sexta-feira, 25 de julho de 2008

Coisas com sabor a outras coisas

"Quase todas as coisas sabem a outras coisas, o que acaba por ser uma absoluta falta de respeito pela dignidade das coisas. neste momento, por exemplo, é quase impossível comprar um pacote de batas fritas que saibam a batatas fritas. Há batatas com sabor a queijo, a presunto, a cebola, a alho, a ervas aromáticas e a churrasco. É preciso procurar bastante para encontrar essa raridade que são batas com sabor a batata.
Não vale a pena chorar pelas batas porque não são as vítimas isoladas da praga. Há café com sabor a anis, a baunilha ou a canela, e a água com sabor a limão, a morango, a pêssego, a framboesa ou a jinseng. O caso da água é particularmente escandaloso, na medida em que se trata de um líquido incolor, inodoro e insípido. Se tiver cor, cheiro ou sabor, deixa de ser água. Aquilo que nos vendem é, portanto, uma fraude engarrafada. "Água com sabor" é uma contradição intrínseca aos termos em que é expressa. Não é modernidade; é parvoíce. Até porque a água com sabor já foi inventada há alguns anos, no Oriente. Parece que se chama "chá".
O flagelo ameaça alastrar a todo o lado. Não é gosto refinado: é javardice. sabem em que outro sitio é que se encontram morangos com malaguetas, água choca e batatas com sabor a fumo? No balde dos porcos. foi nisso que se transformou a nossa alimentação. Em lavagem. E alguém tem de fazer alguma coisa, antes que apareça o esparguete com sabor a leite condensado. Está para breve. "

Ricardo Pereira



quarta-feira, 23 de julho de 2008


Pulseiras que dizem tudo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Sinos barulhentos sinónimos de partidas, lembranças brevemente esquecidas.
O preto em que se transformar olhares, corações invadidos por nuvens pesadas e altas, que não vão nunca passar. Ali estarão. E não vai ser preciso olhar para cima para ver essas nuvens negras, elas estarão presentes no nosso olhar, e para onde olharmos, ali estarão. Marcas negras, sangrentas de tanta dor! O que antes eram sorrisos correntes agora são lágrimas contínuas!
O que antes era uma boleia ate uma escola, agora são idas a pé. Um relembrar monótono todos os dias daquela morte. Continua-se a viver.
A sociedade não para. Apenas, mais 67kg debaixo da terra, mais um buraco preenchido pelo vazio frio de um corpo agora incolor, sem vida!
Mas nem tudo o que não tem vida, morto está!
Pessoas vazias pela ausência de vida, pessoas amargas.
Atrás de um sorriso quantas lágrimas estão?
Por detrás de uma espera quantos estalar de dedos?

Cabeças ocas, que afundam!
Mergulha-se para limpar essas confusões que não se entendem. E quanto mais se é racional, mais conflitos acontecem…
Sai tudo ferido, com setas espetadas no corpo, do lado do coração, de um lado ao outro. Sangue que encontra saída nos olhos, e percorre a face. Magoas, dores incompreensíveis, incomensuráveis!
Teclas de piano que delinea a pauta de letras e estilos bastante confusos. Percorre-se as teclas a procura de uma essência, como num teclado procura-se a melhor frase, a melhor maneira de …
Mas, não dá. Nunca dá. Estala-se dedos, arranca-se os cabelos.
Procura-se arranjar um problema maior que os problemas que se tem, para tentar esquecer. Para tentar não existir. Para tentar não pensar.
Pensar nunca fez(-me) bem. Pensar só me confunde.
Quando vem a certeza vem logo as duvidas todas. Um minuto para mim. Para tentar encontrar.

As pessoas ainda insistem em encontrar o amor, e eu não percebo porque.
E alguém disse, que o amor é a forma mais parecida com magia que temos.
Magia? Para que é que quero eu ilusionistas na minha vida?


A morte está ai, meus amigos.
Dêem-lhe as boas vindas e brindem a quem partiu hoje.
Menos uma luz na terra, mais uma estrela no céu !
Cada vez (…) mais fundo.

domingo, 20 de julho de 2008

Amizades de anos!

sábado, 19 de julho de 2008

Como se de mim (não) se tratasse!
Coisas estranhas de se sentir, de se pensar.
Vontades que são controladas, reprimidas pelo facto de se ter tomado decisões em prol de dar continuidade a esta dita vida sem vértices, arestas ou faces. E de bases quebradiças só as sombras provocadas por um sol desnorteado e que perfura por caminhos longínquos e atinge a velocidade do som num vácuo completamente cheio. E encontra cheiros de alguém/algo que se sente falta, não saudades, mas falta!
Não se confessa isso! Não faz qualquer sentido de procurar uma explicação para isto ou até mesmo para aquilo. Não, não quero saber.
Só sentir... Como sinto. um apreto no coração. E ali, naquele sitio, nunca se esta.
Viaja-se em pensamentos pelas ilusões remotas de um passado que condicionou o presente. E há marcas.
Imensas.

sexta-feira, 18 de julho de 2008


Esperas continuas.
No meio de multidões, de 155454464631313164 (...) pessoas,
há quem se a vista ao longe.
E meus olhos são fracos.
Intensidades de brilhos que não são indiferentes a ninguém,!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pedir mais…?

