quinta-feira, 28 de maio de 2009

Of(f)

Pedem-me obrigando-me a comentar afirmações que desconheço a autoria, desconheço as raízes contudo sei identificar plenamente o sujeito daquela frase, daquele conjunto ditado para umas linhas, frases, com ou sem sentido, descoberta do mesmo, é isso que se pretende.
É neste circulo circundante que pairam as questões e a falta de atingir o ponto. A vida é um habito, a morte uma obsessão, por isso vivemos tão precariamente.
A morte é um luminoso intervalo ou a vida?
sim, a morte é o acontecimento que não vivemos.



Somos umas folhas habituadas. Folhas e papeis por escrever.

Escreve no papel que sou. Não pises ou rasgues. Cuida de mim.
Desenha as tuas letras mais belas, faz de mim teu poço mágico,
para que eu não seja um cadáver adiado que procria.

vf.

"O mais certo é alguém pegar na pedra e guarda-la, por isso up up up! *"
why not ?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um dia de cada vez. Vive-se, respira-se. Ganha-se mais certeza :) doce adorável*

domingo, 24 de maio de 2009

12/Abr/2008

Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno,
e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma :$ e quem temos do nosso lado.

Vazio.

sábado, 23 de maio de 2009

sexta, 22.

Conseguimos abandonar tudo.
Usamos o eufemismo para a desculpa se interiorizar, corresponder a verdade.
Durante tempos passados, eu e o eufemismo éramos os melhores parceiros!
Era uma forma de disfarçar os adiamentos, as decisões que me abarcavam e eu delas, abarca a distancia. Fui guardando pedaços de tempo em pedaços de papeis, encontrados em ruas pedradas.
Consegue-se abandonar o corpo, a alma.
O coração deu impulso e abri os olhos. Apesar de rodeada de pessoas, houve quem se destaca-se pela presença e pela força do pensamento da observação que eu sentia, vem rente a minha pele.
Desejo do meu sucesso! Sorriso puro pela minha ameaçante alegria.
Voei, corri e cai. num tapete duro. Só estava ali eu e só por acreditar em mim, é que não falhei.
Não falhei fatalmente. Obrigada por teres estado a torcer por mim, mesmo em silencio, mesmo sem aplauso. Obrigada pela tua força de acreditares em mim.



A capacidade de abstracção passou de capacidade a característica do meu ser.
No meio de incógnita de números de pessoas que estavam lá assistindo ao espectáculo (?),
encontrei-te. Só por isso brilhei (como estrela!), por ti. para ti. assim, sempre.

quinta-feira, 21 de maio de 2009



The killer in me is the killer in you,
Send this smile over to you.

domingo, 17 de maio de 2009

avbp

Aviões e barcos de papel . E voa-se .. E navega-se .. Pelo céu, pelo mar.. Ambos sem fim!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Esvaziar?

Esvaziar os pesos. Parar, respirar e tirar cinco minutos do meu tempo para mim.
Sou projectada para um misto de lugares neutros, eu não tenho rede.
Esvaziar a voz, tremula, perdida e por vezes vaga. Vaga mas não se torna num vulto.
Como acontece, como acontece a tudo o que o sol não faz sombra.
Esvaziar os bolsos. Ir por ai tão mais leve, tão mais preparados para mergulhar ou ficar estendida na areia.
Esvaziar os olhos. Contemplar o céu azul, cinzento, vermelho. Ver mais e melhor. Imaginar.
Esvaziar os sapatos. Esvaziar as palavras. Esvaziar o silencio e ouvir mais que mil tons de cores juntas!
Esvaziar a alma. Esvaziar o coração e poder respirar por ele e não pelos pulmões.
Esvaziar a cabeça, esvaziar o saco das magoas, sacudir as imagens das pessoas caídas, desinfectar as pontas dos meus dedos. Esvaziar as formas, as sombras.
Esvaziar o frio nos dias de calor e esvaziar o calor em dias de frio. Esvaziar as lágrimas. Esvaziar o medo. Esvaziar o escuro e repintar de luz. Encher o abraço, o carinho. Nunca esvaziar o amor, que dura. Esvaziar a vontade, a falta, o sono, o sonho, a paz. Esvaziar o vazio. Esvaziar-me para voltar a encher. De tudo. Assim, espaçadamente.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

_?)

