domingo, 28 de setembro de 2008


"(...)Paixões de adolescência. Começam do nada e acabam em nada porque não valem nada, a não ser enquanto duram, às vezes com a vida mais curta do que uma mosca. Paixões impossíveis, que nos tiram o sono e o apetite, nos põem a contar as estrelas e a escrever poemas pirosos, nos fazem rezar mesmo quando já deixámos de ir à missa desde os doze, nos adoçam o coração e o olhar e enchem a almofada de água salgada quando as coisas correm mal, ou pior ainda, não correm.

Depois uma pessoa cresce e habitua-se a sofrer. A esperar. A sonhar um bolo gigante a partir de três migalhas. A acreditar no impossível. A desejar o impensável. A querer que aqueles que amamos nos tragam o mundo numa bandeja. A isto chama-se carregar pianos. Até ao dia em que uma pessoa se cansa, baixa os braços, olha para o piano, encolhe os braços e diz agora basta. Basta de espera, de abnegação, de sonhos, de promessas, de palavras mágicas e inconsequentes. Basta de promessas de amor, de castelos de areia, de adiamentos e hesitações, de ausências e de dúvidas. E depois, o mundo vai abaixo. As casas, os prédios, as pontes, tudo se desfaz num estrondo imenso e assustador, que faz quase tanto barulho como um coração a bater com a porta. E como é o nosso coração que está a bater a porta, ainda custa mais.

E sentimo-nos a desmanchar por dentro. Não é a partir, é só a desmanchar, como se nada tivesse forma ou fizesse sentido. E o piano está ali mesmo em frente, à espera de ser carregado. Dá vontade de pegar num martelo e de o destruir de raiva. Dá vontade de o abrir e tocar meia dúzia de notas. Dá vontade de descansar sobre ele e falar-lhe baixinho, ao ouvido das cordas, para lhe explicar o que se passa. Que o cansaço já está acima do sonho, que o medo está acima da força, que a vontade comanda a vida, mas não o amor. Explicar que o tempo há-de trazer nos ventos a indicação de um caminho qualquer para onde o piano possa ir sem ser carregado.

Carregar pianos. Escada acima, quatro andares sem elevador. As costas doem, os braços tremem, as curvas na escada são uma equação impossível de resolver, tudo é difícil, tudo é esforço, tudo é inglório. E o amor transforma-se numa luta, num sacrifício, somos mártires da nossa loucura, flagelados pela nossa obstinação e teimosia. E o pior é que, quando chegamos ao fim da batalha e o piano está lá em cima, não era naquela sala, nem naquela casa, nem era aquela pessoa.

Carregar pianos. Para quê, se quase todos têm rodinhas? Não é desistir, é só mudar de vida e esperar que ela nos traga o que mais precisamos, sem partir as costas nem torcer os braços. E geralmente até traz."
O que foi dito não foi concluído. Instalou-se o medo ás palavras e o amor ao silencio.
Quebrei a monotonia com um leve mergulho das minhas mãos numa água salgada, que levei a minha face. E nada resta, como habitual tudo voa. E até que ponto eu ainda não voei?
Até que ponto o fio que fazia de ligação de mim a este sitio ainda não arrebentou?
Frágil, fragilmente caminha-se por obscuros sombrios pedaços de terra, que unidos formam um trilho, trilho reluzente de pitorescas imagens e sombras de algo, de alguém que meus olhos trémulos não me permitem a reconhecer.

Não reconheço o que vejo, reconhecerei o que sinto?