Não. Não se cobram promessas, aceitam-se a sua não realização.
E de realização falhada somos nós preenchidos e as bolhas de ar criadas na pele são apenas a forma física que nos permite reparar e constatar certas medidas de pouca limpeza e pureza dessas promessas.
Promessas que de vulgares apenas o nome do seu porte, da sua divisão, do lugar onde pertencem.
E cá para nós, nunca deviam sair dela. Para quê? Somente para entristecer na ilusão de reviver alegrias pouco complexas contudo sentidas.
Compram-se dois bilhetes. Apenas e só. Chega.
Dois bilhetes para não muito longe apenas para um mundo só nosso, onde vai existir musica, bebida, alegria e muito espírito de festa… mas, cá para nós, que é que isso importa?
O importante, e é de sublinhar delicadamente, somos nós.
Por isso, é que disse e pensei que eram os bilhetes para a felicidade, remota talvez.
Contudo, não é uma promessa. É uma esperança. Esperança daquelas em que roemos as unhas ate deitar sangue!
Esperança, alegria, sorrisos, gargalhadas, sítios mágicos! Quero (…) mais!
E conto os dias. Os dias para os dias, talvez exageradamente, perfeitos.
Pessoas, amizades que reluzem. Brilham muito mais que o sol.
Mas, para mim. Só para mim. São meus!
E o melhor é que nem ligam a pessoas (já) fora das suas vidas ;)

Há também aceitar que (já) se perdeu algo/alguém :)

quarta-feira, 16 de julho de 2008


Gargalhadas molhadas na pouca profundidade daquele mar, de tantas velhas infancias ali mergulhadas.
Gargalhadas repletas de vontade. Umas boleias dadas pelas ondas a nós, que nos enchiam de alegria de ir por ali fora e malhar numa areia mais fina do que aquela que nos habituamos a sentir pelo caminhar a beira mar.
E gargalhadas, risos, sorrisos. Amizades que depois de tanto tempo longe, regressam. São as amizades verdadeiras! E rimos muito, não apenas das asneiras dos outros ... mas, das nossas. É mesmo bom!
Que venham mais dias como o de ontem. Chega, para mim.
Sabe bem :)

terça-feira, 15 de julho de 2008


Coisas naturais de uma vida, natureza presente em sorrisos e flores observadas a meios de caminhos pouco inclinados e cruzados. Por vezes, talvez não só por vezes e sim, as maiores partes das vezes é isso que acontece.
Afastamos-nos de quem amamos. Porque é preciso ter um lugar ao sol, é necessário caminhar sozinha, sem boleias, pois o desejado é ir a pé, ganhar umas bolhas nos pés, mas só assim ganharei resistência para permanecer, pra continuar. Juntos, eu sei, a união faz a força, como na imagem em cima apresentada. Mas, é preciso nos afastar de quem amamos, pra que a nossa raiz seja forte contra os ventos e o continuo pousar das abelhas na nossa abertura ao sol, a nossa exposição de cor e aromas apetecíveis, ousados e nada temidos.
Fragilidades escondidas atras de tanta beleza. Flores, quem não as tem?
Flores que são capazes de viver sozinhas, e sozinhas continuarem a ser. Não flores... Mas, flor.
Flor que conseguem esconder tanta tristeza e magoa. E xiiiiiuuuuuuu ! A vida continua.
O sol esta lá fora. E aquece. E brilha. Nutre raízes podres pela tentativa ousada de ter um lugar ao sol (...) como queria voar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Lamb Of God - (M. Manson)

There was Christ in the metal shell
there was blood on the pavement
The camera will make you god
that's how Jack became sainted

If you die when there's no one watching
and your ratings drop and you're forgotten
if they kill you on their TV
you're a martyr and a lamb of god
nothing's going to change
nothing's going to change the world

There was Lennon and a happy gun
There were words on the pavement
we were looking for the lamb of god
we were looking for Mark David

If you die when there's no one watching
and your ratings drop and you're forgotten
if they kill you on their TV
you're a martyr and a lamb of god

Nothing's going to change the world
nothing's going to change
Nothing's going to change the world
nothing's going to change
the world

it took three days for him to die
the born again could buy the serial rights
lamb of god have mercy on us
lamb of god won't you grant us