Dias em que as horas sufocam.
Absolutamente nada.


terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

I think I'm coming home.


Tento encontrar mais que sugestões de respostas, mas já desisti.
Admito que por aqui fico, maravilhada com tudo o que os meus cinco sentidos me presenteiam.
Não me podem parar agora, quando eu mesmo não sei como parar. Nem se quero parar.
Inspira, Expira.
Fecha os olhos e sente com todo o pormenor, com toda a calma aquilo que só podes disfrutar psicologicamente.
Não há portas fechadas, não há nada que esteja fora do nosso alcance. Inspira, Expira.
Fico estagnada pelas palavras, pela forma como há pessoas que sabem falar bonito. Tão bonito!
Dizem maravilhadas mesmo quando as únicas palavras que saem estão envoltas de sangue.
Mas, quero-as. e muito. São palavras que me faz apetecer repetir, apetecer por mais do mesmo, por atingir um patamar dificilmente atingível de saturamento daquelas palavras.
Caiem bem. Lições de vida, experiencias que me fazem escutar realmente. Encontrar-me realmente. Escutar outra pessoa e ser possivel escutar delineadamente minhas proprias palavras.




Depois ? depois deixo-me ir. Deixo tudo o que há dentro de mim, abarcar todos os meus sentidos.

no more (what?) Lies.

sábado, 9 de maio de 2009

indoor.

Confesso: não tenho asas, não tenho sistema que me permita voar.
Desminto a premissa de ter uns sapatos com asas, com turbo.
Apenas tenho pessoas.
Pessoas famintas da minha alegria e eu faminta da presença delas,
pessoas que me fazem voar, isso sim confesso, isso sim comprovo.




São dias, são presenças, são sonhos, muitos sonhos. Tenho (sempre) esperança.
Há mais que simples sombras. Há companhias, há pessoas. Reais pessoas.
A minha sombra apenas vai ser a companhia de toda a minha vida,
nunca me vai deixar sozinha, chorar sozinha ou rir sozinha.
Nunca vou estar sozinha, tenho-na comigo.

Qualquer uma se pode juntar a minha, deixar de ser singular para sermos plurar, positividade e pouco vulgar. Caminha comigo. Vem fazer de conta..

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Don't let me know.



Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence, and leave me with my sins
The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage for what resembles rage again...

So if you love me, let me go. And run away before I know.
My heart is just too dark to care. I can't destroy what isn't there.
Deliver me into my Fate - If I'm alone I cannot hate
I don't deserve to have you...
My smile was taken long ago / If I can change I hope I never know

I still press your letters to my lips
And cherish them in parts of me that savor every kiss
I couldn't face a life without your light
But all of that was ripped apart... when you refused to fight

So save your breath, I will not hear. I think I made it very clear.
You couldn't hate enough to love. Is that supposed to be enough?
I only wish you weren't my friend. Then I could hurt you in the end.
I never claimed to be a Saint...
My own was banished long ago / It took the Death of Hope to let you go

So break yourself against my stones
And spit your pity in my soul
You Never Needed Any Help
You Sold Me Out To Save Yourself
And I Won't Listen To Your Shame
You Ran Away - You're All The Same
Angels Lie To Keep Control...
My Love Was Punished Long Ago
If You Still Care, Don't Ever Let Me Know
If you still care, don't ever let me know...

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Não tem paredes, nem camas, muito menos cobertores ou um tecto mas é a minha casa, casa essa que o tempo não desgasta, enriquece. Enriquece em memorias, em saudades, em bem-estar e uma paz que não consome, acrescenta-se em mim, aumentando a cada respiração daquele ar carinhoso. Foram muitas lágrimas já aqui deixadas, por areia que se cola ao meu corpo e sinto-me acarinhada, assim, desta maneira tão simples. Foram sorrisos esboçados, numa paisagem que não me maltrata, chama-me. Chama-me para o colo e não há relógio, não há tempo. É minha casa intemporal, onde não há passado, presente ou futuro. Encontro tudo o que preciso nesta casa - encontro-me. Não nego, corro para os braços do mar, encosto lentamente meu rosto ao Sol e deixo-me assim, suavemente, em paz.
A minha casa, por vezes, repleta de pessoas é grande! Não recusa ninguém, nem discrimina ninguém. Aconselha-me, apenas. Diz-me a mim para seguir. E eu sigo, caminhando, rumo ao sol.
É a minha casa. Onde realmente pertenço. Não é preciso perfumes, a minha casa tem o melhor cheiro do mundo! Cheiro que se entranha em mim, no meu ser. E gosto deste cheiro, cheiro que não magoa, cheiro que me faz companhia.
Não tem portas, nem janelas, nem sistema anti-roubo mas é a casa mais segura que eu conheço, onde me sinto protegida. Sei que ninguém me fará mal.
Não tem tintas, não tem quadros mas a sua paisagem é das mais admiraveis que existe e a sua beleza é em tons de todas as cores do arco-iris. E eu não me canso. Não me canso de disfrutar plenamente da deslumbrante casa que eu tenho. Que sempre tive, que sempre irei ter.
É minha casa. Casa. Lar. Familia. Casa...

domingo, 3 de maio de 2009

antes de começar.

"(...) O Boneco: É assim que bate o coração...
A Boneca: Dá-me a tua mão!... que os nossos corações sejam a repetição um do outro como é justo!... que as tuas mãos me tragam festas, me tragam paz... paz que se ganha!... (pausa) Dá-me as tuas palavras!... essas que tu guardas... essas palavras que não morrem, nem se matam!... essas que lembram o mar... o mar que nunca pára... o mar que não se cansa... o mar que insiste... o mar que não se gasta. (...)
O Boneco: Por mais depressa que passes, o teu coração espera por ti... o teu coração não espera mais ninguém... Se tu não vieres, o teu coração não espera mais ninguém... Se tu não vieres nunca, o teu coração não conta, não ouve. É como se não tivesse havido o teu coração. Por mais depressa que passes, dá-te inteira ao teu coração... Porque só sabe do tempo quem não traz coração... o tempo é pecado de quem não sabe amar!" (...)



Trevo de quatro folhas :')

sábado, 2 de maio de 2009

Não é preciso correr

Não é urgente chegar

O que é preciso é viver!

Antes da escuridão.

São tantas batalhas, é tão funda a dor
São tantas imagens de abandono e desamores
Há gente caída no chão
Sem ninguém que os abrace, sem ninguém que os levasse
Antes da escuridão

Então desenho o teu corpo em mim
A forma da tua mão em mim
Pudesse ser essa a forma do mundo inteiro
Acordo só para te ver dormir, assim, em paz

São tantos os medos calados por dentro
Estilhaços de guerra sem luar nem vento
Cravados tão fundo no peito
Sem ninguém que os arranque, sem ninguém que estanque
O mal que foi feito

São tantos olhares de espanto vazios
E é tanto escuro e faz tanto frio
Há gente caída no chão
Sem ninguém que os abrace, sem ninguém que os levasse
Antes da escuridão

Então desenho o teu corpo em mim
A forma da tua mão em mim
Pudesse ser essa a forma do mundo inteiro
Acordo só para te ver dormir, assim, em paz

Então desenho o teu corpo em mim
A forma da tua mão em mim
Assim, em paz!

Mafalda Veiga

sexta-feira, 1 de maio de 2009



Um dia vou viajar pelo mundo,
mas tu serás sempre a minha casa. :)