quarta-feira, 11 de abril de 2012

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O calendário marca já a minha velhice, tão prematura, de facto.
Nessa ocasião, reparas em conselhos que já nem ouves, que já nem dizes. Sentes as palavras cansadas, sentes qualquer coisa, por mais pesada que seja, que te torne. Sinto a verdade naquela construção de palavras que me distorce o sorriso, que destrói a seca que tem existido a meu redor e chove. Tanto, mas tanto. Abro a janela das recordações, digo a adeus a quem divertia, a quem comovia e a mim que outrora sabia correr, como corria, meu deus! Hoje, mais que ser um pedra, sou uma pessoa parada, pronta para ser puxada, para tirar o pó à minha bicicleta e sair a pedalar atrás de tudo o que ambicionei um dia. A esta altura, a agenda desta vida é ocupada, cheia de falta de tempo para o que for e vazia do que realmente enche uma vida.

A partir de hoje, só que for muito leve, bonito e fácil. A partir de hoje, vou correr. e, principalmente, vou deixar que corram até mim, sem fugir, sem fazer rasteiras, sem me importar a velocidade que venham. Ate já!

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