O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antónimo de altruísmo ( palavra que caracteriza o conjunto das disposições humanas (individuais e colectivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros.
Egoísmo define-me.
Defino-me no egoísmo do sangue que corre pelas minhas veias sem notar que nos que me rodeiam são feitos do mesmo material que eu, que sentem como eu, que respiram como eu e, que não, mas também não sofrem como eu sofro. A minha dor não é maior/menor que a deles, cada dor é singular, incompreensível. Apenas sentida. Por cada de nós, a nossa maneira. Egoísta!
Como pode deixar de ver o que se passa a minha volta? Só dei atenção a mim e apenas eu no centro das preocupações, no centro. O mal não era eu estar no centro do circunferência do meu mundo, mas esquecer-me que dentro dela existe uma nuvem de pontos com uma correlação nula, tudo disperso, pontos distantes e outros afastados, longe da recta de regressão. Apenas, porque eu estava no meio e, não dei a volta. Não olhei para os lados, fui egoísta!
Deixei-me a falar da minha dor, da minha suada mágoa e, não vi. Não vi as pessoas. Não vi os seus olhos que escondem aquilo que eu tento esconder, não, Mas também não fui capaz de ajudar. Porque fui egoísta e só me dei atenção e fraca deixei de lado o mundo que me rodeava. E, só agora, com as lágrimas nos olhos, vejo o quanto eu não fui. E a minha volta, não precisam de mim. Conseguíram sobreviver aquilo que eu ando a remoer á anos, conseguíram porque não são egoístas, porque são fortes ao contrario de mim, que somente arrasto os pés.
Eu sei, agora compreendo o quanto eu estava enganada.
Nos seus olhos não era o reflexo da dor da minha perda que eu via, era sim, a perda que essa pessoa teve e partilha das mesmas fantasias, angustias, inquietudes, incompreensões, saudade que eu.
Saudade... Lembranças nostálgicas, carinhosas de alguém que está tão ausente, e cá dentro existe uma forte vontade/desejo de a rever, nem que fosse os 5 minutos, ou até mesmo, um singelo olhar.
A saudade provoca-me imensa tristeza, angustia e dor... E normalmente, quando 'matamos a saudade' sentimos bastante alegria. Mas, existe saudades que são impossíveis de matar. Tenho dessas e o mundo a minha volta, também.
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