quarta-feira, 4 de junho de 2008

De tão ocupada que a vida é (...) até nem nos apercebemos de muitas coisas.
A morte acontece.
E alma sai como uma aluna da escola, que em seguida enche-se de alegria e de uma fresca liberdade.
Muda-se de caminhos face ao desgaste dos velhos.
Duas semanas, sentada sobre a mesma perda, fará com que consiga entender?
No final, todos nós acabamos por entender.
Uns, nos seus últimos momentos, ouvem uma suave musica embrulhada em palavras que não compreendemos mas que nos dá uma paz suave, e outros, são acompanhados apenas por um silencio descomunal.
A chave é não nos lamentarmos, lamentar é um acto de ter pena, lastimar-se, queixar-se; na imensidão desta Vida o essencial a aprender é a não nos queixar-mos.
Os laços de sempre permanecem, inquebráveis.
A morte é alcançar o rio, e correr como corríamos pelos campos verdes que nos faziam arrepiar.
Adeus.
Adeus, por enquanto.



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