sábado, 13 de junho de 2009

eufemismo

Fácil de definir: distraída, ingénua, infantil, risonha.
Pensei: "Ele seduz-me. Não, mais profundo que isso.. Faz-me (re)apaixonar todos os dias"
Virei um copo, bebi outro rápido para ir ao encontro dele, poder.lhe dizer que estava ali.
Também não tinha outro sitio onde estar.
Sorria, distraída e pateticamente deslumbrada pelo frio que não sentia.
Não compreendi mais uma vez, mais uma no meio de tantas, ingénua.

Quis sair do sitio sensato de estar e do sitio onde realmente queria estar.
Não ponderei, nem pensei no depois: agi. Segui o impulso de sair.
Agarrou-me. Não me lembro das palavras dele, desliguei-me.
O corpo parou, foi retido mas a parte luminosa do meu ser vagueou a noite toda,
a cabeça não estabilizava. Via pinguins no meio das neblinas que os meus olhos alegremente iam criando, fui abraçada a um tecido com cheiro (dos melhores cheiros que conheço!).
Lágrimas, leves e suaves, lentas mas mornas.

Nas quarto paredes que habituei a ver, deixei completamente sair da realidade, ir para outro patamar. mas, não queria deixar-me ir.. assim, sem tentar outra saída.
Queria um silenciosa companheira, só tive a minha almofada.
Liguei a televisão, o rádio, a luz, a janela.. e adormeci. Não foi o beijo do príncipe que me acordou.. foi a falta de ar.

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