As horas fatigaram-me com o seu andar lento. Só o meu coração fazia suar o antónimo de lento, mas até era isso que eu não queria. Queria afogar o meu coração em horas mortas, em horas lentas. Tudo corroborava o meu pensamento e sem asas, não me atirei para o afastamento.As horas iam passando, já sem o tic tac da minha infância que não me deixava dormir. Eram horas que passavam e eram sinalizadas por um barulho, já de todos conhecidos. Tic, Tac..
Agora, são horas silenciosas. As horas passam a ritmo não marcado, sem barulho denunciado. Passam. Passam simplesmente como nós passamos pela vida. Horas!
O relógio nunca fez parte de mim. Sempre neguei-me ao tempo. Confiava em mim, na minha capacidade de reconhecer o momento certo. Agora, já não. Não sei a quantas ando.
Nem me importa. Sei que o que é meu, comigo ou/e as minhas mãos há-de vir parar.
(volta..)
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