sexta-feira, 16 de novembro de 2012

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Em cada dia, descubro mais palavras, ou melhor, uma nova visão das mesmas. Sei, finalmente, ser querida! Engraçado, não? É verdade - querida no sentido de me quererem em algum lado, para alguém. Outra palavra é o desenvolver, ao contrario daquilo que ela significa, se analisarmos pelo des-envolver, verificamos que eu não quero desenvolver nada contigo, mas sim envolver. E muito! Posso, ainda, acrescentar o explicar que se liga com o dobrar sobre e eu adoro dobrar-me sobre os nossos temas. Em suma: são palavras! Aquilo que eu e tu temos vindo a ter de mais... quando eu só quero me sentir mais presente na tua vida, nesse teu aquário sem peixes, sem mim. Seria uma dama e um vagabundo, mas sem coragem, sem o destino premeditar o nosso caminho.

terça-feira, 17 de julho de 2012

n.is.perfect.

Sentei-me e entendi que a desfiguração daquilo que sou pode, sem dúvida, travar caminhos perigosos, desmentido toda a minha verdade, descrita nas minhas linhas faciais que poucos ousam percorrer. Raiva! Raiva! Aceito o que não sou perfeita, aceito que não me aceites mas não me recuses! Houve magia deturpada com sexo. Fala-me e escreve-me. Quero continuar a ler-te... Não me recuses, mesmo com esta raiva por não.

terça-feira, 10 de julho de 2012

S.O.

Aquilo que é uma planície raramente falha no seu alvo, sendo sempre respeitado pelas linhas os contornos daquilo que seria um caminho. Daí que me sinto sempre saber exactamente até que ponto uma balança pode estar numa planície, planície essa sem inclinação. Mas, o problema não se resume a essa falta de peso para um ou outro lado, ou seja, essa falta de inclinação - aquilo que suscita mais duvidas e severas angustias centra-se na capacidade de existir realmente uma balança numa planície ou uma planície numa balança. Daí que eu lide mal, pessimamente com esta situação. Com um trajecto com descidas, subidas, atrasos e adiantos... Sei perfeitamente que nem tudo é linear, nem podia ser... no entanto, acredito na constante de uma vontade ainda não realizada, na constante de uma personalidade ainda não completada. duvido, seriamente, deste desejo ardente que me trai e espeta dor. Só me falam de honestidade e perfilho dessa ideia. Sofro, em silencio porque é isso que me dás, sendo eu uma fiel espectadora daquilo que me dás, daquilo que me tiras, do que me consentes e não sentes. Sufoco neste aperto fechado que não me dás! Planície é aquilo que não és, sendo eu apenas uma mera curva em que das uma volta e desapareces.... Como todos os outros. Querem sempre mais curvas quando só tenho rugas nas mãos de carinho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

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Cada vez que alguém respira, é um pedaço de um vida que morre - exactamente aquele pedaço que estava vivo, resistindo as diversidades de tudo o que não era escrito. Soa-me a diferente que o destino, por tão sua lua, me escolha nesta espiral para pertencer aos cruéis animais que só perdem - amor, dor, sem capacidade de compor. Encontro-me perante ironias de um  cruzamento inevitávelincristalizável só porque terceiros cruzaram as linhas num bonito ponto de cruz, é facto. De complexidade sou eu feita e tu queres-me desfeita. Não entendo estes nós. Estas cruzes em que não me dizes nada, em que não sentes nada. Ridícula, tento encantar. No entanto, é frustrante elaborar um plano em que sabes que só depois de cativa e que consegues cativar. Por isso, explico também porque estou sozinha - ainda ninguém foi cativado porque não me cativam, não me deixam um banco vazio para me sentar. Impinjo-me em pé, da maneira simplista de todos e mais aquele se apresentarem. Gostaria, sem duvida, do facilitismo. Dessa tão cobiçada linearidade! Ensinaram-me este modelo de ver, colher e respirar tudo a minha volta. Cada termo é passível de ser analisado logo eu que analiso cada termo do que sou e do que faz falta. Garante-me esse ar simplista e eu respirarei contigo! porque as vezes o ar não chega quando os pulmões atrofiam de cores. Quando essa insensata voz me apela aquilo que quero de ti, aquilo que és de mim. Dizer-te em mil tons, como se escreve a melhor cantiga de amor. O final parece sempre mais próximo de quem racionaliza. Disso sou eu eco. Desse fim... e não o quero racionalizar! e não o quero viver! Por favor, dá-me tudo o que preciso e eu dar-te-ei tudo o que sei que se deve dar - vida, muita vida! Uma oportunidade de, pelo menos, não fazer tudo errado. Não me ofereças o silencio, grita-me com todas as facas que cravas, como todo esse cimento que tens a tua volta. Rodeia-me com essas fitas dos teus olhos, com os teus apertos de mão, com o teu brilho que fascina, mesmo que o sangue seja o mesmo. Por isso, é que sei onde esta o fim. Todavia, não sei lutar contra ele. Desconheço todas as técnicas de vencer esta guerra, apesar de todo o conhecimento que tenho sobre o ser humano. Contigo é diferente. És diferente. E eu adoro tudo o que é diferente. Só para aumentar o meu conhecimento sobre esta espécie tão rara, tão dignificada pela esquizofrenia. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PH

