segunda-feira, 13 de abril de 2009

par(ques)

Tira-se a casca da ferida e sai sangue. Lentamente mas em grande quantidade.
Pedem-me que o lamba da perspectiva mais erótica que eu encontrar. Sentem vontade, desejo, ânsia. Fazemos km e km em busca do local certo, acho que nunca atingimos o patamar imaginado mas o patamar onde nos encontramos acolhemos e faz-nos fechar os olhos num baloiço. Andar para a frente e para trás. O vento que se faz sentir na face é igual ao que fazia quando a idade era mais pequena e o corpo mais magro.
As texturas dos momentos assemelhasse e tudo parece a nossa casa da saudade.
Vontade de partilhar, vontade de que haja outra pessoa invadia pelo mesmo sentimento que eu. Sentamos-nos. Observamos o que rodeia e o que rodeamos.
-se sombras que nos enganam pela velocidade que reproduzem o real, real esse que aparentemente esta parado. Ou será a sombra a ilusão que se esta a mexer e na realidade esta parado? Ou será o contrario? São sombras, são realidade materiais que não se dissipam ao mesmo nível que o estado sóbrio vai-se desvanecendo.
São bons estados. São óptimas companhias. É muito gosto. É-me muito.

Um comentário:

O Paroleiro Moderno disse...

Muito bom... Muito bom mesmo...