Ouço e tremo pela fraqueza que me invade, e sou incapaz de exprimir tudo o que vai cá dentro. Conformismo que se colou rente a minha pele e não descola!
Que a musica pare e me deixe respirar, me deixe caminhar sem pensar que o sol vai de novo aparecer. Desaparecer e deixar que a falta se instale no meio de todos, para que de uma vez, eu consiga ser notada, por algo e por alguém. Alguém que descodifique a sombra que esta amarrada as minhas pernas, as minhas mãos... ai as minhas mãos! Escondem as lágrimas que sobriamente deixei escapar, por tristeza, por injustiça, por desilusão. Mãos que sofrem com o meu sofrimento, que são mutiladas, que entram em confronto comigo quando a cabeça quer um auto-flagelo e as mãos esforçam para me impedir de me confortar. De me perdoar, de me satisfazer e ficar bem!
O silencio é o meio mais inteligente de se falar , e eu quero-O só para mim.
Quero o escuro, o sombrio da Vida, para ser capaz de estar onde sempre estive. E foi nesse lugar que me conheceram e gostaram, não faz sentido ficar a luz do dia.
Só porque eu gosto da intensidade do negro, a força da melancolia e a frieza da chuva.
Deixa-me voar no desespero de alguém a morrer afogado.
Deixa-me escorregar nas poças de quem já perdeu tudo, até si mesmo.
Deixa-me flutuar nas lágrimas de quem chora desalmadamente.
Deixa-me viver dos sorrisos falsos e das más línguas.
Deixa-me morrer a arder na fogueira dos incompreendidos, dos mal amados, dos perdidos.
Mas, por favor... Salva-me ! de mim, mesma.

Há momentos peculiares em que a cabeça pesa tanto e cai no chão como uma pedra, e é difícil levantar. É difícil transformar um rosto triste num sorriso ... e tão fácil transformar um sorriso num rosto triste.

Ama-me, pf.

Estou a precisar de sentir algo bom. (O amor é bom?)
Fala-me. Segura-me pelo braço e faz amor comigo 1,2,3 vezes...

Há sentimentos que necessitam de ser alimentados dia após dia.
Sente-se o cheiro de resíduos acumulados nas dobras acentuadas do nosso corpo. Vira-se a cara e compreende-se tudo, tudo. Aceitam-se as visitas que nao aconteceram, aceitam-se as lembranças que foram esquecidas, aceitam-se o tempo que não foi aproveitado (...) , aceita-se o dia, aceita-se a morte, aceita-se não aceitar!
As folhas do Outono caiem á minha frente, também elas sentem, também elas aceitam a sua natureza.
Entusiasmei-me e saltei, corri ruas cheias de buracos ao som que se prologavam sucessivamente na minha cabeça. A raiva e pensamentos oportunos eram as minhas notas musicais que me faziam cair no chão, rebolar e voltar a subir, num compasso de dança intemporal e que nos faz estremecer. Fecho os olhos e não me importa o que os outros pensem, so estou eu aqui e mais ninguém para comandar esta banda musical ... Sopros de alma que viram sons, fortes como a minha alma tem ânsia de ser.
Sons que fazem reflexo a dimensão do meu espírito, quando há tantas portas... e a densidade da confusão que se instalou, não se dissipa.

http://www.imeem.com/bdv11/music/qDBjJ1_C/clint_mansel_requiem_for_a_dream_modified/

sábado, 27 de setembro de 2008

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Storm.. in the morning light
I feel
No more can I say
Frozen to myself

I got nobody on my side
And surely that ain't right
And surely that ain't right

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say

How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong





begging - you want to use drugs
middle - you want to sell drugs
end - you'll never want drugs anymore.
Olho.te nos olhos e reclamas
Que te olho profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente!
Eu ensinei.te quem sou.
E foste me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele.
A ponto de ver os teus antepassados...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos teus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
a olhar.te profundamente.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Existem caracteres visuais que nos remetem para o estado emocional de alguém do lado de lá do ecrã:

;) -> tudo bem
:) -> sorriso simples
:D -> alegria, contentamento
:( -> tristeza
:'( -> chorar
:/ -> triste mas conformado

Como apenas podemos falar por nós próprios, encaramos estes ditos smiles com reflexo da alma do outro ser. Será verdade ? Até que ponto podemos fiar-nos que é mesmo um SORRISO que a alma reluz incondicionalmente ?

