Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e exibir-me!
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu não me mecha! Que eu não fale!
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a minha própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista.
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