quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Escuta.

Escuta.
No meio de fragmentos preenchidos pela distancia, numa noite de Natal, encontraste longe do nosso porto de abrigo. Pelo teu caminho, vai um dia, meu coração.
Esse dever chama-lhe. Esse dever é seu direito.
Pudera eu, com as minhas mãos cansadas, evitar essa partida. Partida para o meio de uma guerra que nem a ti pertence e já tu estavas em guerra no teu sóbrio quarto.
Evito pronunciar as dores desta separação, mas escrevo.
Olhas ao teu redor, encontras tudo, tudo. Sentimentos envolvidos em sangue, corações partidos, vidas desentendidas e fragmentadas... mas, isso vias cá!

Escuta.
Porque decidiste ir? Por saberes que eu também iria?
O mundo é dolorosamente menos amplo de cores do que a vida teima em afirmar.
A nossa terra continua no mesmo estado. Queres saber de mim?
Reparei que sou dependente. Dependente das coisas, das pessoas, dos animais... de tudo.
Esta dependência torna-me incapacitada perante esta vida independente de todos e de tudo.
Só sobrevivo porque existe muito mais para além de mim, do meu mundo. Porque, se fosse o contrario, eu murchava por não ter a quem agarrar para respirar.

Escuta.
As nossas vidas são assim tortas mas para além de tortas são vidas.
Podem ser tudo do menos de mais rasca qualidade que existe, mas são vidas.
São nossas.
Ai, longe, nesse pais frio envias-me frases em sonhos e este nosso e teu pais natal congela.
Nada ou pouco sei de ti, por isso...

Escuta.
O meu coração querer crescer. Melhorar estas feridas, combater este frio.
Vem, foge daí... não deixes que sigam o teu rasto.
Não deixes que mais um e outro tal, minhas peças importantes, sigam esses teus passos independentes. A que me resumiria, afinal?

Escuta.
O sofrimento apoderou-se á sensivelmente a um ano.
Quando alguém partiu e não voltou...

Escuta.
Traz ele de volta. E volta.

Escuta.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

o dia em que te esqueci

" Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz; outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstrui-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quiz ficar ao nosso lado."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lose it



Standing on the edge,
battle in my head,
I'm dying to know
I'm dying to know

If I take this leap,
to fail or succeed,
I'm dying to know
I'm dying to know

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
This is it, I'm falling.
My wings need to grow.
I lose my hold,
I will let go.

There's so many roads,
pitfalls filled with doubt.
I'm dying to know,
I'm dying to know.

Grabbing what I need,
and rip it til it bleeds.
I'm dying to know,
I'm dying to know.

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
This is it, I'm falling.
My wings need to grow.
I lose my hold,
I will let go.

If I,
If I take this, this leap,
will I be broken?
I'm dying to...

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
I lose my hold,
this is it I'm falling.
I lose my hold,
my wings need to grow,
I lose my hold,
I will let go
I will let go.

I will let go!

sábado, 21 de novembro de 2009

*

Amo mais do que posso e por medo, sempre menos do que sou capaz.
Quando me entrego, atiro-me e quando recuo, não volto!
Gosto das noites porque me nutrem na insónia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol.
Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, irrequieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, imagino-os em cenas reais...choro lágrimas de vir e quando choro para valer, não derramo uma lágrima.

Margarida Amorim

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

I (don't) believe in another perfect day



Jogos. Paragens. Observação. Pensamento.
O mundo arde. As mãos caiem.
As verdades não o são.
O correr é imóvel.

Não!, não! não me deixes aqui... assim, comigo.
O absurdo paira nas almas vagabundas, desorientadas.
Essa poção era o salvamento da tortura destas gerações que vivem em conflito em mi,m que se alimentam umas das outras, provocam incesto e geram novas mágoas, poucos tributos.
Negro! não, não... por favor, não.
não, não... para com isto.

Desliga-me da corrente deste mar revolto e punitivo, tira-me a perspectiva e dá-me!
devolve-me o ponto de fuga.

não sou mais... cada vez menos. não! não! retira este fungo que deixaste em mim.
arde! Pune-me, risca-me os olhos. com este bico de vidro que nunca sobe o que era sangue.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

I want to know what loves is.



Observa-se aquele brilho, aquela pureza de palavras que afirma que o seu amor é o que tem ao lado.
O primeiro amor. O real amor.

O que se vibra, o que se derrete..
Estremece só de roçar nas mãos.

Aquele olhar que nos fixa, que nos beija!
O amor que faz tudo.

A nossa luta nunca se torna cansativa porque o amor, aquela força transcendente (que não é Deus) nos puxa, nos arranca do lugar imóvel e faz-nos andar.
Revirar, alterar todas as linhas que impõem apenas a saudade, o pensamento, a imaginação que não (não!) compensa, não vale nada comparativamente a realidade.
A realidade é tão mais, muito mais.
Contam-me, essas vozes velhas, da sua historia de amor.
Vozes velhas mas emotivas, mais que motivadas! Sinto aquela vibração do que sentiram, do que viveram, dos percalços que também tiveram.
Conversas nada de velhas, nada de passadas - fazem-me acreditar!

