Cada vez que alguém respira, é um pedaço de um vida que morre - exactamente aquele pedaço que estava vivo, resistindo as diversidades de tudo o que não era escrito. Soa-me a diferente que o destino, por tão sua lua, me escolha nesta espiral para pertencer aos cruéis animais que só perdem - amor, dor, sem capacidade de compor. Encontro-me perante ironias de um cruzamento inevitável, incristalizável só porque terceiros cruzaram as linhas num bonito ponto de cruz, é facto. De complexidade sou eu feita e tu queres-me desfeita. Não entendo estes nós. Estas cruzes em que não me dizes nada, em que não sentes nada. Ridícula, tento encantar. No entanto, é frustrante elaborar um plano em que sabes que só depois de cativa e que consegues cativar. Por isso, explico também porque estou sozinha - ainda ninguém foi cativado porque não me cativam, não me deixam um banco vazio para me sentar. Impinjo-me em pé, da maneira simplista de todos e mais aquele se apresentarem. Gostaria, sem duvida, do facilitismo. Dessa tão cobiçada linearidade! Ensinaram-me este modelo de ver, colher e respirar tudo a minha volta. Cada termo é passível de ser analisado logo eu que analiso cada termo do que sou e do que faz falta. Garante-me esse ar simplista e eu respirarei contigo! porque as vezes o ar não chega quando os pulmões atrofiam de cores. Quando essa insensata voz me apela aquilo que quero de ti, aquilo que és de mim. Dizer-te em mil tons, como se escreve a melhor cantiga de amor. O final parece sempre mais próximo de quem racionaliza. Disso sou eu eco. Desse fim... e não o quero racionalizar! e não o quero viver! Por favor, dá-me tudo o que preciso e eu dar-te-ei tudo o que sei que se deve dar - vida, muita vida! Uma oportunidade de, pelo menos, não fazer tudo errado. Não me ofereças o silencio, grita-me com todas as facas que cravas, como todo esse cimento que tens a tua volta. Rodeia-me com essas fitas dos teus olhos, com os teus apertos de mão, com o teu brilho que fascina, mesmo que o sangue seja o mesmo. Por isso, é que sei onde esta o fim. Todavia, não sei lutar contra ele. Desconheço todas as técnicas de vencer esta guerra, apesar de todo o conhecimento que tenho sobre o ser humano. Contigo é diferente. És diferente. E eu adoro tudo o que é diferente. Só para aumentar o meu conhecimento sobre esta espécie tão rara, tão dignificada pela esquizofrenia.
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