quinta-feira, 29 de maio de 2008



"Sometimes we still need a hug or a pat on the back.
We still need to look someone in the eye, face-to-face, when we talk to them.
Nothing will ever replace human contact.
I miss you.
I miss the smile that used to brighten my day.
I miss the embrace that used to give me the strength to make it through
whatever trails might come my way.
I miss the eyes that sparkled when you talked of the things
that brought you joy in life.
So the next time you think of me - pelase don't leave me a messsage.
Stop by and see me - because no machine will ever take the palce of you. "

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sujeita a dogmas que me influenciam a seguir sem contestar,
sem verter, sem retornar.

Afectando o meu pecado interior,
condenada ao purgatório pela falta de capacidade de renovar
o ar que, ferozmente, se está a esgotar.

Uma pessoa mais propensa á queda sem imagens,
a atitude de elevar ao extremo
todas estas brilhantes angustias.

Vontade pura de ... Transubstanciar ?

domingo, 25 de maio de 2008

Is it true?

(...)

Há uns dias atrás uma desconhecida olhou-me nos olhos e disse que algures no firmamento tinha sido escrita a nossa historia.
Mesmo que nesta vida vida não nos fosse permitido ficar juntos, estava destinado o nosso reencontro para "todo o sempre".
Karma, disse ela, e eu quase que senti-me tentada a acreditar.
Impressionante a quantidade de coisas que
nos parecem lógicas quando faltam-nos outras hipóteses.

Mantendo-me nesta vida, que é certa e até prova do contrario a única que tenho e tive, uma certeza tenho, não era suposto ser assim.
Não me devia ter sido dado o privilegio de sentir o que sinto, se o escondo em solidão.
Apetecia-me enche-lo de amor e fazê-lo sonhar.
Inunda-lo de musica, de poemas e frases que me lembram os dois.
Há tanta coisa que guardo e que preferia partilhar com ele.
Não posso dar-lhe mais do que aquilo que está pronto para receber, é um facto,
mas as vezes custa demasiado manter as aparências/distancias que se impõe.
E outras vezes não quero mesmo mante-las. (...)

Ele não se apercebe de como o meu coração acelera quando estou ao seu lado.
Todas as vezes que ele me toca nos meus sonhos.

(pul-gin || Knockin' on Heaven's Door ,
Pedras e caldos ;)



sábado, 24 de maio de 2008

He's got a pretty smile, it covers up the poison that he hides.
He walks around in circles in my head,
waiting for a chance to break me.

What day is it and in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up
And I can't back down
I've been losing so much time!

All of the things that I want to say
Just aren't coming out right
I'm tripping in words
You got my head spinning
I don't know where to go from here

There's something about you now
I can't quite figure out
Everything he does is beautiful,
Everything he does is right!

(Nothing to lose)


quarta-feira, 21 de maio de 2008

...

Surto de cabeças pouco controladas,
nada civilizadas.
Refutadas por mim,
todas estas árduas palavras.
Desvio-me.
As palavras vem em minha direcção como flechas em chamas e ficam no meu corpo bem erectas e cravadas.
O sangue não estanca,
fluido continua por um rio com pouco caudal e sem fim á vista,
por ruas inacabadas.
Sim,
foi por mim que gritei.
Sei que sou o meu exclusivo e único fim.
Pessoa inacabada,
não terminada pela ânsia de ressuscitar estas vidas falhadas e mascaradas.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Continuo aqui, e só agora acordei. Tão pequena, tão nojenta que eu estou. Não pensei que o meu estado estivesse assim tão degradante, tão ridículo (que até me faz rir!), as coisas significativamente vão se alterando e, eu, logo eu, que me via tão simples, uma rapariga como tantas outras, sou agora o reflexo do resultado da soma feita com desgraças e dores.

