O relógio caiu, quebrou e perdeu-se em fragmentos que não encaixam, agora. Já não. Ou até nunca mais. Faltam peças, peças para complementar, para o construir o todo que agora resume-se no nada. Pelo acidente do relógio, o tempo parou. Fixou-se em estrelas, ou melhor, fixamo-nos em pontos brilhantes num céu sem limites e completamente nosso, com um nevoeiro que dificultava a visão. Foi bom. Para mim, sempre aquele relógio, aquele tic-tac que por ousadia minha, não quis prestar atenção. E o que fiz foi meramente reger-me pelo tempo e pelo tic-tac do meu coração, que cada vez esta mais próximo do colapso. São tantos e tantos pensamentos, reviver situações psicologicamente. Chamas que não queremos deixar, momentos que queremos para sempre prolongar. Chega, a um momento em que o caminho se estreita demais, ou saltamos fora ou morremos asfixiados. Eu deixe-me ir.
Errando ao tentar encontrar a minha salvação, ups!, queria dizer solução!
E… Agora… Sem rumo. Sempre acabei por descobrir a sensação de não saber o que fazer, sensação de estar desamparada. E ir com o vento. Melodias. Melancolias. Nostalgia. Sem orientação. Sem … ti ?
Um comentário:
texto humano de ti,
tempo que não esqueci
nevoeiro que não ofusca
paz que nada custa*
momentos verdadeiros sem racionalismos :)
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