quinta-feira, 5 de março de 2009

laços.

Foge!, diz-me uma voz.
Eu fujo. Sei que é o passado, em forma de flecha que tenta me atingir.
Fujo para não mais ter que parar naquele beco, que sempre se mostrou branco para mim.
Fujo de mim mesma. Do que fui, do que senti.
Encontro-me, agora, agarrada a umas camisolas, perto do peito de alguém que me faz ficar, ficar e não temer, ficar e pouco duvidar.
Fico e muitas vezes temo por este estado. Tão pouco levito, tão pouco nego.
As palavras estão secas, a minha voz rouca. Já cansam os dias, já pesam as horas.
Não é só o sol que faz falta, faz falta a magia.
É muito cinzento hoje ao meu redor. São lágrimas prisioneiras. Um estado obrigado de estar, sem querer estar, vivendo pelo lado sensato.
Encontro sinais de proibição de inverter a marcha.
Corre!, e eu corro. mandada pelo vento que existe.
Cai!, sou assim loucamente empurrada pela chuva que pesa e faz doer sobre meus ombros.


E vou. Abriste as mãos e eu voei. Desenrolas a cada passo os laços que fiz na tua pele.. Hoje sou mais eu que nunca. E duvido. E não penso.
Tenho medo, muito medo. Abraça-me.

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