segunda-feira, 30 de junho de 2008


Nós da vida, titulo ideal.
Deve alguém conhecer este sitio, o nosso sitio.
Palavras para quê ... ?
O essencial está no nosso olhar, toque, umas notas meias tortas,
quem não sabe, não sabe.
Vai-se conhecendo*

Nós da Vida, de Vida.
Para quem não é indiferente a ela, por quem pertence e não sobrevive.
Por ti e por nós.
Para sermos capazes.
Para que a brutalidade das palavras cheguem aos outros
de forma idêntica a algodão doce, leve e doce.

Nós da Vida !
Que nos fazem sentir vivos.
Que aquecem.
Que apertam...
Como apertam !

Sufoco, aqui.
Nós e nós duros, duros de roer.
Duros para não desvanecer.
Famintos por permanecer.
E são fortes.
Mas, caiem em esquecimento na nossa sociedade.
Ate que, alguém vagueando por Aveiro,
depara-se com pequenas coisas, que ninguém nota.
Mas, para mim ... é tanto.
Notas?

Tudo não passa de umas fotos a uns supostos patos, que na realidade eram simples...
morcegos.

Pela ânsia de viver e encontrar...
vamos permanecer livres e voar,
ambos reconhecemos as asas que temos.
E juntos, quem sabe, não possamos viver. Ou melhor, voar.
Este sitio, este chão, é demasiado pequeno e quente para nós.
Somos do Mundo e é nele e por ele que nos encontramos.
















Somos tudo , menos iguais.
Volta.



domingo, 29 de junho de 2008


"Não te quero levar a acreditar no que digo, nem a confiar no que faço, porque as minhas palavras não são mais que os teus pensamentos convertidos em som,e as minhas obras nada mais são que as tuas próprias esperanças transformadas em actos."
Khalil Gibran

Perdeu a vivacidade característica, perdeu a cor. Perdi.

O relógio caiu, quebrou e perdeu-se em fragmentos que não encaixam, agora. Já não. Ou até nunca mais. Faltam peças, peças para complementar, para o construir o todo que agora resume-se no nada. Pelo acidente do relógio, o tempo parou. Fixou-se em estrelas, ou melhor, fixamo-nos em pontos brilhantes num céu sem limites e completamente nosso, com um nevoeiro que dificultava a visão. Foi bom. Para mim, sempre aquele relógio, aquele tic-tac que por ousadia minha, não quis prestar atenção. E o que fiz foi meramente reger-me pelo tempo e pelo tic-tac do meu coração, que cada vez esta mais próximo do colapso. São tantos e tantos pensamentos, reviver situações psicologicamente. Chamas que não queremos deixar, momentos que queremos para sempre prolongar. Chega, a um momento em que o caminho se estreita demais, ou saltamos fora ou morremos asfixiados. Eu deixe-me ir.

Errando ao tentar encontrar a minha salvação, ups!, queria dizer solução!

E… Agora… Sem rumo. Sempre acabei por descobrir a sensação de não saber o que fazer, sensação de estar desamparada. E ir com o vento. Melodias. Melancolias. Nostalgia. Sem orientação. Sem … ti ?


sábado, 28 de junho de 2008

Chamas difíceis de apagar.
Quero mais. E mais.

E é assim. Apenas assim.
Liberta-me. Rasga as minhas asas e deixa-me.
Deixa-me voar ...!!

Desesperadamente, aqui.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

E escrever. Escrever ao som que se prolonga pelas margens do rio, que me invade espiritualmente ali. E retoma-me. E rebate-me, profundamente. Memorias, recordações… Tudo resume-se a isso. Minhas lágrimas magoadas resumem-se apenas a isso. Porque continuar? Limpa-se as lágrimas que ninguém notou e, olha-se para o lado e sorri-se para o presente, para o agora. E a música continua, prolifera-se naquele espaço húmido e inteiro, completo, afirmo eu.

As emoções explodem! Como consumem! Como são reprimidas e sentidas. Mas, não.

O não presente. É isso. É isso mesmo. A culpa é dos meus olhos. Somente deles.