Sigo os conselhos de quem sabe, de quem eu entendo, de quem eu afirmo serem portadores de toda a razão. Derreto-me, junto a lareira, escutando esta beleza de vida, deslumbrando-me de inveja por nunca ter tido aquela sorte.
Sinto-me quente com todo aquele amor que transborda nos olhos, nas mãos que se movimentam ao mesmo tempo que se revela para mim, como poucas vezes o fez na sua vida.
Transborda e chega a molhar-me, com as minhas lágrimas de felicidade por alguém ter conseguido agarrar tudo, agarrar aquilo que eu não fui capaz.
Fico estendida no chão, olhando para aquela pessoa que me mostra todos os motivos que fizeram para que valesse a pena e o tempo não era, nunca, desperdiçado. Ainda hoje treme de estar na presença daquele amor, ainda hoje o quer assim muito perto.
Falam-me e eu oiço. Das mais belas historias reais que alguém me havia contado, que alguém tinha vivido.
Cada vez fico menos cega. Cada vez fico mais lúcida dos verdadeiros significados.
Cada vez reparo que tenho pessoas únicas na minha vida, com um currículo de vida forte.
Por ter sido perfeita e ter caído, não significa que tenha que ser imperfeita... apenas tenho que encontrar minha pessoa perfeita, ou ate mesmo, recupera-la.
Nada se desfaz, nada morre assim. Há factos, há pessoas que provam isso mesmo - o amor existe. Como posso ser ingrata e chorar a minha dor perante uma vida tão recheada de amor? Balanços positivos das suas vidas O desejo de contar uma historia daquelas, bonitas e emocionantes, faz parte de mim. Era um gosto. Era um sinal que tinha conhecido realmente o que o amor é.
Acho que conheci mas perdi. Até um dia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

call.



A cobardia é as asas de pessoas que não são anjos.
Durante os tempos quentes congelam-se relógios,
modificam-se o andamento e os passos ficam tortos.
Pondera-se o peso da maturidade que é leve, leve branda e suave, os fardos nunca foram suportados e carregados. existiu sempre alguém para alguém.
Alguém que tudo cuidava, tudo delicadamente retirava, desde dores, de ambições e consciência.
Anulava tudo.
Alguém desse alguém não permitia o crescimento, fomentava a cobardia.
O fugir, o temer, o ter tudo sem nada fazer.
Alguém de alguém torna assim, docemente a vida mais cruel para quem não, felizmente, teve esse alguém que corta as asas para que outro alguém não voe, nunca mais.
Nem na morte, fica ténue no caixão sem partir para parte em certa. Como sobrevivia? Definhava nessa ausência de alguém sem capacidade, sem olhos, sem noção que a sua perda foi o seu momento mais feliz.
Da felicidade que sabe ele? Triste, medonha e dissidência virtuosa de não atingir.
Há alguém que não é alguém, resume-se a alguém que não se identifica, pelo seu alegre estado de impureza, de asas mergulhadas em petróleo e uma morte certa e redonda.
Alguém que se esconde nas curvas pouco inocentes da vida, são crianças da solidão, brincando com as luzes partidas e desvanecidas pela tortura de uma alma que não sente, não sente e não sente.
Simples animais que deviam morrer, preservando deste modo a beleza natural das Pessoas.
Alguém que existe e mata-se aos poucos em doses lentas mas corrosivas.
Apoio, reafirmo e assino por baixo.
Esses algunscriam seres que lutar é a palavra de castigo, de estender as mãos e tudo cair.
Felizmente a vida tem outro sabor, sabor de lutar (!), de não ter vergonha do que se é.
É ser mais que alguém, é ser pessoa.
Nem todos os seres humanos são pessoas. Resumem.se a alguém, defeitos de criação de qualquer força que nos transcende.

Há sempre tempo, oportunidade para se alcançar o que se perdeu.
Há sempre a solução de lutar e ter, reivindicar o que lhe é seu por direito.

Só os fracos se conformam.. Só os que andam com a cabeça inclinada se reprimem.
Só os imbecis não lutam - não vivem. A vida é uma luta!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

não cuidas(te)

O sol já se pôs.
Evita-se o pensamento, aquela intelectualização que tanto Pessoa defende como o único caminho para a plena felicidade que ninguém atinge.
Evita-se a dor que mata, que não fortalece.
Só praticamos a nossa capacidade de aguentar de andar as voltas neste circulo.
De que serve ser tudo? nada.
De que serve tentar ser a tal?

Devolve-me os laços.

Uma caixa nunca virá a ser uma garrafa de vidro.
Um papel nunca há de ser um sonho.
Uma vida nunca devia ser uma eterna saudade.

As garrafas de vidro partem-se e apesar de transparentes,
escondem verdadeiros e perigosos fundos que ingerimos
como verdades mentirosas e escondidas.
Desvia-se os olhos por saber-se da verdade, da arruinada vida,
da madrasta pessoa que sabia que
era o fim daquela clama - permanecia o desespero.
Hoje em dia não se luta por nada. Quebramos os dois, afinal.
Vi a luz que me mata e não soube partir. Não toquei enquanto saia..
O mar limpou-me as lágrimas já que a companhia era nula.
Nem o frio quebrou.
Só a alma despedaçou...
É quase pecado que se vive. É quase pecado respirar.
É quase pecado o que se ignora, sem assumir...
Por mais que fui, não passa de nadas que se calcam assim facilmente.
Nadas que nunca preenchem, resta tudo.
Tive muito perto da queda na amargurada morte
dos pássaros que não levitam, definham.

o tempo parou.

"O que ama quer a felicidade do outro. Por isso se preocupa com o outro e não com o seu próprio bem estar. O outro transforma-se no objecto dos pensamentos, sentimentos e desejos, da sua esperança e dos seus anseios. Não só vive com ele mas também para ele. Quer que o outro possa apoiar-se em si, fazer-lhe um bem."

sábado, 14 de novembro de 2009

Pedras.

