Aprende a gostar de ti e a não deixar que os outros te magoem porque confiaste neles,diz-me a mim uma voz madura e sábia.
Se existiu mal entendidos, foi porque tu não tentaste explicar ...
Porquê apenas te sentaste a observar o que acontecia?
Não. Cala-te! Não repetias esse teu discurso que me leva sempre a crer que tens razão. Cala-te!
Não quero que a minha voz diminua de tom, tom esse grosso e gritante em que te pretendo falar.
Fiquei farta de tanto ouvir, e tão pouco entender.
Senti tantos e tantos sentimentos foi raiva, desespero, angustia, ódio... tudo isto andava em continuo circulo por meu corpo, fazia parte de um sangue que eu não queria alimentar, mas tu não fazias por isso.
Apenas uma vontade de fechar a porta, de vez.
E ... Aquelas historias, aqueles sussurros , para quê ? Apenas pra me fazer levitar ?
Não. Somente pra me adormecer de uma verdade que apenas a ti pertence.
Não te lembraste de fechar a porta, aquela porta que me aconselhavas a não entrar,
e para má sorte tua, ouvi teus murmúrios, vi o teu mundo tal e qual ele é.
Aquelas palavras que ouvi, talvez fossem mais uma representação tua ..
mas, senti a vivacidade delas,
foram tão enganosas que até via a sua cor negra de tão impuras e incertas que eram!
Manchaste-me o corpo. Envergonha-te!
Deixa-te cair e fica despedaçado ou ate mais como eu fiquei.
Consegues sentir a impureza que tornaste os meus desejos ?
Esqueceste do sangue que derramei naquelas noites ao relento ?
Tudo não passou de algo bonito de se dizer.
E agora, sorris. Nunca perdeste esse sorriso encantador. Mas...
Não. Não notas, não sentes o amargo que em mim habita.
Já não passas a barreira de todos os comuns, ficaste para trás.
Algum dia quiseste mesmo acompanhar-me?
Wake up ! Há tanto pra viver e ver, tanto mas tanto!
Não, não sejas protagonista de um papel que não queres ser,
nem eu o quero, porque irás tu querer?
As luzes apagaram-se, a plateia foi embora... E tu, que fazes ai ainda em cima do palco ?!
E agora, AGORA, vou-me libertar das correntes que me fazem mal.
Descobrir, em primeiro, até onde posso ir, o quanto posso dar de mim, sem sair magoada.
Racionalidade ? uma verdadeira seca, mas necessária. Entende-me, pf!
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