Olhos que vêem mal ao longe, que me fazem perder facilmente, me fazem ficar numa confusão miserável… São eles que me fazem andar as voltas, ser parte de uma volta que não encontra o seu ponto seguro, o ponto de encontro, o ponto de equilíbrio (?) e passo por ridícula! E bem longe, mas perto, esta ali alguém, olhando para mim e por mim, segurando-me pelo seu olhar para não cair, para não me perder no meio de roupas e chuvas molhadas. Está ali, e eu sei que está. Mas, esta minha falta de visão não permite que o encontre… Ate que vejo um brilho, um raio de sol no meio da escuridão da noite que me faz seguir esse rasto de farol, onde finalmente encontro o meu porto seguro, porto de abrigo, meu porto de… E não estou mais só.

Agarro-me a essa pessoa, para não me perder… Egoísta, mesmo.

Já senti esta aflição antes. Já sofri por esta aflição que todos definem como distracção, vai mais além disso… Senti na minha inocente infância, e depois de conseguir descolar as minhas pestanas (era tão doloroso este processo!), era com o vazio que me deparava, com os bonecos a fazerem-me de companhia… e ali ficava. Doce e frágil a ver-me no espelho, onde as lágrimas se confundiam com a agua que me auxiliavam neste processo! Via uns olhos verdes, que hoje pouco resta deles… Fragmentos de cores esbatidas, mas que ainda (alguns) gostam. Hoje, voltei a esse passado.

Uma aflição de não conseguir ver, eleva todos os pedaços de vidro ao extremo da minha pele, pedaços de vidro deixados, sem intenção, quando cortava minhas pálperas para ver. Nunca foi meu interesse ser vista, mas sim ver. É fundamental para sobreviver! E não tem dado. E dá vontade, muita mesmo, de sentar no chão. Desistir de procurar, de encontrar. E esperar. Esperar que me venham buscar no lugar onde me deixaram ficar, e nem viram que para trás fiquei. E que se calhar, me importei. Simplesmente, porque não consigo ver! E aflição? É grande.

Em sonhos, até neles, é angustiante sentir que não vejo, que sou incapaz de conseguir… E caiu. E fico a espera de alguém. De um novo dia. Ou ate de mim mesma, com visão, com os olhos verdes sem os fragmentos de vidro que ficaram depositados, que ainda magoam bastante. Não me olhes nos olhos. Os teus são lindos de mais para serem desperdiçados comigo.

terça-feira, 24 de junho de 2008

S. João

Olha para o céu , e diz-me a mim o que vês?
Olha, com atenção.
Vê mais além do que é visível a olho nu.
Há mais, tão mais ... !
Profundo. Sorrisos. Sociabilidade.
Apetecivel parar o tempo.

