quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Que .. "

Meras junção de palavras que o vento, aqui, não pode levar.
"Que me leve a mim!", leio em tensas palavras de um poema que encontrei na minha mente.
Mente que a tudo atribui rotulo, que de tudo cria películas de visibilidade reduzida, contudo os mais atentos conseguem em câmara lenta distinguir as palavras que se fazem ouvir num doloroso grito.
"Que me leve a mim!" - são estas as vontades reprimidas que vão destruindo alguém.
Passamos pelo mesmo, vezes e vezes sem conta. Lembramos da primeira e muito vagamente das seguintes destruições que ocorreram. Reprimir não resulta!
Digo isto a quem reprime, a quem caiu, a quem eu quero ajudar a curar as asas.
"Que me leve a mim!", oponho-me a esta afirmação.
"Que não me leve a mim!", sou realmente tudo o que deve ficar, rastejar e todas as palavras terminadas em ar. Como voar! "Que nos leve a nós!" , sem medida, sem renegar.
"Que te leve de mim!" mas que eu vá contigo, num bailar de coração.
"Que consigamos ir, num rasto do sol, juntos e que a nossa igualdade não seja a diferença, mas a soma e um possível produto" , "Que me leve a mim se te levar a ti!", "Que não me leve se não fores!", "Que eu fique fora .. fora das aspas, das palavras que eu mesma criei... Foi um poema que não soube ler sem elas (as aspas) porque sempre escrevo numa personagem que eu não sei ser. Talvez com pena. Talvez com felicidade.
"Que sejamos mais e melhores ao nível que o Tempo rodopia em forma de vento.."

"Que eu consiga desta vez .. voar!"
"Que ... "

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