A vida é um desperdício quando a magia não existe.
A vida é um martírio quando o sofrimento se apodera.

Correr sem pernas é mais suave do que o coração nos arrebentar nas mãos, quando explode os sentidos baralham-se, os proibidos alteram-se.
Nada resta, só poças de sangue que ninguém vê mas que é os azulejos do meu quarto.
Imagens destas devia ser só na morte, mas eu morro. Aos poucos.
Com sofrimento que não me deixa respirar, fico a tremer sob umas cobertas.

Deparo-me com muitas interrogações.
Poucas vibrações e um cadaver no meu coração que enoja.

Ciclos que tem que parar. Ciclos que me vão matar.
Restam as verdadeiras pessoas - os amigos. é tudo que me resta, nem eu fico.
nem eu vou.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

(não) há

Era com se escrever não cansasse nunca.
A vida mostra-se mais imatura do que eu algum dia fui. Não peço vontade mas sim rumo, que dê sentido, que esclareça, que abra estas nuvens... Sei que sou o unico porto seguro que conheço já que não sei de mais ninguém.
As janelas fecham-se a conflitos só me resta o sono, que tanto me dá e tira, assim do nada. Os sonhos são meras ilusões que nos transmitem a felicidade. Nunca a felicidade é real, por isso é, que se dá tão bem com os sonhos. É por isso que há quem não queira acordar, há quem sonhe muito e há outros que se matam por esse sonho. Desperdiçam a oportunidade una de viver para sentir algo que talvez é só ilusão. Morrem por essa ilusão e acreditam tanto, mas tanto. Mesmo sendo um acto condenavel e tolo, eu invejo. Nunca me entregaria assim a felicidade. Se calhar, é por isso mesmo que não sou feliz.
Quero o que tive e nego todo o passado que faz parte de mim. Resigno-me a realidade. Fico, apenas.
Não há felicidade sem se morrer.
E eu morro aos poucos de tristeza e não a deixo ir.

Há quem sinta meu coração despedaçado, uma simples cadela, que se aproxima e me acarinha com o seu olhar, dizendo: " também sofro"

resta só um fio de esperança que nos há de guiar.. se assim for esse o destino.

sábado, 31 de outubro de 2009

to come

Gritos aguçados por vontades
Não menos próprias de viver
Viver para matar
Estes restos que ainda
Amas, torturas e aclamas.

Sede de revolta,
Vingança deste pesadelo
Vermelho negro que
Assusta, mete medo.

As vezes são raras
Poucas e repartidas por
Questões que não sei
Ler, responder ou respeitar
Temo esta velocidade
Em que me arrancas o único brinco
Que não me deste, sussurraste.

Libertei-me das cordas suaves que me faziam ficar
Fielmente, incapacitadamente em ti
Em nós. Quebraste as aguas
Desta corrente leve e branda
Como de igual não existe na minha alma.

Desenhos do que és
E em mim fica a alegre
Raiva de esboçar sorrisos
Sem ti.
E eu? não dá sentido,
Vive-se repartindo
Coisas e objectos
Sem sentimentos
Por liderar ou confrontar.
Meu livre mar..

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Do I have to save your soul?

Quebradiços laços de aço,
Que corroí o tempo
Distancio e o vento
Que tu sopras
Que tu insistes
Em fazer-me agressivamente
Congelar!

Era nunca ter pecado
Nem um pedaço contrdizer
As linhas tortas da biblia
Que Deus defende
O padre pregoa
Ser condenada ao inferno
Por existir demais

Os bons morrem
Na vida
Nas pessoas
Que amam
Que outrora foram
Deveras demais
Perde-se tudo num lápide
E os maus permanecem
Na vida de outros tais

Querer-se mais que angustia,
Levita-se deste faro rasto de ti
Ser imune que atormenta
Faz cair sem laminas
Esta chuva fria
Rajadas de pó
Que impões que cobra
O que não queres ver
A mim sentes
A mim renegas

Tortas linhas porque te guias,
Conduzes teus maus hábitos
Numas linhas férreas por um rio
Sem precipício ou cais
Um porto seguro denominavas
Agora, expulsas e pedes desculpa
Por seres assim comum
Sem um cante de uma ave
Sem um fingir que te leve
Que te amarre ou te pendure
A uma felicidade
Desmedida de sem idade.

:)

Mais um passo frente, código concluído :D

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

amordaçados sentimentos.

Gostava ser Pessoa,
Viajar por criações diferentes,
Em cada uma delas,
Um pedaço de caminho,
Falhado e torturado,
Pela vontade erguida
De ser feliz.

Vive-se em angustias
Fingimentos tais
E não se condena o ar
Que nos torna tão mortais

As esquinas revoltas
Mostra um ser
Que não solta a leve
Tristeza de morrer

O rir deste fingir
Transcende a minha capacidade
De ver, de fazer coincidir
A minha ausência com a leviandade
De partir.

Os crimes são punidos
A alma castigada
Gritos socorridos
Boca mal tratada

Voltas? pássaro.
Passarinho que canta
Por este fingimento se cala,
Se afasta
Se mutila
E de ti? que restas?
É um pequeno crime
Fechar-te nessa gaiola
Cheia de agua
Que vomitas,
Que calcas,
Que bebes!