domingo, 22 de junho de 2008

primeiro mês do ano

E era uma história, talvez daquelas de encantar e com um patente final feliz… mas, isso do final é relativo. São apenas pontos e vírgulas e não pontos finais. Só por isso valem o que valem, mas não temos essa noção. Nem poderíamos.
Como convites vão e bem, uns recusados, outros interrompidos pelas circunstancias da Vida e por ultimo uma tentativa, e lá se aceita aquele convite, e nem sabemos para o que vamos, exemplo disso é virar um esquina vulgarmente e apercebermo-nos que não foi um virar de esquina de rotina, foi um virar na nossa vida, como também não foi um convite e sim o convite. E desses há poucos.
É como uma oferta para mudares de rumo, para recuperas ou até mesmo piorares, e aceitas, por tão convincente ou até tão necessitados que estamos, isso não sei, nunca saberemos tal. Conversas deitadas fora, uma brincadeira, uns sorrisos. Entrada em contacto com pessoas não familiares, mas que aquecem. Fazem-nos sentir presentes. Isso vale, não vale? Se vale!
Um atraso, um sotaque a Lisboa a falar para mim e eu ali.
O atraso foi reposto e a mesa completa. Sem lugares vazios, sem faltas.
Estava tudo. Ou quase tudo, não sei bem. O mundo tornar-se pequeno, mas não inferior. Os ritmos e sons aqueceram a noite. Tudo para mim ainda estava na fase de ir a caminhar ate a esquina, ainda não, sim, não tinha virado a esquina. Nem me apercebido que havia um esquina, e, que eu sei me aperceber, iria a virar. Impressionantes estas experiências.
E como se faz um esforço por fazer, eu fiz um esforço por viver!
Virei a esquina, isto é, dei de caras com um destino. Uma chave. Solução ou salvação?
Temas de gatos e umas patas marcadas, que nunca cheguei a conhecer as reais patas, o real olhar. Mas, teve presente. Fui tudo. Ou quase tudo, melhor dizendo. E foi estranho. Sim. Um virar de esquina tão vulgar tornou-se tão relevante. Necessidade meramente minha de o ser? Ou …
E sonhou-se. Fez-me sonhar. Coisas estranhas de se pensar. Apenas pelo aquele virar de esquina. Foi bom voltar a sorrir. Foi bom ver a intensidade daquela cor que aquela esquina brilhou. Brilhou mesmo.
Não sei antes ou ate agora, brilha do mesmo modo para outro ser. Penso que não. Comecei acreditar em coisas únicas, pessoas únicas, brilhos únicos. Ate pacotes de lenços únicos!
Há tão mais para contar (…)
Existe, ontem, hoje, e certamente amanha, uma maré de ondas agitadas dentro de mim, fruto de toda esta confusão que me invade.
Por aquilo e por isto. As coisas não são simples.

E (…) eu não sei. Esquinas… Especiais? Difíceis de deixar.

sábado, 21 de junho de 2008



E tu ?
Bastava um toque.
Doce (...)

sexta-feira, 20 de junho de 2008


Hold up Hold on
Don't be scared
You'll never change what's been and gone

May your smile (may your smile)
Shine on (shine on)
Don't be scared (don't be scared)
Your destiny may keep you warm

'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

Get up (get up)
Come on (come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change
What's been and gone

'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

We're all of the stars
We're fading away
Just try not to worry
You'll see us some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
Stop crying your heart out
Stop crying your heart out
stop crying your heart out

Oasis - Stop Crying Your Heart Out

quinta-feira, 19 de junho de 2008












Puffffff !








(des)Fez-se ...
Chocapiiiiiccccccc ?!

Não!
... O encantamento ...

domingo, 15 de junho de 2008

Depois de observar todos as geometrias humanas,
levanto-me e vou-me embora como uma ave.
Comigo levo uma certeza: No final tudo dá certo.
É isso que constato nas belas paisagens que me fazem sentir pequena,
mas não inferior. Fazem-me sentir e isso basta.
Simplesmente chega o sentir-me.















E as pastilhas elásticas saborearam o boca,

e deliciaram-nos na competição das bolinhas maiores e umas tentativas falhas,
mas confesso, muito engraçadas! x)
E há quem tenha as restantes, num bolso amarelo.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

E era tudo. Muito simples até, bem simples.
Dou gargalhadas apesar de partida, apesar de já pouco restar.
E resta tão pouco que nem se vê, é por isso que caminho sozinha mas feliz.
Feliz. Feliz. Por todo este mal que me está acontecer. Sou corajosa mas cobarde, tenho uma puta de cobardia que até estremece o meu prédio.
Tenho conversas só com uma personagem, só comigo mesma. Porque fui abandona.
E não. Desta vez, não vou fazer nada.
Talvez assim o tempo bata a minha porta e decida curar as feridas intemporais que existem em mim, que crescem desmedidamente.
E querias tu nunca me magoar (…) Paralelismos falhados, e de paralelos só as diagonais circulares da tua cabeça desencontrada, preenchidas por fios desligados e não compartilhados. Porque TU não quiseste. Porque tu não acordas. Porque tu… Porque eu! (...)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

E as pedras ?

Afundam!