Devia de partir, ok, confesso, era isso o ideal. O perfeito. Partir não sei para onde, não sei como, não sei de nada (como se alguma vez eu tivesse sido capaz de saber de algo!) e, pinto a cara com uma maquilhagem muito preta, como aqueles emos, como aqueles que as pessoas olham de lado. Crio o meu próprio cenário, rio tanto e falo em tons de voz com enumeras expressões indomaticas, represento e visto-me de acordo com a situação, as melhoras roupas (afinal de contas, é mais um episódio da minha vida que estou a representar) e deixo-me levar pela noite adentro, com musicas onde me perco em valsas, pulo, faço os meus melhores movimentos (só porque tenho uma multidão enorme a olhar para mim, só por isso) e vagueio nas minhas secretas loucuras, dou voz aos meus gritos, as minhas gargalhadas que são acompanhadas de sangue (sou mesmo nojenta!) e toda esta multidão fantasma, que eu inventei, batem palmas e acompanham-me entusiasmados, prontos e ansiosos de se deliciarem comigo (gostam imenso de orgias!) e, eu preparo-me.
O momento da entrega está próximo, sinto as suas respirações mais tensas, menos sincronizadas. Rio-me, devaneio perdidamente. Apenas mais um copo de vinho do porto, para o meu sangue não ser tão azedo, para a minha pele ganhar algum tom de cor e passar despercebido este pálido típico de uma rapariga que não bate bem da cabeça, que se deixa no quarto a soltar os seus fantasmas, a gritar, e roda em sua volta.
Cai no chão – não chora. (que figuras as minhas! Risos!!) A viagem começou agora. Eles sedentos do meu corpo, da minha alma… agarram-me as pernas e, puxam-me. E eu não faço força para não ir – vou. E assim deixo de continuar aqui, como inicialmente referi.
Já não há salvação para mim, cai na perdição de um poço sem fundo nem tamanho. As pinturas que anteriormente fiz na minha face, tornam-se borratadas pela saliva deles, pelas suas línguas, que me percorrem. Chega o momento, foco um ponto e, o meu interior desliga-se. Neste momento, percorro o mundo e não estou ali.
Não era naquela orgia que eu queria estar, e assim, mentalmente criei o meu mundo e, quando estou nas situações que não quero e para lá que vou.
Tenho medo de não voltar, de por lá ficar… porque a minha vida é a própria situação que eu não queria estar.
O dia nasce. Todos me abandonam, já sem forças, o corpo com marcas de tudo o abuso sofrido. Arrumo as roupas, limpo a cara, desligo a música. E, abro a porta. Tenho o dia lá fora para viver, para quando chegar a noite, eu possa voltar a viajar mentalmente. E, ser a merda que sou, coisa nojenta e desprezável – o espelho diz-me a mim.

Continuo aqui, e só agora morri.


(foto do site olhares.com)
O egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antónimo de altruísmo ( palavra que caracteriza o conjunto das disposições humanas (individuais e colectivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros.

Egoísmo define-me.
Defino-me no egoísmo do sangue que corre pelas minhas veias sem notar que nos que me rodeiam são feitos do mesmo material que eu, que sentem como eu, que respiram como eu e, que não, mas também não sofrem como eu sofro. A minha dor não é maior/menor que a deles, cada dor é singular, incompreensível. Apenas sentida. Por cada de nós, a nossa maneira. Egoísta!
Como pode deixar de ver o que se passa a minha volta? Só dei atenção a mim e apenas eu no centro das preocupações, no centro. O mal não era eu estar no centro do circunferência do meu mundo, mas esquecer-me que dentro dela existe uma nuvem de pontos com uma correlação nula, tudo disperso, pontos distantes e outros afastados, longe da recta de regressão. Apenas, porque eu estava no meio e, não dei a volta. Não olhei para os lados, fui egoísta!
Deixei-me a falar da minha dor, da minha suada mágoa e, não vi. Não vi as pessoas. Não vi os seus olhos que escondem aquilo que eu tento esconder, não, Mas também não fui capaz de ajudar. Porque fui egoísta e só me dei atenção e fraca deixei de lado o mundo que me rodeava. E, só agora, com as lágrimas nos olhos, vejo o quanto eu não fui. E a minha volta, não precisam de mim. Conseguíram sobreviver aquilo que eu ando a remoer á anos, conseguíram porque não são egoístas, porque são fortes ao contrario de mim, que somente arrasto os pés.
Eu sei, agora compreendo o quanto eu estava enganada.
Nos seus olhos não era o reflexo da dor da minha perda que eu via, era sim, a perda que essa pessoa teve e partilha das mesmas fantasias, angustias, inquietudes, incompreensões, saudade que eu.
Saudade... Lembranças nostálgicas, carinhosas de alguém que está tão ausente, e cá dentro existe uma forte vontade/desejo de a rever, nem que fosse os 5 minutos, ou até mesmo, um singelo olhar.
A saudade provoca-me imensa tristeza, angustia e dor... E normalmente, quando 'matamos a saudade' sentimos bastante alegria. Mas, existe saudades que são impossíveis de matar. Tenho dessas e o mundo a minha volta, também.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Pacotes vazios


Enganada por mim própria, enganada pelo sol falso e cínico que me ilumina, falsamente com intenções, intenções não puras, intenções não concretizadas.
Enganada, aldrabada e repentinamente roubada.
Roubada em ares, em espaços, em sensações, em virtudes do inatingível.
E não chego. Conheço o verbo, desconheço a pratica. E não me iludo.
Como posso me iludir quando o que toco são apenas mãos geladas, sem forças e sem o carisma que um dia eu conheci?
Já não há espaço aqui, permites-me partir ?
Permite-me-rei partir ?