O futuro é um nada. estudo aquilo que mais sei e nesta circundante roda tiro negativa naquilo que mais vivo - angustias e ansiedades. Sei que o que escrevo é lido, interpretado por um alguém transcendente, de facto, alguém que duvidamos que um dia morra, alguém que desconfiamos que saiba todas as respostas para esta vida marada. Ele vai-se salvar. Nós vamos definhar, ver que lá no fundo, uma folha qualquer, cai. Sei que vi. Mas, sobretudo, sei que morro. Brutalidade somada naquilo que és, naquilo que pretendes que eu seja exigível, da exigência que és tu eu não sou, meramente o resultado de um teste que te desconheço. Palavras construídas, com o medo do fracasso, conhecendo que de outro modo a queda será mais do uma certeza, do que um dogma - será daquelas verdades irrefutaveis, uma realidade que todos mais ou menos inclinamos para tal. Deixo de querer dizer essas mil vonatdes que pode tremer as pernas dos edificios por onde ainda tenho que passar. Tenho mais de mil vontades e pedes me para as descrever, que as desejas ouvir, que as sentes como mais um local desconhecido que tens que passar os teus lábios, deixar seja o que for de mim partido. As várias sensações que tenho é de menosprezar aquilo que sou, generalizas as minhas atitudes aquilo que sou e posso ser tão menos que isso! Apelas as minhas vontades, não para as concretizar, todavia para saberes. Com que intuito? És tão melhor com esse vazio de mim, permiti que fosses livre  e que eu me resumi-se a três: ao id, ao ego e ao super-ego. As lutas escorrem um sangue em tom de angustia, que  não tem uma localização certa no espaço, muito menos no meu corpo. Os sonhos são os nossos mais profundos desejos de concretização, já dizia o meu compadre Freud. Desde daí, tenho almejado pelas nossas viagens, pelos nossos tempos alheios e recheados daquilo que preenche o verdadeiro vazio - o amor. Anseio por finais perdidos, não deixei sentimentos ou palavras escondidas, logo de ti que te escondes, que me matrizes com esse ar de bom rapaz, com esse ar que a mim me enchia os pulmões. O amor é isso - a ideia que colorimos com as cores mais bonitas e a realidade configura-se tão, mas tão negra. daí que afirme que o ser humana é um ser prestigiado, não só pela busca que é inerente à sua condição humana, mas pelo que descobre. Descobre a si. Descobre o outro. O outro descobre-se. O outro descobre-nos. Nesta linha de pensamento, verifico que eu não descubro, não reflectiu, não dobrou para dentro, só deixo estendida as minhas intenções que não sabes ler, que não me queres e não me dizes. E eu que não te quero, só desejo o futuro contigo, com a pessoa da minha cabeça, sempre acompanhada e agarrada as pingas do álcool que te tornam, que te buscam na tua magnitude de um ponto de interrogação. Desconheço quem somos. Verdadeiramente perdidos por aguas turbulentas que eu sei, que tu sabes que não são para mim, nem para ti. Para outros, talvez. No entanto, a marcha está reduzida a etapas que não conseguimos, que não queremos percorrer. Cansados e triturados, carne abatida para sacrifico dos deuses, diriam os mais sabedores, uma vitima em plena sociedade primitiva, de tudo aquilo que não nos permitimos.