(fuck off and die!!!)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ensina-me – uma voz suave e doce diz-me a mim – faz-me te entender, compreender o contorno das tuas palavras e cores dos olhos.
Mas, não. Docilmente, exclamo que não. Não e não.
Sim, há sol lá fora, calor apetecível e para a harmonia ser perfeita, há sorrisos.
O meu não. Não. Não.
Cá dentro uma forte e brava tempestade. E irias tu a acalma-la?
Com tuas palavras só reforçaste o furacão em chamas que existe em mim. Falar-te em dor, magoa, angustia é pouco. É pouco para quem me foi muito.
É pouco, tão pouco! E exclamas e criticas-me, e no fundo, sais fora do barco. Do barco que tem tantos lugares vazios, o barco que é a minha vida. Saltaste e, nem sabias nadar. Preferiste uma morte imediata a uma espera desconhecida, porque não saberíamos onde ir ser o local onde iríamos dar. Abandonaste a viagem que alegavas não querer perder! Fizeste tudo, não te culpo. Apenas a mim. Porque eu e somente eu.
E até, só queria… Como queria!
Fui incompreendida, os meus olhos não foram lidos mas sim, iludidos.
Respira – diz-me ele a mim – eu te quero ver bem!
Como posso respirar se o ar em minha volta não chega para os que estão neste barco vazio e flutuante num lago de Inverno?
Há coisa mais bela que a tristeza que me provocam, enfim, que eu provoco?
Terá melhor ou maior gosto de chorar a ouvir simples palavras ou ate um olhar meio encantado? E no final, de encantado, de empatia só resta uma poça de água fria, suja e cheia de folhas caídas, levadas por um vento destes e daqueles mais a Sudoeste.
Ilusões. Nada esta no mesmo sitio daqui a um ano, dois ou três. O momento é o agora.
Sempre foi e sempre será. No final, tudo perco, ganho apenas o vazio, a solidão. E não me importo. Pelo menos (ou até, pelo mais) eu fiz o certo. Não magoei, não iludi, não enganei. Contudo, fui iludida, magoada, enganada! Acreditei numa mentira tão falsa e preta que até mete nojo e, neste barco, não ficou ninguém. Ou porque não fui capaz de os fazer ficar ou porque os expulsei. Sem notar. Inconscientemente.
Há sol lá fora? Há, há. Nos dias mais escuros, ele está lá.
Não. Não te esqueças de um propósito teu – o de me ensinar.
Ensina-me a ver – os meus olhos estão desgastados por este derrame intenso de sangue, depois de ter em mim espetado um lápis nos olhos, só para sentir a mesma dor que já provoquei, que já vi e vivi. Uma tentativa de ultrapassar o não ultrapassável.
Ensina-me a viver a morte – o meu coração já esta fraco, sem resistência, a toda esta ausência. São dores a mais, meu amigo. É sofrimento a mais.
E abandonaste-me. Não me amaste. E eu fiquei para lá do vidro embaciado que me esconde, que… já me habitei a viver com.
E tu? Que despertaste agora porque regressar ao adormecimento?
Porque não ser desta vez, talvez, só desta vez? Não, não é?
E no teu lugar? Certamente, agia como estas agir.
A única pessoa errada e totalmente desanexada sou eu. Apenas eu.
Por isso, agredi-me pois não vês as minhas lágrimas. Não as viste hoje.
Não as verás amanha. Há palavras que podem ser árduas e corrosivas na alma.
Como me enfraqueces! Só desta vez, porque permiti. Só hoje.
Amanha, o sol continuará a brilhar. E o sangue deixara de correr.
Como tu e eles.
O barco ira seguir para parte incerta, agitada. Mas, não saberás nada disso. Porque não foste capaz de te aguentar no barco. Decidiste sair e morrer ali.
E por aqui terminou a tua viagem. Não existe porta de segundo regresso.
Os verdadeiros ficam a primeira.

Vai das sortes, temos pena.