Ser belo,
Tão belo que completamente
Me deixa aqui sem direito,
Sem a felicidade que Pessoa
Desejava em mente.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

--


O amor é simples e o tempo devora as coisas simples.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

As soon as ..


Com esforço 'Ir atrás dos sonhos',
é o rabisco que tenho entre um livro
que pode fazer com que um se concretize.
Tudo com esforço, somente com esforço.
E porque não com amor?
Os meses passam,
não se sente mas vê-se na pele o seu desgaste,
vê-se na paciência a sua falta de calma.
Podia-se ter tudo se tudo soubéssemos respeitar.
Respeitar o seu tempo e o caminho natural das coisas.
Que coisas? Todas.
Podia-se ter tudo com esforço e com paciência.
O doce parte-se em fragmentos com o esforço
e
derrete-se com a paciência.
Restamos nós,
que mal nos levantamos fazem nos sentir pequenos,
sem esforço.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hurt



I've hurt myself today
to see if i still feel.
I focus on the pain,
the only thing thats real.

The needle tears a hole;
the old familiar sting,
try to kill it all away,
but I remember everything.

what have I become,
my sweetest friend?
Everyone I know,
goes away in the end,

and you could have it all:
my empire of dirt,
I will let you down,
I will make you hurt.

I wear this crown of thorns
upon my liars chair:
full of broken thoughts,
I cannot repair.

Beneath the stains of time,
the feelings dissapear.
You are someone else,
I am still right here.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

fio d'ouro

Era falar mais que as cordas de uma guitarra, era não perder.
Assim, nunca. Não perder, não desaparecer nem desencaminhar.
A tortura virar flor de rosa, para a quem a planta.
Era assim. Um lago desconhecido pelo frio, mas não mais cruel
que a própria virtude de quebrar.
Assim, era. Sem ar, sem amar.
A flor murcha e a árvore arde.
Era quente mais frio que se sentia nas pautas,
O despertador que não toca e corre-se, perde-se.
Avista-se!, para não mais esquecer.
Para não mais abandonar..
Esta gente de sobreviver.
Assim, era para deixar de sonhar,
não mais controlar e estes fantasmas matar.
Aqui e assim.. Cordas a sufocar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dream of mirrors



Iron Maiden

Mar calmo, temperaturas amenas. Tudo volta as seus estimados lugares como o sol.

sábado, 1 de agosto de 2009

peace (?)


Fico debruçada perante uma poça de agua.
Paralisada, com toda a calma naqueles poucos litros de agua pouca suja.
Invejo esta calma! Invejo esta paz que existe e eu não retenho.
Não tenho em mim, na mente nem nas quatro paredes que deviam fazer-me sentir livre.
Calco a poça, vingo-me nela para que também, tal como eu, não tenha a paz que tanto devia ser nossa.
De direito, de destino.
Respira-se profundamente, deixo cair uma lagrima nessa poça. Enche mais um pouco.
Não consigo mais estar parada nesta poça de agua, quando charcos querem-se comparar ao que nao tem comparação.
Vivia-se melhor de outra forma, com outra paralisia cerebral ou um curto estado de coma.
Precisava disso. De um descanso, de uma paragem.
A poça desaparece mas há modos de vida que permanecem. Dizem que já não falo, apenas grito.
Aceito isso como verdade. também já no me ouvem. Querem acreditar que não me cortam?
Querem viver na fantasia de eu continuar a sorrir?
Sorriu muito, meu Deus, como sorriu.. mas há tanto que me sinto lesada pela paz que tornam em estilhaços de vidro.
Fora de casa, levo tudo o que me pregam nas costas e evito ser uma ladra de paz, luto por ela!
Mas, só encontro fracassos frustrados e não dão valor a paz que luto por instalar porque nunca passaram pelo que passei.
Ausências, violentas discussões diárias, frio de sentimentos e muita amargura por ver que o tempo passa, mas as pessoas continuam tapadas e não vêem que estou a sofrer.
Que grito para me ouvirem, para uma vez tomarem consciência que os actos já não são esquecidos. Cada vez mais lembrados, cada vez mais marcados. Em mim.
E não quero ser como vocês, desculpem.. mas não.
Não quero ser nem seguir o vosso exemplo.. que me prende ao cansaço, a vingança e a revolta de não aproveitar o estado agradável que podíamos estar.
Tudo se não fosse as vossas discussões, os nossos fracassos e este meu frio estado de carência.
Não preciso que gritam comigo, não preciso que me batam, não preciso que me atirem para as poças que tento passar ao lado.
E também não quero que se esforcem por me dar um amor falso e esforçado.. não me dêem nada, ignorem-me. Talvez assim eu posso renascer e sobreviver a tempo.

Desculpa por não ter orgulho naquilo que me dão pois só tenho carência de tudo, tudo, tudo..

Mesmo com musica alta, ainda ouço vossos gritos.. mas, não vou escutar.. vou chorar.
Como todas as outras vezes, diárias e matinais.
Vocês não ouvem e eu não vos mostro. Continuamos neste fingimento perante a sociedade.
Estas mascarás..

Como o psicológico pode estar bem? Ninguém entra, ninguém sabe.
Não te compares quando só roubas a paz pela qual luto, dentro ou fora de casa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

C.B.

"Quando um homem conta uma mentira ele mata alguma parte do mundo.
Estas são as pálidas mortes com que homens desperdiçam suas vidas.
Isso tudo eu não posso mais suportar, presenciar.
O reino da salvação não pode me levar para casa".

