que vai ser a tua queda sobre ela. Terrivel, eu sei. No fundo, foges desta realidade. Refugias-te na ilusão. Ilusão que quer e sim, concordo que é muitas vezes nossa companheira de viagem. Como uma sombra, lado a lado, ombro a ombro. E quando se dá as mãos a ela, tudo nos parece perfeito. A nossos olhos a vida é deslumbrante! Não há sofrimento, tudo passa e esta-se preparado para tudo. Ironias engraçadas! Quem tem os pés no chão, ou um pouco mais dentro do chão, vê como tudo vai acabar. A ilusão acaba. O sonho não perdura. E a realidade? Vence.
Os ilusionistas (não os dos circos, mas os que vivem com a ilusão) negam tudo o que afirmei. Rejeitam qualquer espécie de aviso, de tentativa de explicação das coisas de forma a que o sofrimento não seja tanto. Parvas intenções de quer evitar o que pode ser atenuado.
Viram costas e fogem.
Levam a vida assim... de um lado para o outro. Sem aprenderem a ouvir um 'não'. Sem aprenderem a viver. Sem aprenderem a ser pessoas, a viver numa sociedade.
Vivem por sobreviver. Sobrevivem para morrer.
E no fundo, eles tem o mesmo objectivo que todos nós mas mais uma vez não assumem que querem ser felizes!
Afastam-se porque nem todos nós vivemos nesse mundo da ilusão.
E só quem tem um sentimento plagiado, um sentimento de vagabundo e sem orientação, sem objectivos é que vive nele.
Um sociedade com diversas espécies de seres humanos. Uns mais do que outros.
Magia, quem não a sente? Passa por todos nós e faz-nos olhar para a seta que fura as nuvens carregadas de chuva ... e os mais brilhantes vêem uma estrela muito estridente - a cadente.
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