Nessa ocasião, reparas em conselhos que já nem ouves, que já nem dizes. Sentes as palavras cansadas, sentes qualquer coisa, por mais pesada que seja, que te torne. Sinto a verdade naquela construção de palavras que me distorce o sorriso, que destrói a seca que tem existido a meu redor e chove. Tanto, mas tanto. Abro a janela das recordações, digo a adeus a quem divertia, a quem comovia e a mim que outrora sabia correr, como corria, meu deus! Hoje, mais que ser um pedra, sou uma pessoa parada, pronta para ser puxada, para tirar o pó à minha bicicleta e sair a pedalar atrás de tudo o que ambicionei um dia. A esta altura, a agenda desta vida é ocupada, cheia de falta de tempo para o que for e vazia do que realmente enche uma vida.
A partir de hoje, só que for muito leve, bonito e fácil. A partir de hoje, vou correr. e, principalmente, vou deixar que corram até mim, sem fugir, sem fazer rasteiras, sem me importar a velocidade que venham. Ate já!
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