quarta-feira, 13 de junho de 2012

PH

O futuro é um nada. estudo aquilo que mais sei e nesta circundante roda tiro negativa naquilo que mais vivo - angustias e ansiedades. Sei que o que escrevo é lido, interpretado por um alguém transcendente, de facto, alguém que duvidamos que um dia morra, alguém que desconfiamos que saiba todas as respostas para esta vida marada. Ele vai-se salvar. Nós vamos definhar, ver que lá no fundo, uma folha qualquer, cai. Sei que vi. Mas, sobretudo, sei que morro. Brutalidade somada naquilo que és, naquilo que pretendes que eu seja exigível, da exigência que és tu eu não sou, meramente o resultado de um teste que te desconheço. Palavras construídas, com o medo do fracasso, conhecendo que de outro modo a queda será mais do uma certeza, do que um dogma - será daquelas verdades irrefutaveis, uma realidade que todos mais ou menos inclinamos para tal. Deixo de querer dizer essas mil vonatdes que pode tremer as pernas dos edificios por onde ainda tenho que passar. Tenho mais de mil vontades e pedes me para as descrever, que as desejas ouvir, que as sentes como mais um local desconhecido que tens que passar os teus lábios, deixar seja o que for de mim partido. As várias sensações que tenho é de menosprezar aquilo que sou, generalizas as minhas atitudes aquilo que sou e posso ser tão menos que isso! Apelas as minhas vontades, não para as concretizar, todavia para saberes. Com que intuito? És tão melhor com esse vazio de mim, permiti que fosses livre  e que eu me resumi-se a três: ao id, ao ego e ao super-ego. As lutas escorrem um sangue em tom de angustia, que  não tem uma localização certa no espaço, muito menos no meu corpo. Os sonhos são os nossos mais profundos desejos de concretização, já dizia o meu compadre Freud. Desde daí, tenho almejado pelas nossas viagens, pelos nossos tempos alheios e recheados daquilo que preenche o verdadeiro vazio - o amor. Anseio por finais perdidos, não deixei sentimentos ou palavras escondidas, logo de ti que te escondes, que me matrizes com esse ar de bom rapaz, com esse ar que a mim me enchia os pulmões. O amor é isso - a ideia que colorimos com as cores mais bonitas e a realidade configura-se tão, mas tão negra. daí que afirme que o ser humana é um ser prestigiado, não só pela busca que é inerente à sua condição humana, mas pelo que descobre. Descobre a si. Descobre o outro. O outro descobre-se. O outro descobre-nos. Nesta linha de pensamento, verifico que eu não descubro, não reflectiu, não dobrou para dentro, só deixo estendida as minhas intenções que não sabes ler, que não me queres e não me dizes. E eu que não te quero, só desejo o futuro contigo, com a pessoa da minha cabeça, sempre acompanhada e agarrada as pingas do álcool que te tornam, que te buscam na tua magnitude de um ponto de interrogação. Desconheço quem somos. Verdadeiramente perdidos por aguas turbulentas que eu sei, que tu sabes que não são para mim, nem para ti. Para outros, talvez. No entanto, a marcha está reduzida a etapas que não conseguimos, que não queremos percorrer. Cansados e triturados, carne abatida para sacrifico dos deuses, diriam os mais sabedores, uma vitima em plena sociedade primitiva, de tudo aquilo que não nos permitimos.

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