Cliff Burton

sábado, 25 de julho de 2009

Tears of a dragon :)

+ 1


Mais um ... Moonspell!
Foi uma boa novidade, um novo conhecimento bem porreiro :)


E os caminhos?
A dupla safa-se impecavelmente bem.
Mais ;)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

o melhor ;)


Metallica - 9/07/09



Scorpions - 17/07/09

Foram dois concertos, passados ao lado da melhor companhia.
Foram uns dos melhores momentos na minha vida.
Sem palavras para o que vi, ouvi e senti. Que mais há pra dizer?
Que venham mais! :D


MARAVILHOSO :D

sábado, 11 de julho de 2009

É como agarrares um grão de areia na palma da mão e sentires que está ali a eternidade.

"Tu não és para mim senão uma pessoa inteiramente vulgar. Eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Sei também que não passo, a teus olhos, de uma pessoa igual a cem mil outras pessoas. Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.

E não te esqueças, a partir do momento que cativas, tu tornas-te inteiramente responsável por aquilo que cativaste.

Agora, és responsável por mim, lembra-te sempre disso. "

-Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 4 de julho de 2009

pag. 57

" (...) pôde sete-sois dizer, Por que foi que perguntaste o meu nome, e Blimunda respondeu, Porque minha mãe o quis saber e queria que eu o soubesse, Como sabes, se com ela não pudeste falar, Sei que sei, não sei como sei, não faças perguntas a que não posso responder, faze como fizeste, vieste e não perguntaste porquê, E agora, Se não tens onde viver melhor, fica aqui, Hei-de ir para Mafra, tenho lá família, Mulher, Pais e uma irmã, Fica, enquanto não fores, será sempre tempo de partires, Por que queres tu que eu fique, Porque é preciso, Não é razão que me convença, Se não quiseres ficar, vai-te embora, não te posso obrigar, Não tenho forças que me levem daqui, deitaste-me um encanto, Não deitei tal, não disse uma palavra, não te toquei, Olhaste-me por dentro, Juro que nunca te olharei por dentro, Juras que não o farás e já o fizeste, Não sabes do que estas a falar, não te olhei por dentro, Se eu ficar, onde durmo, Comigo. (...)"

"(...) Dormiram nessa noite os sois e as luas abraçados, enquanto as estrelas giravam devagar no céu, Lua onde estás, Sol aonde vais. "

Memorial do Convento, José Saramago

quarta-feira, 1 de julho de 2009

few days ;)



Contagem decrescente para um grande momento, de certeza :D
Metallica (9/07/2009)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Star

Em permanente harmonia.
Acompanham-se vidas de perto e nunca duvidamos daquela presença.
É assim que estamos bem, é assim que somos um pouco mais do que simples seres humanos.
Existe sempre alguém, por mais que duvidemos em certos momentos, há sempre alguém.
Esse alguém faz parte da harmonia que se cria com o sistema, ou vida, como quisermos denominar.
Há quem force por não desvanecer sozinho e há outros, mais brilhantes (talvez) que naturalmente acolhem alguém no seu peito doce e agradável. Não se compreende bem porque se escolheu aquele coração, mas é ali, dentro e quentinho, que encontramos o conforto de nossas casas, de nossos pais.
Sabe a segurança saber que alguém nos acolheu, é amável que nos deixe assim, devagar entrar, sem mentiras, sem telas por inventar.
Em permanente sinceridade.
Pouco pedimos mais. Peço eu, confiança naquilo que sou e no que dou. Dou de mim, assim, sem dizer que não e vou. seguindo traços e linhas.
Quando se sente, não se pinta grandes telas frustrantes em afirmar ao mundo que se gosta, não se quer convencer ninguém quando a realidade é sentida.
Por isso, digo-lhe ao ouvido. Digo-lhe através de leves toques e ele sabe tudo.
Sabe, eu sei que sim, e não duvida.
O nós é o mais importante. Mais do que mil textos em tons vermelhos, com letra gigante a dizer coisas que só se deve dizer pessoalmente, acompanhado por um longo beijo.
Por mais que escrevam em letras muito bonitas, nunca iram chegar ao sentimento real de um beijo. de um abraço. De um carinho, de um olhar.
Só isso importa, o que acontece entre nós, quando estamos juntos.
É magia, é amor.
Permanente estado de silencio com mil e uma palavras.
Tão dele, sem duvida.

domingo, 28 de junho de 2009

Placebo - meds

I was alone, falling free
Trying my best not to forget
What happened to us
What happened to me
What happened as I let it slip

I was confused by the powers that be
Forgetting names and faces
Passers by were looking at me
As if they could erase it

Baby, did you forget to take your meds?
Baby, did you forget to take your meds?

I was alone staring over the legde
Trying my best not to forget
All manner of joy
All manner of glee
And our one heroic pledge
That would matter to us
That would matter to me
And the consequences
I was confused by the birds and the bees
Forgetting if I meant it

Baby, did you forget to take your meds?

Sex, and drugs, and complications
And the sex, and the drugs, and the complications

Baby, did you forget to take your meds?

