E era uma história, talvez daquelas de encantar e com um patente final feliz… mas, isso do final é relativo. São apenas pontos e vírgulas e não pontos finais. Só por isso valem o que valem, mas não temos essa noção. Nem poderíamos.
Como convites vão e bem, uns recusados, outros interrompidos pelas circunstancias da Vida e por ultimo uma tentativa, e lá se aceita aquele convite, e nem sabemos para o que vamos, exemplo disso é virar um esquina vulgarmente e apercebermo-nos que não foi um virar de esquina de rotina, foi um virar na nossa vida, como também não foi um convite e sim o convite. E desses há poucos.
É como uma oferta para mudares de rumo, para recuperas ou até mesmo piorares, e aceitas, por tão convincente ou até tão necessitados que estamos, isso não sei, nunca saberemos tal. Conversas deitadas fora, uma brincadeira, uns sorrisos. Entrada em contacto com pessoas não familiares, mas que aquecem. Fazem-nos sentir presentes. Isso vale, não vale? Se vale!
Um atraso, um sotaque a Lisboa a falar para mim e eu ali.
O atraso foi reposto e a mesa completa. Sem lugares vazios, sem faltas.
Estava tudo. Ou quase tudo, não sei bem. O mundo tornar-se pequeno, mas não inferior. Os ritmos e sons aqueceram a noite. Tudo para mim ainda estava na fase de ir a caminhar ate a esquina, ainda não, sim, não tinha virado a esquina. Nem me apercebido que havia um esquina, e, que eu sei me aperceber, iria a virar. Impressionantes estas experiências.
E como se faz um esforço por fazer, eu fiz um esforço por viver!
Virei a esquina, isto é, dei de caras com um destino. Uma chave. Solução ou salvação?
Temas de gatos e umas patas marcadas, que nunca cheguei a conhecer as reais patas, o real olhar. Mas, teve presente. Fui tudo. Ou quase tudo, melhor dizendo. E foi estranho. Sim. Um virar de esquina tão vulgar tornou-se tão relevante. Necessidade meramente minha de o ser? Ou …
E sonhou-se. Fez-me sonhar. Coisas estranhas de se pensar. Apenas pelo aquele virar de esquina. Foi bom voltar a sorrir. Foi bom ver a intensidade daquela cor que aquela esquina brilhou. Brilhou mesmo.
Não sei antes ou ate agora, brilha do mesmo modo para outro ser. Penso que não. Comecei acreditar em coisas únicas, pessoas únicas, brilhos únicos. Ate pacotes de lenços únicos!
Há tão mais para contar (…)
Existe, ontem, hoje, e certamente amanha, uma maré de ondas agitadas dentro de mim, fruto de toda esta confusão que me invade.
Por aquilo e por isto. As coisas não são simples.
E (…) eu não sei. Esquinas… Especiais? Difíceis de deixar.
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