Quando se a vista já de longe, um olhar apagado, será um smile dado numa folha de papel que representara a verdade, a sua verdadeira realidade? A folha acabará por voar numa rajada de vento.
No fundo, tenta-se tapar buracos que existem na nossa vida, em nós, com outros buracos.
A sabedoria não ocupa lugar, irá fazer ocupar um buraco fundo na vida de alguém?
Para mim, a resposta é não.
Pessoas que tentam ocupar todo a minúsculo tempo que tem no seu dia-a-dia para não se deparem com a realidade. Realidade essa que doí, sim, também eu já passei por isso.
O 'ainda' existe. Ainda não se aceitou que se perdeu, que não se tem. Por mais que se faça, por mais que se tente... Não é teu. Nem meu. Nunca chega a ser nosso. E compreendo e aceito toda essa cobrança que existe em ti. Faces de espelho que se vêem e nem é preciso rodar a cabeça.
Chega até mim e lê-me as rugas que existem nas minhas mãos ... Nos olhos surgiram apenas por tanto que chorei pelo vazio que existia em mim. E não soube ocupar o buraco com o cantar dos passarinhos e todas as cores do arco-íris, apenas com pó negro, que era por vezes limpo por umas árduas palavras que diziam, que pecavam por me acordar, que ainda era tempo. Tempo de voltar! Não quis, bati com os pés no chão. Contudo, aqui cheguei, por mim mesma.
Olho para o meu lado, vejo folhas machucadas (tanto como a sua alma!) e escritas quando o reboliço interior era uma tempestade, um furacão na sua plena plenitude de força!
A escrita acalmou aquela pobre e sofredora alma que se esconde através de classificações e smiles pouco ilustres e eu reconheço-me naquela pessoa, um reflexo meu, daquilo que também já passei, daquilo que também identicamente já vivi. E sofri...
Vejo folhas que foram escritas no desespero como quem faz um esforço por sobreviver e inserir-se de novo neste mundo. Mas, sem buracos era o ideal. Mente-se a si mesma! E tem-se enumeras teorias e argumentos para se fazer convencer que está bem. Será que está?
Quando a dor é muita, os atentos notam sorrisos pouco felizes.
Quando a dor é muita, o ar que está a nossa volta é pouco.
Quando existe dor, não queremos e odiamos o Tempo. Livre ou ocupado, doí.
Sim, doí o Tempo. Que teima em não passar, teima em não atenuar!
Esta dor. Fechar estes buracos que existe em todos nós. Estes smiles que ajudam esta hipotética situação de felicidade, e de felicidade? só a dor, amiga.

E eu compreendo. Sabes porque? Porque essa dor foi minha companheira de viagem e ela disse-me em tom leve e baixinho que me iria visitar um dia destes novamente.
Enquanto ela não vem, vou aproveitando o canto dos pássaros e todas as cores do arco-íris, pois quando ela chegar, eu sei, que não me vou lembrar que existem coisas bonitas na vida.

Há que aceitar que também perdemos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Foram poucos dias longe desta rotina insípida mas foram dias vividos com intensidade, saboreando todos os pedaços que neles existiam.
O sorriso era grande de tão cheios de felicidade que estávamos por dentro. Partilhamos e vivemos juntos. A vida do lado dele é tão mais doce!
E gostei de o ter comigo 24horas sobre 24horas.
E agora ? Estamos mais unidos e fortalecidos por esta magica experiência.
E eu sinto-me feliz :) sinto-me capaz , sinto-me leve e a pular de nuvem em nuvem .
Cada vez estou mais apaixonada (pela vida!). E chega de olhar para os fantasmas que existiram, pois já NÃO existem mais.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Estou arrepiada de tão melancólica estar.
O tempo lá fora é espelho da minha alma, que triste tristemente chora sem retorno. Contam-se historia que não afastam o medo, só o fazem aumentar... Voltamos ao nosso canto, ao chão que nos viu crescer e que nos aparou em cada subjacente a uma boa fase de Vida.
Sem paciência, cansada, triste ... e cheia de frio de um abraço que me apetecia ter.
Dois pares de estalos bem dados não fazem mal a ninguém, muito menos a mim, que tanto os mereço. Corre por esses campos verdes e afasta-te de mim. Deixa-me perdida entre as varas do milho e a terra lamacenta que me cobre os pés, que acompanha os meus gritos de pavor que fazem estremecer os pássaros que nos seus ninhos repousam. Corre! Corre com toda a velocidade que és capaz, dá mais de ti nesta situação. Vai ... e não voltes!
Vai meu sofrimento e deixa-me em paz. Doí aqui dentro, bastante. Sabes?