' Antes pensava que se respirá se, sobrevivia. Agora para sobreviver não basta respirar. '

Preciso de ajuda , não consigo respirar. Sufoco em constante aumento.
Help me to breathe :$ now.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008


Pedaços de loucura misturados com alegria e vontade de saber viver!
São boas e positivas alegrias, que limpam a alma, ocupam a mente.
E aquecem! Como aquecem. E foi isso mesmo.
Por quem me rodeava, não tinha frio e a camisola amarela era apetecível ;)

"Tas a ver aquela com camisola de Portugal?
Bem, é a Daniela, one gril that is very addicted to the party
and she has a lot of positive energy! :D "
by: Carol (Bgd miuda pela descrição! ;) )


E gofres ?
Souberam mesmo bem, não forma prometidos , mas sim cumpridos.
:D

sábado, 7 de junho de 2008

Rio-me de ti, sim de ti, apenas de ti.
Por ti.
Da tua boca saem apenas palavras ocas, palavras que ninguém deve acreditar.
E eu nunca confiei na pureza e na possível realização das mesmas, mas acreditava em ti.
Como acreditava!
Traíste a minha confiança somente porque não foste capaz,
não és capaz de fazeres coincidir as tuas palavras com os actos.
E criticas-me! Porque sim e porque não. E não paras.
E não vês! O quanto doí, o quanto eu preciso.
Nem tenho uma ponta de esperança onde me agarrar, nem um só gesto que me pertença.
Apagaram as velas que iluminavam o meu caminho, e não digas que estou de novo erguida, não.
Não estou.
Afundo-me nestes dias escuros que minha vida ainda tem. Nada me resta!
Só me descubro em cada vazio em cada esquina que dobro.
Tornei-me solitária apenas porque nada me resta a não ser o meu corpo desprendido de mim
e os cacos que com as lágrimas vão caindo - pedaços de alma, gotas de sangue...

Estas a ficar pra trás, a limitares-te a chegar onde todos os comuns, vulgares chegam.
Não era isso que eu queria.
Não era isso que TU dizias querer, e alegavas que irias lutar,
lutar pela melhor coisa que te tinha acontecido, uma das coisas mais importantes na tua vida - a nossa AMIZADE.

E ouve lá, onde tu andas ? Acorda!!
Agora, critica-me.
E faz-te sentir dono da razão. Sempre adoraste estar nesse papel.

Onde andas, meu melhor amigo?
Que é feito da tua vida?
Como está o passarinho?
Sabias que tenho estado á tua espera ?
Sabias que tenho sentido falta e saudades ?
Sabias que tenho tido problemas?
E que não é só 'vai das sortes' ? (...)
E choro muito, muito.


Pf, responde-me! ONDE ANDAS ?



quinta-feira, 5 de junho de 2008

Aprende a gostar de ti e a não deixar que os outros te magoem porque confiaste neles,
diz-me a mim uma voz madura e sábia.

Se existiu mal entendidos, foi porque tu não tentaste explicar ...
Porquê apenas te sentaste a observar o que acontecia?
Não. Cala-te! Não repetias esse teu discurso que me leva sempre a crer que tens razão. Cala-te!
Não quero que a minha voz diminua de tom, tom esse grosso e gritante em que te pretendo falar.
Fiquei farta de tanto ouvir, e tão pouco entender.
Senti tantos e tantos sentimentos foi raiva, desespero, angustia, ódio... tudo isto andava em continuo circulo por meu corpo, fazia parte de um sangue que eu não queria alimentar, mas tu não fazias por isso.
Apenas uma vontade de fechar a porta, de vez.
E ... Aquelas historias, aqueles sussurros , para quê ? Apenas pra me fazer levitar ?
Não. Somente pra me adormecer de uma verdade que apenas a ti pertence.

Não te lembraste de fechar a porta, aquela porta que me aconselhavas a não entrar,
e para má sorte tua, ouvi teus murmúrios, vi o teu mundo tal e qual ele é.
Aquelas palavras que ouvi, talvez fossem mais uma representação tua ..
mas, senti a vivacidade delas,
foram tão enganosas que até via a sua cor negra de tão impuras e incertas que eram!
Manchaste-me o corpo. Envergonha-te!
Deixa-te cair e fica despedaçado ou ate mais como eu fiquei.
Consegues sentir a impureza que tornaste os meus desejos ?
Esqueceste do sangue que derramei naquelas noites ao relento ?
Tudo não passou de algo bonito de se dizer.
E agora, sorris. Nunca perdeste esse sorriso encantador. Mas...
Não. Não notas, não sentes o amargo que em mim habita.
Já não passas a barreira de todos os comuns, ficaste para trás.
Algum dia quiseste mesmo acompanhar-me?
Wake up ! Há tanto pra viver e ver, tanto mas tanto!
Não, não sejas protagonista de um papel que não queres ser,
nem eu o quero, porque irás tu querer?

