Por isso, tiro fotos. uma com os meus olhos, outras com o meu tacto e outras ainda com o meu olfacto.
Guardo tudo o que é bom de guardar. Pela passagem da vida, há situações que vou recordando e sorriu. As pessoas perguntam-me qual é o motivo e eu digno-me a responder que são somente pensamentos meus. E é assim que deve ficar - em mim.
Ninguém ia compreender, iam-se limitar a acenar afirmativamente que sim. Não iam sorrir como eu sorriu, como eu sou feliz ao recordar, ao reviver, ao relembrar. Mesmo as coisas menos boas, esboçam em mim sorrisos puros, por ter vivido, por ter sentido, por ter sofrido tanto e em silencio. Conhecido cores negras já tão nossas conhecidas, mais que amigas.
Lembro de nós, duas amigas, que estavam juntas em tudo. Era fascinante o laço de magia que nos unia, que nos une. A foto representa um de tantos e diversos momentos que foram apenas nossos, mais de ninguém. Que ninguém toca, que ninguém apaga.
Depois de uma corrida, de um guarda-chuva roubado, fomos passear por ruas desconhecidas.
Rimos, fantasiamos, divagamos.. Chovia, como chovia! Tiramos os sapatos e descalças percorremos estradas macadamizadas e sentíamos tudo o que outras pessoas, seguindo normas, não sentiam. Corríamos riscos, vivíamos!
Seguimos os nossos rumos, a distancia instalou-se. Permaneci a confiar no nosso futuro, naquilo que sonhamos para a duas e isso não quebrou.
As verdadeiras amizades ainda hoje, independentemente de tudo, estão comigo.
Completo-me ao concluir isto. Podia muito bem morrer hoje, porque hoje mais que nunca eu sei, que os verdadeiros, os essenciais estão comigo.
São as duvidas com mais certeza que eu possuo nas minhas mãos.
Quero cuidar do meu jardim, eles que são as flores mais bonitas que o compõem.
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