Gostava ser Pessoa,
Viajar por criações diferentes,
Em cada uma delas,
Um pedaço de caminho,
Falhado e torturado,
Pela vontade erguida
De ser feliz.
Vive-se em angustias
Fingimentos tais
E não se condena o ar
Que nos torna tão mortais
As esquinas revoltas
Mostra um ser
Que não solta a leve
Tristeza de morrer
O rir deste fingir
Transcende a minha capacidade
De ver, de fazer coincidir
A minha ausência com a leviandade
De partir.
Os crimes são punidos
A alma castigada
Gritos socorridos
Boca mal tratada
Voltas? pássaro.
Passarinho que canta
Por este fingimento se cala,
Se afasta
Se mutila
E de ti? que restas?
É um pequeno crime
Fechar-te nessa gaiola
Cheia de agua
Que vomitas,
Que calcas,
Que bebes!
Ser belo,
Tão belo que completamente
Me deixa aqui sem direito,
Sem a felicidade que Pessoa
Desejava em mente.
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