quinta-feira, 10 de maio de 2012

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A overdose de tempo atinge as almas mais desprovidas de barreiras, de asas, de estrangeirismos, de tudo aquilo que devia pintar a nossa límpida perfeição. Todos os tempos, corrompidos deveras, pelo mesmo objectivo vazio de ambição só pelo bem-estar, pelo silêncio, pelo deixa estar. Nada em prol da auto-defesa. Compreende-se todos os comportamentos dos seres humanos que não a chegam a ser pessoas e respondemos corporalmente para que se sintam no seu pleno auge, quando, no fim, não passam de seres ridículos, comum poder artificial que resolvi dar só pela minha paz, minha paz... tão roubada! Há dias assim. Elas são cegas, tão cegas em rasgar a alma das pessoas já que não atingem esse patamar. Não pensava que era isto que significava uma luta constante quando eu não queria, de todo, ter que lutar. Não tenho categoria para isso, só feita de uma massa salgada que o vento leva, quanto mais os sopros desses seres humanos... deixo-me ir pelos cantos das vozes que cometem atrocidades que pintam o negro da alma das pessoas, carregando quando só se quer aliviar. Suplico pela minha paz, quero-a tanto!! Sinto-me uma verdadeira perdida, mesmo com todo este conhecimento sobre as pessoas, sobre os comportamentos óbvios e por entender a sua fonte pisco e biológica, daí que me faça sempre e sempre forte, aumentando o nível de jogo para quem me quer fora dele. Ainda não estou fora e, do que depender de mim, não chegará esse dia certo.   

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