I was alone, falling free
Trying my best not to forget..
.

sim

Se escrever fosse a maneira de sobreviver, eu escrevia. Escrevia sempre, incansavelmente.
Compreendo agora, não muito tarde, que escrever apenas nos liberta daquilo que nos querer prender.
Compreendo agora, que não é preciso alguém ler.. basta eu acreditar que há alguém que lê.
Contento-me com esta ilusão. E com tantas outras, acrescento eu num suspiro pouco prolongado.
E era ter respostas na escrita, mas só encontro interrogações, reticencias e frases pouco coerentes.
Compreendo agora, os porquês mas não me satisfaço com as respostas.
E era viajar... era levitar e partir, sem nunca mais chegar, ao ponto, ao sitio que nos propusemos.
ficamos sempre pelo caminho, mas acreditamos. E depositamos tudo no futuro..
As linhas estao feitas, agora o futuro faz o que quiser com elas.
Enquanto isso, escrevo. Enquanto escrevo, vivo.

ssqwt

Gosto sonhar contigo. Tão real, tão perto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009


"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silencio dos bons.."

Martin Luther King

quarta-feira, 24 de junho de 2009

S. João

Adoro. Sou abarca por palavras e bons sentimentos. E assim..
Assim flutuo pelos momentos mágicos que vão existindo.
Acontece e vive-se (bem). Estou presa por ti e a ti.



Obrigada pela magia.

terça-feira, 23 de junho de 2009

thend: 22/06

Sinto falta tua. Meu animal *

sábado, 20 de junho de 2009

Não afastes os teus olhos dos meus.

Quando dormes
e te esqueces
o que vês
tu quem és
Quando eu voltar
o que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar

Nao afastes os teus olhos dos meus
isolar para sempre este tempo
é tudo o que tenho para dar

Quando acordas porque quem chamas tu?
Vou esperar
eu vou ficar
nos teus braços
eu vou conseguir fixar
o teu ar
a tua surpresa.

Não afastes os teus olhos dos meus,
eu vou agarrar este tempo
e nunca mais largar

Não afastes os teus braços dos meus,
vou ficar para sempre neste tempo
eu vou, vou conseguir para-lo
vou conseguir para-lo.

Vou conseguir..

Não afastes os teus olhos dos meus,
vou ficar para sempre neste tempo.
eu vou conseguir para-lo,
eu vou conseguir guarda-lo,
eu vou conseguir ficar. Vou ficar contigo :)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Iron maiden.

"O God of Earth and Altar,
Bow down and hear our cry,
Our earthly rulers falter,
Our people drift and die,
The walls of gold entomb us,
The swords of scorn divide,
Take not thy thunder from us,
But take away our pride."

Just a babe in a black abyss,
No reason for a place like this.
The walls are cold and souls cry out in pain.
An easy way for the blind to go,
A clever path for the fools who know.
The Secret of the Hangman ­ the smile on his lips.
The light of the Blind ­ you'll see,
The venom that tears my spine,
The Eyes of the Nile are opening ­ you'll see.


She came to me with a serpents kiss,
As the Eye of the Sun rose on her lips.
Moonlight catches silver tears I cry.
So we lay in a black embrace,
And the Seed is sown in a holy place,
And I watched and I waited for the Dawn.


The light of the Blind ­ you'll see,
The venom that tears my spine,
The Eyes of the Nile are opening ­ you'll see.


Bind us all together,
Ablaze with Hope and Free.
No storm or heavy weather,
Will rock the boat you'll see.
The time has come to close your eyes,
And still the wind and rain.
For the one who will be King,
Is the watcher in the Ring.
It is You.

terça-feira, 16 de junho de 2009

no way back :)


sempre a sorrir, com um sorriso de mil tons e sabores :)*

segunda-feira, 15 de junho de 2009

constante (k)


Quantas pessoas conhecemos, em diversos lugares, ao longo da nossa vida? Com quantas conversamos? Com quantas temos afinidade? Com quantas criamos vínculos? Quantas cultivamos? Ouvimos pessoas que um dia disseram “tu és especial” agora dizem “estou indiferente a ti”. Basta agora olharmos ao redor e pensar: desavenças sempre há; amigos, podemos achar que temos inúmeros, mas na hora H contamos pelos dedos quem está lá para nós. Então, afinal, de todas essas pessoas que convivo e conheço, quantas cultivarei eternamente? Sem conclusão.
Quando nos julgamos responsáveis, cheios de maturidade e confiança, algo acontece e “quebra as pernas”. Perdemos o controlo de situações simples e já nos achamos inúteis novamente. O que fazer quando a cabeça simplesmente não funciona direito? Um pouco preocupante talvez esta minha distracção.
Quando estamos perto de perceber que algo nos faz mal, ou já sabemos disso, porém deixamos-nos enganar por pensar que somos fortes o suficiente para enfrentar isso, acabamos descobrindo que somos fracos, ou até burros por não controlar nossas emoções, nossos impulsos. Pensamos: "como eu me deixei levar por isto? Eu sabia que me ia fazer mal e mesmo assim não fiz nada para impedir".
A isto chamo de destruição sentimental. Ficamos cegos, surdos e mudos. A solução: sorrir! Eu quero sorrir mais, viver mais. Quero fazer parte deste vício.
Sinto-me feliz, presente saudável e com muitas reflexões.

sábado, 13 de junho de 2009

eufemismo

Fácil de definir: distraída, ingénua, infantil, risonha.
Pensei: "Ele seduz-me. Não, mais profundo que isso.. Faz-me (re)apaixonar todos os dias"
Virei um copo, bebi outro rápido para ir ao encontro dele, poder.lhe dizer que estava ali.
Também não tinha outro sitio onde estar.
Sorria, distraída e pateticamente deslumbrada pelo frio que não sentia.
Não compreendi mais uma vez, mais uma no meio de tantas, ingénua.