Nothing's going to change the world
nothing's going to change
Nothing's going to change the world
nothing's going to change
the world

If you die when there's no one watching
and your ratings drop and you're forgotten
if they kill you on their TV
you're a martyr and a lamb of god
nothing's going to change the world

quinta-feira, 10 de julho de 2008

No hospital é assim ....






































































































































































































Esperas ilimitadas.
Cuidados intensivos.
Sim, estou mesmo a precisar de um. E rápido!

quarta-feira, 9 de julho de 2008


A tal musica que alguém tocou para mim. E aqueceu, como aqueceu !
Senti-me (...) nas nuvens entre aquelas estrelas que contemplamos.
Como brilhavam (...) como brilhas!


Like A Stone

On a cold wet, afternoon
In a room full of emptiness
By a freeway I confess
I was lost in the pages
Of a book full of death
Reading how we'll die alone
And if we're good we'll lay to rest
Anywhere we want to go

In your house I long to be
Room by room patiently
I'll wait for you there
Like a stone I'll wait for you there
Alone

On my deathbed I will pray
To the gods and the angels
Like a pagan to anyone
Who will take me to heaven
To a place I recall
I was there so long ago
The sky was bruised
The wine was bled
And there you led me on

In your house I long to be
Room by room patiently
I'll wait for you there
Like a stone I'll wait for you there
Alone

And on I read
Until the day was gone
And I sat in regret
Of all the things I've done
For all that I've blessed
And all that I've wronged
In dreams until my death
I will wander on

In your house I long to be
Room by room patiently
I'll wait for you there
Like a stone I'll wait for you there
Alone alone


Like a stone - Audioslave

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar.
Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer".


Margarida Rebelo Pinto

domingo, 6 de julho de 2008

E mais um copo para a minha mesa, ups! A mesa é de todos, sem divisões.
Mais um copo de vinho branco para a minha beira. Aceito qualquer formato e género de copo, o importante é o conteúdo, ou melhor, o esvaziamento do mesmo.
E viva! Hoje, brindo a saúde que tinha ontem, a tudo o que tive ontem, e hoje já não me acompanha! Mais um copo… Agora de Licor, umas pedras de gelo, um copo balão. Mais preparo neste ultimo pois não é um brinde especial… é um qualquer. É um viva a minha sepultura, que escavo a cada passo dado.
Mais um copo. E outro. E champanhe para festejar a festa! A festa onde reina a nostalgia daquele chapéu, que nem sabia de quem era… mas, com ele me sentia bem. Depois, de conhecer seu dono, tudo foi explicado. E queria ficar com ele. Mas, assim… Ia brindar a que? Agora, tenho mais um motivo, ou até mesmo, desculpa para beber mais um copo. Sem sair do lugar, pois torna-se difícil. E nem se quer. Cola-se ao chão, ao sítio onde os pés se habituam.
E viva, viva !!
Viva a esta vida desgraçada, a melancolia que se esconde, as prisões que nos impõem, as incompreensões não esclarecidas, aos desencontros desinteressados, aos bêbados e drogados, aos sem abrigo, aos esfomeados, aos condenados, aos assassinos, aos ladrões de almas e sorrisos falsos, aos medos que nos queimam, as vergonhas humilhantes, as saídas com becos, as unhas mal pintadas, aos acidentes, aos maus-tratos psicológicos (…) Viva!
Mais um copo, bem cheio, bem gordo por cada tópico! Viva!
Somos uma cambada de falsos e hipócritas… Brindem a vocês!
Continuem felizes, com base não sólida, e Bebam. Viva!
No fundo… Tudo vai acabar. Bebam. Eu bebo.

Sou feliz. E isso (…) basta-me.


Mais um copo para a minha mesa?
Garrafa ? Melhor!
A confusão dissipa-se e, não vejo nada.
E sinceramente, não me importo. Nem penso.
Nem existo.

sábado, 5 de julho de 2008

I think I'm drowning
Asphyxiated
I wanna break this spell
That you've created

You're something beautiful
A contradiction
I wanna play the game
I want the friction

You will be
The death of me
Yeah, You will be
The death of me


Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

I wanted freedom,
Bound and restricted
I tried to give you up
But I'm addicted

Now that u know I'm trapped
Sense of elation
You'll never dream of breaking this fixation
You will squeeze the life out of me

Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh

You will suck the life out of me

Bury it
I won't let you bury it
I won't let you smother it
I won't let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can't push it underground
We can't stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh

Muse -
Time Is Running Out

Para ti !
Entende (...) como quiseres.

terça-feira, 1 de julho de 2008


Leve e com volume.
Balões de mil densidades.
O mesmo olhar.

Há um mês atrás, onde andávamos x) *