
Fico debruçada perante uma poça de agua.
Paralisada, com toda a calma naqueles poucos litros de agua pouca suja.
Invejo esta calma! Invejo esta paz que existe e eu não retenho.
Não tenho em mim, na mente nem nas quatro paredes que deviam fazer-me sentir livre.
Calco a poça, vingo-me nela para que também, tal como eu, não tenha a paz que tanto devia ser nossa.
De direito, de destino.
Respira-se profundamente, deixo cair uma lagrima nessa poça. Enche mais um pouco.
Não consigo mais estar parada nesta poça de agua, quando charcos querem-se comparar ao que nao tem comparação.
Vivia-se melhor de outra forma, com outra paralisia cerebral ou um curto estado de coma.
Precisava disso. De um descanso, de uma paragem.
A poça desaparece mas há modos de vida que permanecem. Dizem que já não falo, apenas grito.
Aceito isso como verdade. também já no me ouvem. Querem acreditar que não me cortam?
Querem viver na fantasia de eu continuar a sorrir?
Sorriu muito, meu Deus, como sorriu.. mas há tanto que me sinto lesada pela paz que tornam em estilhaços de vidro.
Fora de casa, levo tudo o que me pregam nas costas e evito ser uma ladra de paz, luto por ela!
Mas, só encontro fracassos frustrados e não dão valor a paz que luto por instalar porque nunca passaram pelo que passei.
Ausências, violentas discussões diárias, frio de sentimentos e muita amargura por ver que o tempo passa, mas as pessoas continuam tapadas e não vêem que estou a sofrer.
Que grito para me ouvirem, para uma vez tomarem consciência que os actos já não são esquecidos. Cada vez mais lembrados, cada vez mais marcados. Em mim.
E não quero ser como vocês, desculpem.. mas não.
Não quero ser nem seguir o vosso exemplo.. que me prende ao cansaço, a vingança e a revolta de não aproveitar o estado agradável que podíamos estar.
Tudo se não fosse as vossas discussões, os nossos fracassos e este meu frio estado de carência.
Não preciso que gritam comigo, não preciso que me batam, não preciso que me atirem para as poças que tento passar ao lado.
E também não quero que se esforcem por me dar um amor falso e esforçado.. não me dêem nada, ignorem-me. Talvez assim eu posso renascer e sobreviver a tempo.
Desculpa por não ter orgulho naquilo que me dão pois só tenho carência de tudo, tudo, tudo..
Mesmo com musica alta, ainda ouço vossos gritos.. mas, não vou escutar.. vou chorar.
Como todas as outras vezes, diárias e matinais.
Vocês não ouvem e eu não vos mostro. Continuamos neste fingimento perante a sociedade.
Estas mascarás..
Como o psicológico pode estar bem? Ninguém entra, ninguém sabe.
Não te compares quando só roubas a paz pela qual luto, dentro ou fora de casa.
Paralisada, com toda a calma naqueles poucos litros de agua pouca suja.
Invejo esta calma! Invejo esta paz que existe e eu não retenho.
Não tenho em mim, na mente nem nas quatro paredes que deviam fazer-me sentir livre.
Calco a poça, vingo-me nela para que também, tal como eu, não tenha a paz que tanto devia ser nossa.
De direito, de destino.
Respira-se profundamente, deixo cair uma lagrima nessa poça. Enche mais um pouco.
Não consigo mais estar parada nesta poça de agua, quando charcos querem-se comparar ao que nao tem comparação.
Vivia-se melhor de outra forma, com outra paralisia cerebral ou um curto estado de coma.
Precisava disso. De um descanso, de uma paragem.
A poça desaparece mas há modos de vida que permanecem. Dizem que já não falo, apenas grito.
Aceito isso como verdade. também já no me ouvem. Querem acreditar que não me cortam?
Querem viver na fantasia de eu continuar a sorrir?
Sorriu muito, meu Deus, como sorriu.. mas há tanto que me sinto lesada pela paz que tornam em estilhaços de vidro.
Fora de casa, levo tudo o que me pregam nas costas e evito ser uma ladra de paz, luto por ela!
Mas, só encontro fracassos frustrados e não dão valor a paz que luto por instalar porque nunca passaram pelo que passei.
Ausências, violentas discussões diárias, frio de sentimentos e muita amargura por ver que o tempo passa, mas as pessoas continuam tapadas e não vêem que estou a sofrer.
Que grito para me ouvirem, para uma vez tomarem consciência que os actos já não são esquecidos. Cada vez mais lembrados, cada vez mais marcados. Em mim.
E não quero ser como vocês, desculpem.. mas não.
Não quero ser nem seguir o vosso exemplo.. que me prende ao cansaço, a vingança e a revolta de não aproveitar o estado agradável que podíamos estar.
Tudo se não fosse as vossas discussões, os nossos fracassos e este meu frio estado de carência.
Não preciso que gritam comigo, não preciso que me batam, não preciso que me atirem para as poças que tento passar ao lado.
E também não quero que se esforcem por me dar um amor falso e esforçado.. não me dêem nada, ignorem-me. Talvez assim eu posso renascer e sobreviver a tempo.
Desculpa por não ter orgulho naquilo que me dão pois só tenho carência de tudo, tudo, tudo..
Mesmo com musica alta, ainda ouço vossos gritos.. mas, não vou escutar.. vou chorar.
Como todas as outras vezes, diárias e matinais.
Vocês não ouvem e eu não vos mostro. Continuamos neste fingimento perante a sociedade.
Estas mascarás..
Como o psicológico pode estar bem? Ninguém entra, ninguém sabe.
Não te compares quando só roubas a paz pela qual luto, dentro ou fora de casa.
4 comentários:
olá linda! ~
vejo que o mar anda um bocado agitado para esses lados... sinto que prendes en ti uma grande revolta por estares obrigada a ser personagem de um filme para o qual n fizeste audições... quero apenas que saibas que se precisares de companhia p gritares todos essas coisas q tens ai presas na garganta conta cmg... (n estou a ser simplesmente simpatica, tou mesmo a disponibilizar-me para tal)
beijos e força mt força
Força, moça... força sempre.
Luta por essa paz, e tira a máscara de menina forte, pois chorar não é sinal de fraqueza, mas sim sinal de muita força, com as lágrimas apenas deitas para força as coisas más da vida e consegues assim mais coragem mais força para lutar a cada dia as tuas divergências, não baixes os braços, luta, sempre...
Não sou a melhor pessoa para te dizer mas quando precisares de força não evites, estas palavras são de coração :)
muita força linda**
Não abandonarei, moça... não pretendo.
E olha quem fala, né? Você escreve muito bem.
Cheiro.
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