Quis sair do sitio sensato de estar e do sitio onde realmente queria estar.
Não ponderei, nem pensei no depois: agi. Segui o impulso de sair.
Agarrou-me. Não me lembro das palavras dele, desliguei-me.
O corpo parou, foi retido mas a parte luminosa do meu ser vagueou a noite toda,
a cabeça não estabilizava. Via pinguins no meio das neblinas que os meus olhos alegremente iam criando, fui abraçada a um tecido com cheiro (dos melhores cheiros que conheço!).
Lágrimas, leves e suaves, lentas mas mornas.

Nas quarto paredes que habituei a ver, deixei completamente sair da realidade, ir para outro patamar. mas, não queria deixar-me ir.. assim, sem tentar outra saída.
Queria um silenciosa companheira, só tive a minha almofada.
Liguei a televisão, o rádio, a luz, a janela.. e adormeci. Não foi o beijo do príncipe que me acordou.. foi a falta de ar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

eNUmeraÇÕES



painéis de bebidas: bebe-se.







:D

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Thbst.foo

" (...) Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
The life, the love
You die to heal
The hope that starts
The broken hearts
You trust, you must
Confess..
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you? (...)"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

young.


Há dias que parece que és única pessoa que se importa,
e há dias que parece que és a única que realmente importa.
Meu amor.

La Supervivencia

La supervivencia se define como la acción y el efecto de sobrevivir y, aunque no es una cualidad exclusiva del ser humano, es característica en él. El hombre es un ejemplo perfecto de adaptación al medio, de especie capaz de aprovechar los recursos y vivir en cualquier clima o circunstancia, por adverso que sea.
La diferencia entre vivir y sobrevivir es clara. Sobrevivir es obtener lo necesario para mantenerse vivo, mientras que vivir es conseguir la suficiente adaptación al medio como para que los recursos de supervivencia sean una costumbre y una rutina que nos proporcionan seguridad y una garantía de supervivencia a largo plazo.
Aunque una persona con una buena forma física está en mejores condiciones iniciales para la supervivencia, no es sin embargo un requisito imprescindible. De nada servirán unos bíceps capaces de las mayores hazañas o unas piernas con la resistencia suficiente para llevarnos al fin del mundo, si no los impulsan o las guían la firme e inquebrantable voluntad de vivir. Muchas veces la supervivencia será responsabilidad única de la mente.
Una mente entrenada, una voluntad férrea e indomable, unos conocimientos apropiados y la frialdad para utilizar todo eso de la forma justa y en el momento preciso, determinarán nuestra capacidad de sobrevivir.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Arco-iris

Partilhamos muito. Vivemos muito em cada dia que passa.
Há diferenças e há cor.




Faz-me encontrar o arco-íris no meio de brincadeiras. O arco-íris.
O meu tão desejado, o meu tão desenhado. São leves as tonalidades, mas são gritantes pela dimensão que ocupam. Também eu queria destas cores na minha vida! :)

Deixei de acreditar por um pedaço da minha vida, uma etapa, dizem os mais atentos, contudo regressei. Regressei até mim, com tempo e sem pausas, porque o arco-íris precisa de todos os dias de mais um pouco de cor, de um pouco mais de luz, de um pouco mais de agua, agua pura e repleta de oxigénio. Também eu preciso.
Encontrei o arco- íris quando fui abandonada pelas soluções reais da vida, encontrei-o.
A partir daí, não mais o abandonei. Atiram-me pedras, ainda encontro magoas e algumas lágrimas.. mas, não se pode fechar os olhos ao inevitável - a beleza.

Abro os meus olhos, as minhas mãos e abro bem o meu peito a todas as cores, a todas as rajadas de vento, a todas as brisas e a agua do mar que purifica e refresca.
Estou aberta as coisas boas :) tkin winki *
obrigada por me fazeres ver o arco-íris da minha vida reflectido nas nuvens de um céu tão (já) nosso.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Fade to black


Life, it seems, will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else

I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
Need the end to set me free

Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
Cannot stand this hell I feel

Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me, but now he's gone

No one but me can save myself, but it's too late
Now I can't think, think why I should even try

Yesterday seems as though it never existed
Death greets me warm, now I will just say goodbye

o "mais" falado.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

listen.

Acredito em música como alguns acreditam em contos de fadas.
Se a ouço, sei que estou viva. A musica. E assim, há quem me encontre.
Se não me encontra, tenho que ir atrás. É como se alguém me chamasse.
só alguns podem ouvir? Só alguns de nós a ouvem? Está ao nosso redor.
Tudo o que tenho de fazer é escutar (o som do coração).




Lugares cativos :)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Of(f)

Pedem-me obrigando-me a comentar afirmações que desconheço a autoria, desconheço as raízes contudo sei identificar plenamente o sujeito daquela frase, daquele conjunto ditado para umas linhas, frases, com ou sem sentido, descoberta do mesmo, é isso que se pretende.
É neste circulo circundante que pairam as questões e a falta de atingir o ponto. A vida é um habito, a morte uma obsessão, por isso vivemos tão precariamente.
A morte é um luminoso intervalo ou a vida?
sim, a morte é o acontecimento que não vivemos.



Somos umas folhas habituadas. Folhas e papeis por escrever.

Escreve no papel que sou. Não pises ou rasgues. Cuida de mim.
Desenha as tuas letras mais belas, faz de mim teu poço mágico,
para que eu não seja um cadáver adiado que procria.

vf.

"O mais certo é alguém pegar na pedra e guarda-la, por isso up up up! *"
why not ?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um dia de cada vez. Vive-se, respira-se. Ganha-se mais certeza :) doce adorável*

domingo, 24 de maio de 2009

12/Abr/2008

Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno,
e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma :$ e quem temos do nosso lado.

Vazio.

sábado, 23 de maio de 2009

sexta, 22.

Conseguimos abandonar tudo.
Usamos o eufemismo para a desculpa se interiorizar, corresponder a verdade.
Durante tempos passados, eu e o eufemismo éramos os melhores parceiros!
Era uma forma de disfarçar os adiamentos, as decisões que me abarcavam e eu delas, abarca a distancia. Fui guardando pedaços de tempo em pedaços de papeis, encontrados em ruas pedradas.
Consegue-se abandonar o corpo, a alma.
O coração deu impulso e abri os olhos. Apesar de rodeada de pessoas, houve quem se destaca-se pela presença e pela força do pensamento da observação que eu sentia, vem rente a minha pele.
Desejo do meu sucesso! Sorriso puro pela minha ameaçante alegria.
Voei, corri e cai. num tapete duro. Só estava ali eu e só por acreditar em mim, é que não falhei.
Não falhei fatalmente. Obrigada por teres estado a torcer por mim, mesmo em silencio, mesmo sem aplauso. Obrigada pela tua força de acreditares em mim.



A capacidade de abstracção passou de capacidade a característica do meu ser.
No meio de incógnita de números de pessoas que estavam lá assistindo ao espectáculo (?),
encontrei-te. Só por isso brilhei (como estrela!), por ti. para ti. assim, sempre.

quinta-feira, 21 de maio de 2009



The killer in me is the killer in you,
Send this smile over to you.

domingo, 17 de maio de 2009

avbp

Aviões e barcos de papel . E voa-se .. E navega-se .. Pelo céu, pelo mar.. Ambos sem fim!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Esvaziar?

Esvaziar os pesos. Parar, respirar e tirar cinco minutos do meu tempo para mim.
Sou projectada para um misto de lugares neutros, eu não tenho rede.
Esvaziar a voz, tremula, perdida e por vezes vaga. Vaga mas não se torna num vulto.
Como acontece, como acontece a tudo o que o sol não faz sombra.
Esvaziar os bolsos. Ir por ai tão mais leve, tão mais preparados para mergulhar ou ficar estendida na areia.
Esvaziar os olhos. Contemplar o céu azul, cinzento, vermelho. Ver mais e melhor. Imaginar.
Esvaziar os sapatos. Esvaziar as palavras. Esvaziar o silencio e ouvir mais que mil tons de cores juntas!
Esvaziar a alma. Esvaziar o coração e poder respirar por ele e não pelos pulmões.
Esvaziar a cabeça, esvaziar o saco das magoas, sacudir as imagens das pessoas caídas, desinfectar as pontas dos meus dedos. Esvaziar as formas, as sombras.
Esvaziar o frio nos dias de calor e esvaziar o calor em dias de frio. Esvaziar as lágrimas. Esvaziar o medo. Esvaziar o escuro e repintar de luz. Encher o abraço, o carinho. Nunca esvaziar o amor, que dura. Esvaziar a vontade, a falta, o sono, o sonho, a paz. Esvaziar o vazio. Esvaziar-me para voltar a encher. De tudo. Assim, espaçadamente.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

_?)

Dias em que as horas sufocam.
Absolutamente nada.


terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

I think I'm coming home.


Tento encontrar mais que sugestões de respostas, mas já desisti.
Admito que por aqui fico, maravilhada com tudo o que os meus cinco sentidos me presenteiam.
Não me podem parar agora, quando eu mesmo não sei como parar. Nem se quero parar.
Inspira, Expira.
Fecha os olhos e sente com todo o pormenor, com toda a calma aquilo que só podes disfrutar psicologicamente.
Não há portas fechadas, não há nada que esteja fora do nosso alcance. Inspira, Expira.
Fico estagnada pelas palavras, pela forma como há pessoas que sabem falar bonito. Tão bonito!
Dizem maravilhadas mesmo quando as únicas palavras que saem estão envoltas de sangue.
Mas, quero-as. e muito. São palavras que me faz apetecer repetir, apetecer por mais do mesmo, por atingir um patamar dificilmente atingível de saturamento daquelas palavras.
Caiem bem. Lições de vida, experiencias que me fazem escutar realmente. Encontrar-me realmente. Escutar outra pessoa e ser possivel escutar delineadamente minhas proprias palavras.




Depois ? depois deixo-me ir. Deixo tudo o que há dentro de mim, abarcar todos os meus sentidos.

no more (what?) Lies.

sábado, 9 de maio de 2009

indoor.

Confesso: não tenho asas, não tenho sistema que me permita voar.
Desminto a premissa de ter uns sapatos com asas, com turbo.
Apenas tenho pessoas.
Pessoas famintas da minha alegria e eu faminta da presença delas,
pessoas que me fazem voar, isso sim confesso, isso sim comprovo.




São dias, são presenças, são sonhos, muitos sonhos. Tenho (sempre) esperança.
Há mais que simples sombras. Há companhias, há pessoas. Reais pessoas.
A minha sombra apenas vai ser a companhia de toda a minha vida,
nunca me vai deixar sozinha, chorar sozinha ou rir sozinha.
Nunca vou estar sozinha, tenho-na comigo.

Qualquer uma se pode juntar a minha, deixar de ser singular para sermos plurar, positividade e pouco vulgar. Caminha comigo. Vem fazer de conta..