Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno,
e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma :$ e quem temos do nosso lado.
Vazio.
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