As luzes apagaram-se, a plateia foi embora... E tu, que fazes ai ainda em cima do palco ?!


E agora, AGORA, vou-me libertar das correntes que me fazem mal.
Descobrir, em primeiro, até onde posso ir, o quanto posso dar de mim, sem sair magoada.
Racionalidade ? uma verdadeira seca, mas necessária. Entende-me, pf!





quarta-feira, 4 de junho de 2008

De tão ocupada que a vida é (...) até nem nos apercebemos de muitas coisas.
A morte acontece.
E alma sai como uma aluna da escola, que em seguida enche-se de alegria e de uma fresca liberdade.
Muda-se de caminhos face ao desgaste dos velhos.
Duas semanas, sentada sobre a mesma perda, fará com que consiga entender?
No final, todos nós acabamos por entender.
Uns, nos seus últimos momentos, ouvem uma suave musica embrulhada em palavras que não compreendemos mas que nos dá uma paz suave, e outros, são acompanhados apenas por um silencio descomunal.
A chave é não nos lamentarmos, lamentar é um acto de ter pena, lastimar-se, queixar-se; na imensidão desta Vida o essencial a aprender é a não nos queixar-mos.
Os laços de sempre permanecem, inquebráveis.
A morte é alcançar o rio, e correr como corríamos pelos campos verdes que nos faziam arrepiar.
Adeus.
Adeus, por enquanto.



"Certeza é o mesmo que comprovado ou confirmado com uso do raciocínio e lógica"

Inútil, por mais tentativas concretizadas, a capacidade de exprimir-me,
de me entender e fazer-me entender - é nula.

Fico sempre na ânsia de o conseguir fazer.
Instala-se o nevoeiro.
Instala-se a incerteza.
Já está instalado o receio. Por não querer mesmo fazer as coisas mal.
E ai, a voz do racional grita inversamente, cá pra dentro, e fala-me em tons fortes.
Peço desculpa, a mim, a ti, a todos.
Por não conseguir ser mais. Por não ser mais. Ou até mesmo, por não ser menos.
Ou, enfim, por ser.
O incerto faz parte. Os sorrisos florescem no meio dos pedaços de nuvens flutuantes por entre olhos e corações. E gosto mesmo desses sorrisos! E, j´não sei viver sem eles.
Não me agrada esta 'dependência'. Não por não ser boa, porque é.
Mas, depois de accionar aos sentidos básicos a razão, as coisas mudam de figura.
Compreendes ? Talvez não.

( tenho esperança )

terça-feira, 3 de junho de 2008

(...)
Cada vez, a cada dia, a cada minuto - dou mais valor!
E fico parada, encho-me de pensamentos.
Não acredito. Serão sinais ?
Estarei assim tão pateticamente tapada que não vejo mais que a minha sombra?
E ai, perco-me.
Noto cada vez mais o valor que tu tens, e tu, estupidamente não notas.
Nem me ouves quando o digo, o digo sinceramente.
E cada vez (utilizo mais esta expressão!) observo que as tuas próximas pessoas
também conseguem reconhecer o teu valor genuíno, incondicional.
Nesse momento, apercebo-me que certamente tenho ainda muitas descobertas a fazer.
E que ainda sou uma ervilha muito pequenina e verdinha (...) mas, já vi que há muito mais.
Tão mais que fico radiada pelas palavras de outros seres desconhecidos pra mim, mas que tem algum em comum comigo. Cada vez (...) sinto mais.
(...) E também são pequenos gestos.