terça-feira, 29 de maio de 2012

SLY

Falta pouco para eu não cair em esquecimento. Falta pouco, tão pouco para voltar a força cara séria quando a única coisa que não resisto é a tentação de sorrir para ti. O tempo parece interno aliado não do esquecimento, mas da monitorização desta pena suspendida por um período de ausência, tua e minha. Os laços estão em fitas e num maior circulo do que aquele que me tentaste entender e eu tão eu sei virgulas, sem pausas, cai por terra, numa roda vibrante sem som reconhecível. Queria-te eu ser verdade daquilo que são suspiros, daqueles venenos que ingeres das vozes dos outros, das vidas dos outros, dessas distancias atrapalhada e distraída que deixaste de querer cortar por tanto ambicionar. Não acudiste aquele terreno, plantado com as rosas mais peculiares que tinham dado um convite para visitar. Nesses mesmo terreno, eu acabei por padecer de ti, daquela queda, com aqueles sons cegos que me incomodam e daí esse teu desinteresse por aquilo que incomoda, logo por tudo aquilo que só consigo ser capaz de ser, redundância a parte. Completamente a parte. Louvado seja aquele que é redondo uma vez que cai e rebola para uma parte incerta. Errado seja aquele que cai, parte-se e fica estendido sobre as lágrimas e arrastado pela preocupação de alguns que não caem. Parece que a tristeza já esteve muito dentro e fora de mim. A teoria do caos é todos os dias completada. Daí o teu aparecimento - para me causares o caos nesta já por si difícil vida. No entanto, é certo que vamos quebrar. Os dois.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

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As folhas correm pela casa, vadiam pelos anos percorridos.
E tu procuras-me sem chegares até mim.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

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A overdose de tempo atinge as almas mais desprovidas de barreiras, de asas, de estrangeirismos, de tudo aquilo que devia pintar a nossa límpida perfeição. Todos os tempos, corrompidos deveras, pelo mesmo objectivo vazio de ambição só pelo bem-estar, pelo silêncio, pelo deixa estar. Nada em prol da auto-defesa. Compreende-se todos os comportamentos dos seres humanos que não a chegam a ser pessoas e respondemos corporalmente para que se sintam no seu pleno auge, quando, no fim, não passam de seres ridículos, comum poder artificial que resolvi dar só pela minha paz, minha paz... tão roubada! Há dias assim. Elas são cegas, tão cegas em rasgar a alma das pessoas já que não atingem esse patamar. Não pensava que era isto que significava uma luta constante quando eu não queria, de todo, ter que lutar. Não tenho categoria para isso, só feita de uma massa salgada que o vento leva, quanto mais os sopros desses seres humanos... deixo-me ir pelos cantos das vozes que cometem atrocidades que pintam o negro da alma das pessoas, carregando quando só se quer aliviar. Suplico pela minha paz, quero-a tanto!! Sinto-me uma verdadeira perdida, mesmo com todo este conhecimento sobre as pessoas, sobre os comportamentos óbvios e por entender a sua fonte pisco e biológica, daí que me faça sempre e sempre forte, aumentando o nível de jogo para quem me quer fora dele. Ainda não estou fora e, do que depender de mim, não chegará esse dia certo.   

quarta-feira, 11 de abril de 2012

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O calendário marca já a minha velhice, tão prematura, de facto.
Nessa ocasião, reparas em conselhos que já nem ouves, que já nem dizes. Sentes as palavras cansadas, sentes qualquer coisa, por mais pesada que seja, que te torne. Sinto a verdade naquela construção de palavras que me distorce o sorriso, que destrói a seca que tem existido a meu redor e chove. Tanto, mas tanto. Abro a janela das recordações, digo a adeus a quem divertia, a quem comovia e a mim que outrora sabia correr, como corria, meu deus! Hoje, mais que ser um pedra, sou uma pessoa parada, pronta para ser puxada, para tirar o pó à minha bicicleta e sair a pedalar atrás de tudo o que ambicionei um dia. A esta altura, a agenda desta vida é ocupada, cheia de falta de tempo para o que for e vazia do que realmente enche uma vida.

