Gritos aguçados por vontades
Não menos próprias de viver
Viver para matar
Estes restos que ainda
Amas, torturas e aclamas.
Sede de revolta,
Vingança deste pesadelo
Vermelho negro que
Assusta, mete medo.
As vezes são raras
Poucas e repartidas por
Questões que não sei
Ler, responder ou respeitar
Temo esta velocidade
Em que me arrancas o único brinco
Que não me deste, sussurraste.
Libertei-me das cordas suaves que me faziam ficar
Fielmente, incapacitadamente em ti
Em nós. Quebraste as aguas
Desta corrente leve e branda
Como de igual não existe na minha alma.
Desenhos do que és
E em mim fica a alegre
Raiva de esboçar sorrisos
Sem ti.
E eu? não dá sentido,
Vive-se repartindo
Coisas e objectos
Sem sentimentos
Por liderar ou confrontar.
Meu livre mar..
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