sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hoje tenho imagens de mim mesma, e são tão peculiares e degradantes que me fazem querer esquecer. Fracassada, desnaturada, perdidamente desencontrada...Tremo de tão nervosa ser por motivos desconhecidos. Preciso de coincidir a minha essencia com existência. Becos?
Qual será o muro ideal para um escolha correcta da minha parte? Ou, será que devo permanecer sentada, parada neste local onde me encontro? Mas existe um inconveniente para esta ultima opção: estas paredes são moveis e a cada segundo elas aproximam-se umas das outras. O ar está-se a esgotar. Ou salto ou morro. Fico. Antes morrer do que matar alguém com as minhas atitudes pouco conclusivas. Procuro desesperadamente o botão branco nestas paredes brancas, cujo botão será para desligar o continuo movimento destas paredes. Não me faças companhia neste sitio vazio. Aperta bem forte o laço da minha pulseira e para o meu sangue. Vem... Aperta bem forte o meu colar e não, mas não, me deixes respirar. Beija-me! Sufoca-me e que a única respiração viva seja simplesmente a tua!
Eu já que tão pouco sinto-me capaz de fazer... Cuida de ti, pelo menos isso.
E (...) continua a dar-me flores e sorrisos luminosos todos os dias naquele lugar onde o meu corpo será depositado. Estarei contigo, com todas as pessoas humanas que conheci ao longo do meu caminho. No céu, uma nova estrela. Pouco brilhante mas existente.
Continua com aquele caminho que começamos na Feira, onde se sentiu tão pouco daquilo que os nossos corações têm capacidade para atingir - ilimitadas sensações.
Agora, lentamente corta-me os dedos e pinta-me com o meu sangue que é impuro! A felicidade não justifica coisa nenhuma.
Pinta o teu mundo da cor do meu sorriso - tutti frutti.
E voa por ai (...) nunca fomos passaros de gaiola. O que nasce livre, livre permanece. Não desvanece. Nem se treina. Nem se educa. Somos do mundo. Desde de sempre e para sempre.
Gaita de foles (...) que sabe bem ouvir !


2 comentários:

ben disse...

Caminhos da Feira em estrelas aconchegadas numa noite onde as pedras da calçada eram frias mas a companhia estava simplesmente completa, e era tão cedo ainda :)

Sempre livres, para cuidar para gostar para escolher para ser, sem dúvida! Mas não te quero sangue, apenas tutti.frutti, com as cores todas que sempre tiveste e que sempre vais ter :) o meu mundo colorido *star

Ouve os sons que te levem ao teu interior sejam eles quais forem, desde que sejam verdadeiros, as palavras também são sons? os pensamentos também são sons? os sentimentos também são sons?
Ainda não os definiram como tal mas para mim sempre foram :)

*kiss star

E feiras :D

blueiela disse...

Olá:)


Antes de mais obrigado pela visita ao Devaneios...depois queria dizer-te que quase que dei um nó na cabeça quando vi um comentário de uma "Daniela Pereira" no meu texto. Fiquei a pensar se teria comentado o texto e não me lembrava..he!he!
Que engraçado,cruzar com alguém que tem o mesmo nome..é sempre giro.Já vi que temos para além do nome algo mais em comum..o gosto pelas palavras:)

beijinhos
da
Daniela Pereira

para a Daniela Pereira