E a voz cala com medo de falhar, de se perder pelo caminho até te encontrar.
Hesito! , calo.
Suavemente sorriu, docilmente olho e sinceramente, acompanho.
Palavras saem, soltas e sem sentido,
mas depois de uma tarde de ventos vagabundos,
em suma,
uma complexa troca de ideias (mais que ideias!) aconteceu.

E que ? Tu notaste ? Notei eu ?

Não me parece que tenhamos ficado com essa noção,
e mesmo naqueles 5 minutos em que nos cruzamos e
rapidamente me despeço, já atrasada,
há um misto de coisas indecifraveis que ocorreram.
E não se nota. Nem nos toca, se quer.


E directamente e sem superficialidades, é isso que (também) desejo.
Sem retornos ou ideias contraditórias, é assim que quero.
Como as cegonhas que observei também eu quero voar,
ter um rumo e ser rumo, talvez.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Diz(-me) muito

"(...) E não se esqueceu de imitar as lágrimas e as hesitações de uma rapariga no seu primeiro amor. O seu corpo mantivera-se surpreendentemente jovem, e a vista do príncipe era demasiado fraca (...) .
(...) - Vou morrer - disse a custo. - Não me queixo de uma sorte que partilho com as flores, com os insectos, com os astros. Num universo onde tudo passa como um sonho, seria censurável durar sempre. Não me queixo de que as coisas, os seres, os corações sejam perecíveis, porquanto parte da sua beleza é feita desse infortúnio.
O que me aflige é que sejam únicos. Antigamente, a certeza de obter em cada instante da minha vida um revelação que não se repetiria constituía o que havia de mais luminoso nos meus prazeres secretos: agora, morro envergonhado como um privilegiado que tivesse assistido sozinho a uma festa sublime que apenas terá lugar uma vez.
Queridos objectos, apenas tendes por testemunha um cego a beira da morte... Outras mulheres hão-de florescer, tão sorridentes como as que amei, mas o seu sorriso será diferente, e aquele sinal que me apaixonava na sua face de âmbar ter-se-á deslocado a espessura de um átomo. Outros corações hão-de ceder ao peso de um amor insuportável, mas não serão nossas as suas lágrimas. Mãos húmidas de desejo continuarão a enlear-se sob as amendoeiras em flor, mas nunca a mesma chuva de pétalas se desfolha duas vezes sobre a mesma felicidade humana. Ah! Sinto-me como um homem levado pela cheia, que quisera encontrar ao menos um quinhão de terra seca para aí deixar algumas cartas amarelecidas e alguns leques de cores já desbotadas... (...) "

Marguerite Yourcenar, "O ultimo amor do principe Genghi"

Um encanto, recomendo :)



domingo, 1 de junho de 2008





Aquele

AMOR

forte

incondicional

intemporal

eterno

que



muita

alegria

e

aquece

a

alma !



Coisas

Maravilhosas

não

há ?


:D
De repente, os pensamentos imaturos são libertos.
E, é como se tudo se transformasse.
São encontradas as chaves certas e versáteis, talvez o problema seja mesmo esse - a versatilidade das chaves dos pensamentos.
E a cabeça da nó cego!
Para tranquilizar esta inquietude (que deriva de não saber qual chave é a libertação dos imaturos e inconscientes, mas existentes pensamentos) só um sincero abraço. E são tantas 'coisas'
confusas e elas recuam, avançam, sobem, descem, alargam-se, estreitam-se, modificam-se, transformam-se e transmutam-se, fazem e fazem-se.
Rasgam-se os caminhos e figura-se o abismo, realiza-se o inverso, usa-se o exótico, o banal, o raro.
Outra ? Devia eu ser outra ?
Recorrer a transfiguração ? Ou redenção ? Ou simplesmente a indignação ? Ou, enfim, a ironia ?
Sofrimento confuso, ou consciência clara ?
Tudo que se fez, desfez-se antes.
Antes de mais, sou recusa.
Depois de tudo, sou recusa.
Circularmente...
Eis o silencio.
O silencio que está entre as palavras.
O silencio que não é a ausência de palavras.
A ausência que acentua as palavras presentes.
O silencio que está entre as palavras ditas e não ditas.