Corre ! Não olhes para trás, para a frente é que é caminho.
(não vás, fica comigo pf!)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A confiança é o melhor acto de amor, de amizade que podemos demonstrar ao outro.
A confiança constroi-se lentamente, invisivelmente e nem notamos. E não é por não a notarmos, de não a vermos que ela perde importância. Mentira ! É a confiança a base de tudo.
E como nós não a vemos, nem sequer podemos medir e nunca temos noção de quanto as pessoas depositam em nós a sua confiança. Pensamos que a pessoa que mais confiamos, que confiamos desmedidamente e afirmo que erradamente (não se deve confiar tanto em alguém!) confia da mesma maneira e intensidade que nós - algo igual, semelhante.
Olhamos para o lado e pomos as mãos a cara! Não, não pode ser! - é esta a nossa reacção ao confronto da realidade que a balança da confiança pende mais para o meu lado do que para o dele. Fica-se triste, resguarda-se no escuro húmido que uma divisão qualquer tem. Pensa-se e chega-se a conclusão que não, nunca devemos e nem podemos permitir-nos a dar as coisas como certas. Há que cultivar a confiança por mais provas que tenhamos dado no passado já não é isso que importa para o hoje. O passado recente inibe a confiança da pessoa em mim, e eu de cabeça erguida, aceito. Aceito as consequências dos meus actos.
Tu conheceste a musica de fundo quando me deito sobre a cama e escrevo.
Mas, eu esqueci-me de te perguntar o nome e até mesmo de te conhecer. Não quis saber, refugiei-me naquelas manhas em que estava embebida pelo sono e me fizeste companhia nas sonolentas palavras que deitava ao ar. Quer dizer, deitava-as para ti, para a ti chegar e eu fazer-me ouvir. Teus versos foram incompreensíveis, agonias pouco certas e uma forte necessidade tua de fazeres passara ideia aos outros que esta tudo bem, quando tu sabes, quando nós sabemos que não esta tudo bem.
Entre palavras e beijos dados, alguns palmos de terra caminhados. E sonhos partilhados.
Esqueci-me de como era te beijar, esqueci-me do propósito que tinha ao te alcançar.
Fico-me pelas vontades, pelos sonhos e pelas pessoas que estão comigo. Outras refugiam-se num mundo abstracto que vai (um dia) acabar.
O silencio transmite aquilo que as palavras não alcançariam.
Não mente, não ilude, apenas fere. Lentamente num processo doloroso com o objectivo de dar a conhecer a realidade que as palavras apenas adoçam. É por isso, que prefiro o silencio a uma conversa que, por varias vezes, são mal interpretadas e aquilo que queria dizer foi dito. Mas, a mensagem não chegou. Nunca chega.
Somos diferentes e acho que é essa diferença que nos torna tão cúmplices.
A coisa mais bonita é a união que existe entre uma Mulher e um Homem quando se amam.
Os olhos reluzem e a alma completa. Apertam-se mãos e levita-se em corações.
Não fiques triste (...) mesmo a fugires da Vida, ela apanha-te.
Cobra-te tudo o que deves, dá-te tudo o que tens direito.
Não te iludas (...) nunca vais voar. A morte está aí e aqui, de trás das minhas costas e a sussurrar-me ao ouvido: "Está a chegar a tua hora!" , uma lágrima desce pelo meu rosto e... vou. Sempre fui eu que fui e nunca fui eu que fiquei.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A magia instala-se.
Devagar, suavemente, ignobilmente sem nos pedir permissão para entrar.