A partir de hoje, só que for muito leve, bonito e fácil. A partir de hoje, vou correr. e, principalmente, vou deixar que corram até mim, sem fugir, sem fazer rasteiras, sem me importar a velocidade que venham. Ate já!

sexta-feira, 16 de março de 2012

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As viagens despertam-nos sempre um cheiro novo. Uma esquina por subir, um encontro para evitar. Nestas andanças peculiares mas com nível aceitável contudo duvidoso, descobrem-se aqueles assuntos perdidos por becos não visitados. Tãããoo tentados, pelo menos, cobiçados sem o mínimo de entendimento pelos pares. Assim, se adivinhavam escolhas feitas pelas linhas que nos acompanham em esperas. Esperas por uma realidade desfigurada pelo passado. Quis ser o que já fui, ao teu lado. A viagem começou. O mistério das paisagens cativam sempre e sempre o meu olhar na tentativa fugaz de descobrir uma pequena diferença para que aquele dia seja totalmente diferente do dia anterior: encontro.te nesse ponto de fuga. Numa viagem continua e esgotante naquele instante em que o olhar foi submisso à força da atracção e deixei completamente ignorado a força da gravidade - levitei. Deixei frustrado aquele sentido de oportunidade e, realmente, fui inconveniente nos traços que observei, nos pecados que sonhei! Sorri.. sorri tanto, já não à tua beira no entanto sempre do lado das lembranças, das memorias que me levam para o presente aquilo que já não sei de mim. Rasguei a distancia e quis ser o que já fui, numa viagem que já se tinha iniciado. Ambicionei tanto, caraças. Vi o passado ali. Sim, naqueles bancos vazios, nos metros que separavam as nossas carruagens mas com horários tão próximos, com vidas tão carregadas de imaginação daquilo que podiam ser.
Soube exactamente onde me encaixava, das poucas sensações brilhantes que louvo ter nesta vida! Soube que era um passado, luminoso por si só, radiante na forma como a alma se abria de felicidade, não tinha piada, eram sorrisos de felicidade, tanto que até doía a barriga de tanto ser feliz e a frustração era de não conseguir rir ainda mais! Suficientemente bem. Tempos, verbos e capacidades transcendentes aos meros humanos - aquilo é que era ser!
A única certeza é que vivi. Foi real. Não imaginação. Daqui em diante, deixo ao critério da viagem aos constrangimentos do tempo e do seu velho amigo espaço. Daqui em diante, deixo-te ser para me tornar eu. És livre de mim. Mas, não te livras dessa felicidade que arde em ti por me veres. Tentas, é verdade, mas és incapaz, és cobarde para estares comigo bem como cobarde para te afastares de mim. Afinal de contas, eu não me identifico com essa característica nas pessoas. Afinal de contas, nada bate certo. Cresce em flor, eu deixo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

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Queria escrever uma carta a mim, daqui a dez anos, ou seja, quando tiver trinta anos. Espero que tu, ou melhor,eu, mais velha, mais sóbria saibas finalmente o que queres. Esquece. Tal assunto sempre tiveste conhecimento. Espero que tenhas ido pelo caminho luminoso. Que não sejas ranhosa, que respires, que ames .. a torto e a direito. O que mais alto se levanta é a importancia de te ausentares, sempre e a todo o tempo, desse teu inimigo - a solidão. Planta jardins, procriar em laços e relança toda essa confiança em ti quando já mais ninguém te consegue ouvir ou decifrar em cordas de um viola as tuas lindas capacidades de provocar encantamento. Só queres aquilo que sabes, que sabemos. Que atingas mais do que aquilo que é conhecimento adquirido. A tentação de desistir pesa, o cansaço sempre esteve ao nosso alcanço. Mas, algo nunca desistiu de ti .. que te fez passar os obstáculos sem qualquer tipo de esforço que sabias que fazia parte. Se tiveste essa força, chega a hora de seres a força para safar-te a estas encruzilhadas da vida e tirar a tua companhia só para ti,para te rires, para te mimares.