Apenas um monologo, para diálogos é preciso mais que uma pessoa. Não tenho essa pessoa física nem psicológica. Apenas caixas sobre caixas, que a uma despercebida visão pode muito bem apresentar um corpo humano. E entretenho-me. Talvez, o ideal não seja construir muros em meu redor, mas sim, meter tudo em caixas. Coloca-las umas emcima das outras e, formar uma pessoa, uma pessoa com todas as porcarias que me habitam, uma pessoa de cartão com algumas alegrias que tive. E ficar vazia. E poder falar e falar, sem interrupções, sem pausas.
Porque uma pausa ?
As caixas não se cansam de nos ouvir, são seres inanimados.
As caixas quadradas,umas maiores que as outras, não choram, não perdem lágrimas, não sentem um sufoco no coração quando sentem saudade, quando tem vontade de fugir e não, não! voltar mais !
Ir sem conhecer o caminho de retorno - abandonar. Deslargar. Deixar ficar...
E irmos. Seguirmos.
As caixas não andam, as caixas não voam, as caixas são apenas isso.
Caixas.
E é com caixas, pacotes de bolachas que eu falo.
Melhores ouvintes não há.
Calco-as, esmago-as, rasgo-as ! E não se queixam.
No fim, depois da raiva, depois da dor ter estado ao cimo da pele.. Deixo-me cair no chão e, choro. Desalmadamente, choro como uma mãe que perdeu um filho como um filho que perdeu a mãe.
Elas sentem as minhas lágrimas, ficam moles e marcadas.
E não me enganam.
Não me confundo com elas, não deixo de querer o que quero, mas tenho uma companhia, tenho paz. Que me roubam constantemente.
Que cortam lentamente com faca de ponta afiada as minhas asas e, é por isso que estou sempre a sangrar para este chão queimado de inseguranças e incertezas.
PAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAA !!!!!!!!!
Grito eu, mas tudo continua.

Alguém me pode salvar deste lugar onde me estou afundar?
Ajudem-me a respirar, pf !
Este lugar esta a ficar com um ar denso de mais para se respirar. Este lugar está a desvanecer, e pequeno, pequeno ficar. Perco-me neste pequeno espaço.
Onde ando eu ?

Acorda !

terça-feira, 13 de maio de 2008

Parte 1 ( continuação)

Eu. Apenas eu. E tivera eu a ousadia de ter palavras que pudessem elevar o meu espírito ao mais alto nível, e ser capaz. Chave de muitas portas, de muitas fechaduras de almas, fechaduras com teias sangrentas e com um cheiro a podre insuportável. Mas, eu não desisto. Mesmo com os factores impulsionando-me seguir um caminho com flores e simpatias lubrificadas, eu contesto. E não avanço. Não avanço porque para mim não há caminho para avanços. Esta vida não tem espaço para mim, e não posso cair – não há espaço aqui para o meu corpo, para este peso de pensamentos que me preenchem sem sentido, sem ser, sem existir. Mas, ocupam volume. Volume ao quadrado, uma área infinita e um perímetro incalculável. Falando línguas que ninguém entende. Procurando sentido disto? O sentido é o que nós próprios queremos, todo é do jeito que vemos, queremos. Sentido não existe sem o nosso conceito de sentido. Cada um com o seu. E o meu? Chama-lhe de vagabundo, ingénua, insensato. Não me guio por ele, poucas vezes as coisas fazem pouco sentido. Afinal de contas, nunca o chegam a ter. Paro e não arranco. Perco e não venço. Lógica? Não faz sentido.

