sexta-feira, 13 de novembro de 2009

(não) há

Era com se escrever não cansasse nunca.
A vida mostra-se mais imatura do que eu algum dia fui. Não peço vontade mas sim rumo, que dê sentido, que esclareça, que abra estas nuvens... Sei que sou o unico porto seguro que conheço já que não sei de mais ninguém.
As janelas fecham-se a conflitos só me resta o sono, que tanto me dá e tira, assim do nada. Os sonhos são meras ilusões que nos transmitem a felicidade. Nunca a felicidade é real, por isso é, que se dá tão bem com os sonhos. É por isso que há quem não queira acordar, há quem sonhe muito e há outros que se matam por esse sonho. Desperdiçam a oportunidade una de viver para sentir algo que talvez é só ilusão. Morrem por essa ilusão e acreditam tanto, mas tanto. Mesmo sendo um acto condenavel e tolo, eu invejo. Nunca me entregaria assim a felicidade. Se calhar, é por isso mesmo que não sou feliz.
Quero o que tive e nego todo o passado que faz parte de mim. Resigno-me a realidade. Fico, apenas.
Não há felicidade sem se morrer.
E eu morro aos poucos de tristeza e não a deixo ir.

Há quem sinta meu coração despedaçado, uma simples cadela, que se aproxima e me acarinha com o seu olhar, dizendo: " também sofro"

resta só um fio de esperança que nos há de guiar.. se assim for esse o destino.

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