E mais um copo para a minha mesa, ups! A mesa é de todos, sem divisões.
Mais um copo de vinho branco para a minha beira. Aceito qualquer formato e género de copo, o importante é o conteúdo, ou melhor, o esvaziamento do mesmo.
E viva! Hoje, brindo a saúde que tinha ontem, a tudo o que tive ontem, e hoje já não me acompanha! Mais um copo… Agora de Licor, umas pedras de gelo, um copo balão. Mais preparo neste ultimo pois não é um brinde especial… é um qualquer. É um viva a minha sepultura, que escavo a cada passo dado.
Mais um copo. E outro. E champanhe para festejar a festa! A festa onde reina a nostalgia daquele chapéu, que nem sabia de quem era… mas, com ele me sentia bem. Depois, de conhecer seu dono, tudo foi explicado. E queria ficar com ele. Mas, assim… Ia brindar a que? Agora, tenho mais um motivo, ou até mesmo, desculpa para beber mais um copo. Sem sair do lugar, pois torna-se difícil. E nem se quer. Cola-se ao chão, ao sítio onde os pés se habituam.
E viva, viva !!
Viva a esta vida desgraçada, a melancolia que se esconde, as prisões que nos impõem, as incompreensões não esclarecidas, aos desencontros desinteressados, aos bêbados e drogados, aos sem abrigo, aos esfomeados, aos condenados, aos assassinos, aos ladrões de almas e sorrisos falsos, aos medos que nos queimam, as vergonhas humilhantes, as saídas com becos, as unhas mal pintadas, aos acidentes, aos maus-tratos psicológicos (…) Viva!
Mais um copo, bem cheio, bem gordo por cada tópico! Viva!
Somos uma cambada de falsos e hipócritas… Brindem a vocês!
Continuem felizes, com base não sólida, e Bebam. Viva!
No fundo… Tudo vai acabar. Bebam. Eu bebo.
Sou feliz. E isso (…) basta-me.
Nem existo.
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