Parte 1

Quanto mais busco por ser racional e procuro a realidade dentro das próprias ilusões, menos certa sou. Quanto mais certo sou, menos me aproximo da realidade.
Ninguém esta a cair… Quem cai, já caiu.
Há factos na própria vida onde é extremamente insensato e errado utilizar o gerúndio… estava caindo, morrendo… Nem pensar! Quem cai, já caiu. Quem morre, já morreu!
Escondo que eu já caí, que me encontro no fundo, é assim que escondo o meu mundo, sempre longe de um tudo. Tudo a ficar para trás. Como tudo acontece, tudo se desfaz.
O vento, leve e fino, tudo leva.
Grito, massacro-me!
Ao meu lado, o vazio sentado neste banco de jardim.
Recipientes onde vou distribuindo meus pensamentos em subdivisões, até encher. Ate quebrar esses recipientes e voltar a enche-los. E passo as horas neste processo, esvaziar e a encher pensamentos em recipientes imaginários, que não existem, que até nem os vejo, que até…
Só fazem volume nestes espaços vazios que me ocupam! E são tantos e tão poucos.
Este chão está demasiado curto, demasiado frio para mim.
Já não há aqui nada, e não me importo. Não há nada com que eu deva me importar. Nada.
Do outro lado do espelho tudo é muito mais perfeito, tudo é mais simples.
Anseio por ultrapassar esse pedaço de vidro fundido em reflexos visuais e muitas das vezes, apenas um lamento, um respiro profundo por ver-mos o que somos realmente, sem simpatias, sem exageros, apenas o real. O que importa. Apenas isso.
Perco-me em pensamentos, soltos e bem presos a mim.
Mas, porque? E faço esta questão varias vezes ao dia. Porque? E o silencio, é resposta.
Um silencio que é a resposta com mais complexidade que alguma vez obtive e, que agora durante esta estadia na sombra dos objectos, na sombra do que existe, encostada a esta parede fria em que os meus pensamentos a torna em pedaços de gelo que descem lentamente pelo meu corpo, fazendo o mesmo que um íman faz a um ferro, arrastando, prendendo bem a flor da pele a minha alma, as minha dores…
E quando atinge as minhas feridas, um gélido silencioso de um grito é abafado pela própria dor, pelo próprio reflexo no espelho que encontro nos olhos daqueles seres que por mim passam.
São imagens reais de mim mesma mais sóbria, mais dolorosas.
Sou eu, apenas eu.
Todas estas dores são mais fanáticas e famintas da minha alma do que um peixe sem ar, têm uma máxima urgência.
E eu pondero, paro, paraliso. Viro pedra, mais pedra que as estátuas que encontro pela cidade do Porto, uma cidade linda e misteriosa. Deparo-me com coisas com uma dificuldade enorme comparativamente com muitas que já encontrei, deparo-me comigo própria, não somente com reflexos que pelo caminho vou observando.

(...)

domingo, 4 de maio de 2008

Existem coisas que o tempo não apaga, nem faz desvanecer,

Vão ser muitas as recordações escritas sobre ti, do teu lado, e um dia quando as procurar...
Estarás comigo, desta vez mais bonito, mais maduro, mais seguro de ti e daquilo que és, do teu valor, daquilo que queres.
Aí vou poder sorri-te, tornear-te o corpo e sussurrar:
" foste a evolução mais bonita que presenciei”.





Um dia, não hoje. Não amanhã. Um dia, um remoto dia. (quem sabe)


sábado, 3 de maio de 2008


Uma imagem vale mais que mil palavras.


Sexo, sexo, sexo... apenas isso.
Dois corpos na maciez de uns lençóis,
que se gastam a medida dos movimentos,
respirações descontroladas,
perdidas na ânsia de mais e mais.
E toca-se, saboreia-se, vive-se, sente-se, Ah! como se sente!
As peles suadas, satisfação. Prazer.
Apenas isso ?
Foi ?
É tanto num só momento, numas horas.
Depois a porta abre-se...
E tudo acaba.

Amanhã, há mais.
Mais, o que ?

Sexo
. (apenas).







http://olhares.aeiou.pt/caamano_castro/foto1790671.html
Still waiting ...

Como fazer coincidir a essência com existência ?

Certamente, era a chave para a minha resolução.
Dias monocromáticos.
Momentos de lágrimas (muitas lágrimas!) e sorrisos,
de noites longas a dias corridos,
de sentimentos já passados a sentimentos futuros,
de presente vivido.
E, nestes momentos,
o silencio foi grande companheiro e caminhou junto ao corpo,
lado a lado, em cada passo dado.



Porquê os ponteiros do relógio andam numa direcção e não em sentido contrário ?
O mesmo que perguntar:
Porque é que a minha vida é um vácuo cheio de sofrimento ?


... Still waiting ...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.
Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e exibir-me!
Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu não me mecha! Que eu não fale!
Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a minha própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista.