quarta-feira, 29 de abril de 2009

Amizades. Eternas.

Lembro de dias que se situam no passado mas a capacidade humana de recordar é fascinante. Por vezes, uma foto lembra coisas que estavam aprisionadas debaixo de pó. Armazena-se tanta coisa que vai-se cobrindo de pó as boas e saudáveis lembranças.
Por isso, tiro fotos. uma com os meus olhos, outras com o meu tacto e outras ainda com o meu olfacto.
Guardo tudo o que é bom de guardar. Pela passagem da vida, há situações que vou recordando e sorriu. As pessoas perguntam-me qual é o motivo e eu digno-me a responder que são somente pensamentos meus. E é assim que deve ficar - em mim.
Ninguém ia compreender, iam-se limitar a acenar afirmativamente que sim. Não iam sorrir como eu sorriu, como eu sou feliz ao recordar, ao reviver, ao relembrar. Mesmo as coisas menos boas, esboçam em mim sorrisos puros, por ter vivido, por ter sentido, por ter sofrido tanto e em silencio. Conhecido cores negras já tão nossas conhecidas, mais que amigas.

Lembro de nós, duas amigas, que estavam juntas em tudo. Era fascinante o laço de magia que nos unia, que nos une. A foto representa um de tantos e diversos momentos que foram apenas nossos, mais de ninguém. Que ninguém toca, que ninguém apaga.
Depois de uma corrida, de um guarda-chuva roubado, fomos passear por ruas desconhecidas.
Rimos, fantasiamos, divagamos.. Chovia, como chovia! Tiramos os sapatos e descalças percorremos estradas macadamizadas e sentíamos tudo o que outras pessoas, seguindo normas, não sentiam. Corríamos riscos, vivíamos!
Seguimos os nossos rumos, a distancia instalou-se. Permaneci a confiar no nosso futuro, naquilo que sonhamos para a duas e isso não quebrou.
As verdadeiras amizades ainda hoje, independentemente de tudo, estão comigo.
Completo-me ao concluir isto. Podia muito bem morrer hoje, porque hoje mais que nunca eu sei, que os verdadeiros, os essenciais estão comigo.
São as duvidas com mais certeza que eu possuo nas minhas mãos.
Quero cuidar do meu jardim, eles que são as flores mais bonitas que o compõem.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

sinto-me nas nuvens.


Gentilmente verdadeiro. nós.

só.

É apenas isto que quero da minha vida - muita cor!

w||


Queria encontrar o lugar mais-que-perfeito!



As palavras são possíveis de desenhar, de forma bonita, elegante e podem dizer muito mais que a simples verdade, entram por mundos paralelos da imaginação e corre-se o risco de acreditar que essa imaginação é a básica realidade de uma vida, que devia ser sustentável. Palavras utilizadas indirectamente que não traduzem ideia nenhuma, que não significam nada. Palavras, artículo e verbos não ponderados. Assim, escreve-se.

Repetem-se palavras que não são estranhas, só é estranho que sejam as mesmas palavras mas com receptor/destinatários diferentes. Os tempos mudam, os sentimentos mudam. Nada é fixo, tudo é reversível. Utilizar as palavras com bom fim é tudo o que podemos querer. Desenho, lentamente, as palavras da minha vida. São mais algumas páginas da minha vida. Tenho que desenhar por mim, o ponto mais relevante do que existe aos meus olhos.

sábado, 25 de abril de 2009

Bastante (...) :)

Requiem

tic tac..

As horas fatigaram-me com o seu andar lento. Só o meu coração fazia suar o antónimo de lento, mas até era isso que eu não queria. Queria afogar o meu coração em horas mortas, em horas lentas. Tudo corroborava o meu pensamento e sem asas, não me atirei para o afastamento.
As horas iam passando, já sem o tic tac da minha infância que não me deixava dormir. Eram horas que passavam e eram sinalizadas por um barulho, já de todos conhecidos. Tic, Tac..
Agora, são horas silenciosas. As horas passam a ritmo não marcado, sem barulho denunciado. Passam. Passam simplesmente como nós passamos pela vida. Horas!
O relógio nunca fez parte de mim. Sempre neguei-me ao tempo. Confiava em mim, na minha capacidade de reconhecer o momento certo. Agora, já não. Não sei a quantas ando.
Nem me importa. Sei que o que é meu, comigo ou/e as minhas mãos há-de vir parar.
(volta..)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Love and War.

Promise that you always will
Keep candles lit on the windowsill
You know I'll be comin' home

You know I never wanted to go away
But what am I supposed to say
When I hear the sounds of the trumpet call
Who says

All is fair in love and war!

Your pictures kept close to my heart
Letters all but fall apart
Each night I read them over again

You know I never wanted to go away
But what am I supposed to say
When I hear the sounds of the trumpet call
Who says

You know I never wanted to go away
I swear
Its war

Drowning Pool

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Amores de papel.

" (...) Quando te vejo, o meu amor desenhado no papel torna-se real, ganha vida, cor, textura e cheiro e somos só um na mesma casa, siameses a passear na rua, gémeos a conversar, namorados a dormir. A nossa vida enche-se com a do outro e tudo o que desejamos é que o outro esteja tão feliz como nós. Depois, quando me separo, já não choro. Sei que o que pode acontecer é um mistério da existência e quanto menos planear, mais sorte vou ter. Demoro alguns dias a descer à terra, vou ao supermercado e encho o frigorífico para disfarçar o vazio no coração e escrevo muito, porque enquanto escrevo é como se aqui estivesses ao meu lado, gémeos a dormir e namorados a conversar, a lareira acesa e a paz de uma continuidade sonhada, porém possível.
É um amor de papel, frágil e opaco, leve e branco, feito de ideias, de sonhos, de esperança e de muitas cores. Um amor sem planos nem projectos, quase adolescente, intenso, puro e perfeito, que não precisa de provas nem palavras.
O amor é um acto de fé, uma manifestação de esperança. É como plantar uma semente. Por isso, a última vez que te fui visitar, também trouxe uma caixa de bolbos para plantar no meu jardim. Estou atrasada porque o Inverno já começou, mas pode ser que tenha sorte e na Primavera a minha entrada em casa seja um festival de cores e aromas. Algumas flores vão morrer, outras vão ser mais pequenas, mas sei que as mais fortes vão vencer o frio e germinar com grande beleza e generosidade. E sei também que por esses dias te vou ver por aqui, a ensinar-me a cuidar delas, tu que cuidas do meu coração melhor do que ninguém e nem sequer sabes.
O nosso amor é de papel, como as flores que me deste e no papel há-de ficar, para sempre escrito nas minhas palavras. E se um dia se transformar em qualquer outra coisa, será sempre numa outra forma de amor, porque o papel vem das árvores, mas o amor vem do amor e nunca morre, mesmo depois de cortado, prensado e transformado, porque amor é como plantar um semente e tu já plantaste a tua no meu coração."

Margarida Rebelo Pinto

terça-feira, 21 de abril de 2009

á priori

Mergulha-se em cada gota que sai pelo chuveiro.
O corpo fica molhado.

A alma passa despercebida mas a mente não abandona. Respira, transpira.
Mergulho-me a mim debaixo de tanta agua e tento não ouvir nada que seja complexo.
Atrai-me o simples, as explicações e crenças básicas que tornam as circunstancias da vida menos dolorosas para algumas pessoas. Para essas mesmas pessoas, onde a confusão paira e é abundante, tento, por elas e para elas, encontrar possíveis soluções, ou meras sugestões. Reflicto. Estamos na fase de falhar. Deve acontecer exactamente isso - falhar. Dar com a cabeça na parede e levar com o mundo todo em cima da cabeça. É esta a idade de experimentar, levitar, errar. É o agora.
Não se sintam mal, estamos de frente com a era de falhados, de não-tentados e conformados. Contudo, temos a vida toda a nossa frente. Enquanto agora falhamos e estamos a tempo de recuperar, de tentar.. daqui a uns anos, não. Tudo torna-se dificilmente difícil. Errar e deixar escapar fecha a porta ao recuperar. Perde-se por não ter tempo para investir num novo recomeço. Recomeçar quando estamos a um passo de morrer? Esboça um sorriso! Estas a tempo de tudo, agora.
Quando damos tudo e tudo de nós a alguém e perdemos tudo... Onde estão as forças para recomeçar? Estamos cansados, fatigados com a própria dor. Depois da tempestade, eu aprendi que existem pessoas ideais para passarem a vida toda connosco sem cessar - são os amigos.

Eu ? estou saudavelmente bem. :)

segunda-feira, 20 de abril de 2009


If you like to gamble, I tell you I'm your man
You win some, lose some, all the same to me
The pleasure is to play, makes no difference what you say
I don't share your greed, the only card I need is
The Ace Of Spades

Playing for the high one, dancing with the devil,
Going with the flow, it's all the game to me,
Seven or Eleven, snake eyes watching you,
Double up or quit, double stake or split,
The Ace Of Spades

You know I'm born to lose, and gambling's for fools,
But that's the way I like it baby,
I don't wanna live for ever,
And don't forget the joker!

Pushing up the ante, I know you've got to see me,
Read 'em and weep, the dead man hangs again,
I see it in your eyes, take one look and die,
The only thing you see, you know it's gonna be,
The Ace Of Spades.

domingo, 19 de abril de 2009

19 .

O Tempo (?) passa.
Não importa o local, o clima, a temperatura.. nada importa se estou contigo.
criamos uma atmosfera onde só há espaço para nós os dois.
Vivemos assim. Vivemos bem assim. Tudo é bom e doce. Chocolate no iogurte! ;)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

it's.

porque depois de tantas feridas, temos sempre mais certeza que antes daquilo que desejamos fazer.

from my soul.

Vejo imagens e não são destroçadas, são reais.
Deslizo em passos lentos e revejo, revivo, resinto em câmara lenta mas menos dolorosamente os momentos.
São sinceramente poucas as palavras que me restaram. Fico estática a olhar, sei que uma musica qualquer encaixa-se como musica de fundo na minha vida.
Eu encaixo-me nessa musica que ainda não ouvi. Vou vendo, observando.
Não consigo respirar quando me acho o extremo de pessoa estranha, não-inserida e falhada.
São poucas as palavras que tenho. Lamento por tudo o que não sou capaz de ser.
Lamento por ser assim, desta maneira estranha, desta maneira contraditória, desta maneira agressiva com o que me rodeia.
Falta-me as palavras. Palavras que não sei escrever, palavras que não sei dizer, palavras por criar, palavras por inventar. Cruzo riscos e linhas na tentativa de me aproximar da barreira do sensato e do coerente. De repente, tenho flashes. Que me mostram pessoas iguais a mim, que perderam e que era esse o seu papel nesta sociedade. O papel de não ter, de não conseguir, de não ser capaz de prender alguém, não ser amada.
E peço... Peço tanto para que me escolhas, para que me ames. Não quero este papel. Pedia-te que me protegesses nas tuas asas de cetim em que eu gosto tanto de me encontrar.
Sei de cor esse mexer de lábios enquanto debitas palavras soltas que eu não as sei apanhar. Fico por observar-te enquanto falas, enquanto respiras, enquanto fumas, enquanto sorris.
Fico atentamente presa a esses pormenores que sei que não são minimamente normais das pessoas. Eu sou assim. Não sou o ideal, não sou o melhor. Sou a segunda.. nunca fui a primeira de ninguém. Segunda pessoa na vida de todos e isto porque a primeira escapa sempre. E o razoável chega para preencher a vida de alguém. Eu só quero ser eu, por mais errada que seja, por mais incoerente, por mais que me falte.. Talvez não tenha o direito de sair deste papel que me destinaram mas eu sinto luz nos teus olhos. Deram-me um papel sem palavras, as linhas são curvas e eu perco-me nestes círculos.
Deixo-me caída no chão a escutar palavras, a tentar encontrar vestígios teus ainda que pequenos, ainda que vulgares, ainda que sintéticas. Reduzi a minha fala para me ouvir mais. Reduzi os meus sorrisos para estar receptiva as lágrimas. Reduzi-me para conseguir ter conversas comigo mesmas.
Lavo as mãos. Passo creme pelo corpo. Vou para os refúgios de quando era mais pequena e estava assustada com os meus próprios sentimentos. Refugiu-me nos braços de fantasmas que nunca abandonaram-me. Tudo o que faço estou prolongadamente a pensar. E já não estou cá. Nem sei o que me dizem, mas aceno afirmativamente e sorriu. Desço escadas, apanho chuva. Volto a rotina de apanhar o autocarro. Caminho no sentido oposto a minha casa e sigo para as poças de agua, para debaixo da nuvem mais escura que encontrar no céu. Quero disfarçar as minhas lágrimas. É apenas chuva, de um dia de Primavera que mais parece Inverno. Perco-me em roupas molhadas e fico a pensar.. Palavras não tenho, mas sei sorrir.
Daria para trocar tudo o que tenho para dizer por um sorriso? E por um lágrima?
Afirmarias que são demasiado preciosas para as soltar. Dirias que no céu existem estrelas muito menos brilhantes que eu. Responderia-te hipoteticamente que sou apenas uma estranha. Pediria-te desculpa por tudo aquilo que sinto.. se tivesse palavras. Ainda tenho que as inventar, produzir.



Existe uma grande linha.
Sempre fui eu que fiquei e nunca fui eu que fui.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Construções :)


Freedom to love :) *
Faz-me (muito) feliz. Asas que protegem e fazem voar. Tua.

par(ques)

Tira-se a casca da ferida e sai sangue. Lentamente mas em grande quantidade.
Pedem-me que o lamba da perspectiva mais erótica que eu encontrar. Sentem vontade, desejo, ânsia. Fazemos km e km em busca do local certo, acho que nunca atingimos o patamar imaginado mas o patamar onde nos encontramos acolhemos e faz-nos fechar os olhos num baloiço. Andar para a frente e para trás. O vento que se faz sentir na face é igual ao que fazia quando a idade era mais pequena e o corpo mais magro.
As texturas dos momentos assemelhasse e tudo parece a nossa casa da saudade.
Vontade de partilhar, vontade de que haja outra pessoa invadia pelo mesmo sentimento que eu. Sentamos-nos. Observamos o que rodeia e o que rodeamos.
-se sombras que nos enganam pela velocidade que reproduzem o real, real esse que aparentemente esta parado. Ou será a sombra a ilusão que se esta a mexer e na realidade esta parado? Ou será o contrario? São sombras, são realidade materiais que não se dissipam ao mesmo nível que o estado sóbrio vai-se desvanecendo.
São bons estados. São óptimas companhias. É muito gosto. É-me muito.

domingo, 12 de abril de 2009


as vezes, sinto a distancia que não se deixa cobrir de pó.

sábado, 11 de abril de 2009

gone

Saímos pelo mundo em busca de sonhos e ideias. Muitas vezes, colocamos em lugares inacessíveis o que está ao alcance das mãos. Quando descobrimos o erro, sentimos que perdemos tempo a procurar longe o que já tínhamos perto. Nos culpamos pelos passos errados, pela procura inútil, pelo desgosto que causamos. No final só iremos entender o valor quando perdermos e depois recuperarmos, não adianta querer encurtar este caminho.

Same things

São as mesmas e porque mudar?
Abre-se a porta ou mesmo o fecho da tenda.

Uma paisagem totalmente gratuita para desfrutar e espaços grandes para onde ir, para repousar, para contemplar, a noite, o dia, o tempo, as flores. Não quero segundas oportunidades mas apenas razão, sem escolhas. Foram muitas as historias e as palavras trocadas em prol de um desinteresse total, só se queria falar, rir ... enfim, sermos nós mesmos em espaços desconhecidos com pessoas por conhecer. Pessoas de diferentes partes do pais mas concentradas num mesmo sitio.
Senti que este pais pertencia a cada um de nós de lá, somos nós que daqui a uns tempos vamos estar a comandar este pais, cada um com o seu contributo profissional.
Será que esta bem entregue a nós? Somos uns tontos.
Abri o fecho e despi-me de tudo o que me impedia de estar com liberdade mental e agora estou mais limpa, mais leve, mais vestida de tudo o que me pode aquecer e realmente tratar de mim, trata-me de uma maneira achocolatada e faz-me sentir capaz. E fui capaz ... capaz de carregar malas e malas numa subida e com um calor tremendo. E fui capaz de suportar dores insuportáveis e agora.. agora, é o mais importante. Derreto-me por tudo aquilo que tenho e aceito o que antes negava. Aceito o passado. Vivo o presente. As correntes quebraram-se mal me coloquei no chafariz e me molhei. Abri os olhos, abri-me. Aqui estou eu. De volta as origens. De volta aquilo tudo que sempre devia ter estado. Houve percalços no meio da caminhada mas foi apenas uma preparação, uma construção e remodelação de mim para nós.

sábado, 4 de abril de 2009

Crazy week :D *




I remember all the good times...
sometimes I'd wonder would it last
I used to dream about the future.
But now the future is the past.
I don't wanna live in yesterday,
Cross my heart until I die
Don't wanna know just what tomorrow may bring,
Because today has just begun,
No matter whatever else I've done
I'm here for you
I'm here for you.

So now I sit here and I wonder,
Whatever happened to my friends
Too many bought a one way ticket
But I'll be with you till the end

I don't wanna live in yesterday
Cross my heart until I die
Dont wanna know just what tomorrow may bring

Because today has just begun,
No matter whatever else I've done
I'm here for you

You're my religion, you're my reason to live.
You are the heaven in my hell
We've been together for a long long time
and I just cant live without you
No matter what you do I'm here for you.

São (muitos) sonhos!

see you soon..

Faço as malas. Preocupo-me por não me esquecer de nada apesar de saber que o mais importante vai sempre comigo, conscientemente ou inconscientemente.
O pensamento está na primeira mochila e as asas numa segunda mochila, já não tão bonita, já não tão pesada. Os compartimentos dividem-se e interessa-me em preenche-los com coisas necessárias e deixar que o supérfluo fique por aqui, deixo-o sempre para trás. O quarto esta totalmente desarrumado e ainda esta manha cuidei de cada esquina deste quarto como uma esquina minha - limpa-la por causa do pó ao qual sou tão alérgica! E não só. Sempre pensei que o quarto ou outro bem pessoal reflectia o intimo de uma pessoa. Assim, desta forma considero-me uma pessoa que organizada, com as coisas no lugar e que sim, a minha vida esta bem como o meu quarto também esta. Tudo nos seus sítios certos. É assim que me sinto bem.
As malas estão por completar... não sei bem o que guardar, o que deve ficar. mas, o mais importante vai comigo. Eu sei. As malas espirituais estão carregadas e com as alças partidas, sei que assim não as consigo transportar sozinha. Mas, tenho pessoas, anjos, amigos como quisermos chamar que me auxiliam e despedem-se com um bom sorriso na cara. E dizem "I'll see you soon" e eu sorriu, porque sei que sim. No meio destas viagens, destas partidas, eles sempre estão comigo. Também eles fazem parte do meu quarto, da minha vida. Em cada objecto há uma historia, uma recordação, uma lembrança. E a falta de determinados objectos também tem a sua historia, que comove, que são pedaços do passado que podem ter materialmente desaparecido mas no coração reside a lembrança, forte, quando é relembrada, ou revivida por situações idênticas.

Vou fazer o meu melhor. porque... " I'll see you soon "


Equilíbrio perfeito! ;)
Fico radiante com os momentos peculiares que se formam em pozinhos reluzentes.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vou mudar (sempre) de direcção (sempre) que a minha vontade não reprimida for a desejável (sempre).
Vou a frente :) blablabla, vrc vrc " this is the life...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Que .. "

Meras junção de palavras que o vento, aqui, não pode levar.
"Que me leve a mim!", leio em tensas palavras de um poema que encontrei na minha mente.
Mente que a tudo atribui rotulo, que de tudo cria películas de visibilidade reduzida, contudo os mais atentos conseguem em câmara lenta distinguir as palavras que se fazem ouvir num doloroso grito.
"Que me leve a mim!" - são estas as vontades reprimidas que vão destruindo alguém.
Passamos pelo mesmo, vezes e vezes sem conta. Lembramos da primeira e muito vagamente das seguintes destruições que ocorreram. Reprimir não resulta!
Digo isto a quem reprime, a quem caiu, a quem eu quero ajudar a curar as asas.
"Que me leve a mim!", oponho-me a esta afirmação.
"Que não me leve a mim!", sou realmente tudo o que deve ficar, rastejar e todas as palavras terminadas em ar. Como voar! "Que nos leve a nós!" , sem medida, sem renegar.
"Que te leve de mim!" mas que eu vá contigo, num bailar de coração.
"Que consigamos ir, num rasto do sol, juntos e que a nossa igualdade não seja a diferença, mas a soma e um possível produto" , "Que me leve a mim se te levar a ti!", "Que não me leve se não fores!", "Que eu fique fora .. fora das aspas, das palavras que eu mesma criei... Foi um poema que não soube ler sem elas (as aspas) porque sempre escrevo numa personagem que eu não sei ser. Talvez com pena. Talvez com felicidade.
"Que sejamos mais e melhores ao nível que o Tempo rodopia em forma de vento.."

"Que eu consiga desta vez .. voar!"
"Que ... "

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Blood Red Skies .



As the sun goes down, I move around
Keeping to the shadows
Life, hangs by a thread
And I've heard it said, that I'll not see tomorrow

If that's my destiny, it'll have to be
So I'll face the future
Running out of time
I'm on the line
But I'll go down fighting

Felt the hand of justice
Telling wrong from right
Threw me out upon the street in the middle of the night

Cybernetic heartbeat
Digital precise
Pneumatic fingers nearly had me in their vice

Not begging you
I'm telling you

You won't break me
You won't make me
You won't take me,
Under blood red skies

You won't break me
You won't take me
I'll fight you under
blood red skies

Through a shattered city, watched by laser eyes
Overhead the night squad glides
The decaying paradise

Automatic sniper
With computer sights
Scans the bleak horizon for its victim of the night

Not begging you
I'm telling you

You won't break me
You won't make me
You won't take me,
Under blood red skies

You won't break me
You won't take me
I'll fight you under
blood red skies

As the end is drawing near
Standing proud, I won't give in to fear
As I die a legend will be born
I will stand, I will fight
You'll never take me alive
I'll stand my ground
I won't go down

You'll never take me alive
I'm telling you
Hands of justice
I will stand, I will fight
As the sun goes down
I won't give in to fear

Vrc vrc.


Where we gonna go? Where we gonna go?
Where we gonna sleep tonight?