Começa por uma voz fininha e ao nível que vai decorrendo o tempo, ela mostra-se cada vez mais forte, mas independente e firme da sua existência. Magia que faz cair as pétalas daquelas flores que foram retiradas do seu habitat, só porque se queria agradar alguém. Justificar o meios pelo fim? E magia entra. Sentes? A tristeza vagueia e entra em choque com esta magia, sublinhada por sorrisos naturais de alguém que subtilmente é feliz, e nem sabe bem porque. Ou melhor, não sei bem porque. O musica de fundo engrossa seu tom, faz levitar nestas ondas sonoras e nem todos voam... Nem todos os 'felizes' o são.
Sente-se ânsia dessa magia. Sente-se medo que ela acabe.
O azul sempre foi a minha cor de vida, a vida tinha a cor azul. Agora, já não. Não é só o azul... é o preto, é amarelo, o vermelho... Aceito todas as cores das vidas das outras pessoas e juntos, todos juntos fazemos o arco-íris.
Cada um a sua maneira representa e insere-se numa cor do arco-íris e são felizes mesmo dentro de tristes paredes que impõem em construir para se protegerem. e no fundo, sim, tu sabes, sofres cada vez mais. Afundas-te sem ver um fim, um chão que te segure.
As ilusões são o teu chão que vais tentando sustentar... Ate quando?
Não te perguntas?
Pergunto-me inúmeras vezes o porque de não nos agarrarmos simplesmente a realidade. E se não agarram a realidade, porque não assumem que se deliciam com ilusões? para uma eventual atenuação de dor?
A dor é inevital. A dor corroi, arde e fere. Mas, uma tentativa de não sofrer cria um buraco maior... e quando a dor nos apanhar, vai ser mais forte. Vamos cair. E naquela pedra que nos sentavamos a olhar para o mar, vai ser essa mesmo que te vai fazer derramar sangue de tão dura e forte que vai ser a tua queda sobre ela. Terrivel, eu sei. No fundo, foges desta realidade. Refugias-te na ilusão. Ilusão que quer e sim, concordo que é muitas vezes nossa companheira de viagem. Como uma sombra, lado a lado, ombro a ombro. E quando se dá as mãos a ela, tudo nos parece perfeito. A nossos olhos a vida é deslumbrante! Não há sofrimento, tudo passa e esta-se preparado para tudo. Ironias engraçadas! Quem tem os pés no chão, ou um pouco mais dentro do chão, vê como tudo vai acabar. A ilusão acaba. O sonho não perdura. E a realidade? Vence.

Os ilusionistas (não os dos circos, mas os que vivem com a ilusão) negam tudo o que afirmei. Rejeitam qualquer espécie de aviso, de tentativa de explicação das coisas de forma a que o sofrimento não seja tanto. Parvas intenções de quer evitar o que pode ser atenuado.
Viram costas e fogem.
Levam a vida assim... de um lado para o outro. Sem aprenderem a ouvir um 'não'. Sem aprenderem a viver. Sem aprenderem a ser pessoas, a viver numa sociedade.
Vivem por sobreviver. Sobrevivem para morrer.
E no fundo, eles tem o mesmo objectivo que todos nós mas mais uma vez não assumem que querem ser felizes!
Afastam-se porque nem todos nós vivemos nesse mundo da ilusão.
E só quem tem um sentimento plagiado, um sentimento de vagabundo e sem orientação, sem objectivos é que vive nele.
Um sociedade com diversas espécies de seres humanos. Uns mais do que outros.
Magia, quem não a sente? Passa por todos nós e faz-nos olhar para a seta que fura as nuvens carregadas de chuva ... e os mais brilhantes vêem uma estrela muito estridente - a cadente.