sábado, 30 de agosto de 2008

Preciso de ti ... vivo!
Eu estou bem e este estado incomoda.me.

Preciso de ti ... aqui!
Eu tenho o quero e o que tenho não me pertence.

Preciso de ti ... a sorrir!
Eu satisfiz a minha vontade e ainda estou insaciável.

Preciso de ti ... a brilhar!
Eu olho para as estrelas e não há a mais brilhante.

sábado, 23 de agosto de 2008

Quando sinto que tudo ganhei, tudo me escapa por entre dedos. Sem sinalização não sei por onde vou.
Perco-me enquanto todos se encontram, em cada virar de esquina. O comando ficou sem pilhas, o radio parou de tocar e o silencio e a noite caíram em meu redor. São deslumbrantes ambos!
Há coisa mais bonita que a nostalgia e a melancolia? Fecha-se a persiana para impedir que o pó se cole nos vidros, espreitamos pelos buracos na ânsia de encontrar algo para nós mas é tão raro. A paisagem é constantemente a mesma, o espírito também. Só o tempo passa, só o tempo é diferente.
envelhece as pessoas, marca nas suas faces a sua passagem por elas... Escrevem uma historia (de vida!) e os mais atentos lêem-na.Desvendam olhares, penetram no nosso intimo com árduas palavras, palavras com conhecimento mais profundo de nos mesmos, e isso incomoda. Disfarçamos! Viramos a cara, sorrimos e continuamos indiferentes a verdade de nós próprios. Talvez com medo de nos aceitarmos. Sorrimos, sempre a fuga ideal para perturbantes e incomodativos situações.Porque esconder? Porque ter que criar mascaras? Nascemos. A partir daí somos do mundo. Somos livres para sermos, porquê resignar-nos em ser com limites sem espontaneidade? Satisfações não as temos que dar e nem conversas esclarecedoras a ter quando tudo sempre se entendeu, quando tudo sempre se soube. Nada acrescentar. Continuar a seguir. Estradas e ruas criadas em função de nos guiar e possibilitar uma maneira agradável de subir ruas a pico. (...) Altera a tua rota, sai dessa estrada por onde todos passam e vai por onde as ervas estão, lugares ainda não caminhados, trilhos não confirmados. És capaz ?
Não, ninguém arrisca. As pessoas tem medo do desconhecido não assumem isso. Não assumem esse medo. E é tanto medo.


Saudades que apertavam o coração foi desfeita :)
Saudades de pessoas recentes mas que marcaram, como marcaram. E vão continuar a marcar e ser uma marca da minha Vida, no meu ser.
Reconfortante ter amizades, verdadeiras amizades!
Abraços que depois de tanta distancia aconchegam a alma e aquecem o coração, vibramos ao som dos nossos tímidos sorrisos que até deles (coisas que no dia a dia passam perfeitamente ao lado) tínhamos saudades.
Bebemos, cantamos (...) fomos felizes. A nossa maneira.
A maneira das boas amizades com mistura de alguma loucura e liberdade para sermos desinibidas e felizes!

Rir até cair para o lado e brindar vezes sem conta a nós, somos o mais importante nas nossas vidas :')

Apetecível de se repetir, vezes sem conta.
Quero mais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mais uma etapa de uma vida partilhada que se inicia.
Inicia-se e jura-se um novo começar, uma fresca certeza, um sentimento confiante e vontades já não reprimidas. Começa-se.

Dá-se um passo á frente depois de sucessivos passos parados, estáticos nesta magnitude de emoções tão pouco enlaçadas e perfumadas na pele. Acredita-se na essência e nos contínuos fluidos que partilhamos através de palavras embebidas em amor. Misturam-se apetites, desliga-se a luz... Por momentos, a caneta para de escrever. Não perde tinta mas aquece. Pontas de lápis que temos ânsia de afiar e cuidadosamente reparar.
O Tempo corroí e desgasta.

Será que vai resultar? (...)

Facil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Talvez por não saber o que será melhor, Aproximei
Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós
Sei lá eu o que queres dizer, Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei, o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

The gift

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Quanto mais estou, mais quero estar.


Pensamento que surge naturalmente entre pedaladas na bicicleta já conformada com estas viagens de curta duração, de caminhos perturbados por ventos moderados, nada fracassados. Pedalo nestes pensamentos que não incomodam, dão prazer.
Dá vontade de apertar, transportam-nos para o lado daquele calor humano e eu sei que merece muito mais e melhor que eu. Passam-se tardes, recordam-se momentos peculiares em que certamente num minuto tudo podia mudar, sentimentos transparecer sumo de felicidade, que bebemos juntos e em pequenos goles!
E o amor (?) é satisfatoriamente aplaudido com sorrisos amigáveis e esperançosos que o futuro seja nosso e não simplesmente meu.
Continuo a pedalar e não vou desistir, mesmo que o cansaço seja muito e a queda seja (quase) certa.
Ele chama-me com uma voz de anjo e eu beijo-o seus doces lábios. Sabe-me bem, faz-me voar! Só por hoje, deixa-me dormir no teu peito.
Prometo que fecho a porta, quando sair.
Tranca a porta, vamos deixar o mundo do lado de fora :')

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Andava por caminhos incertos com sonhos dispersos.
Agora, encontrei o caminho. É somente por este caminho que vou percorrer.
Não me digas que não é o certo, não quero saber. Eu corro e percorro sozinha aquilo que escolho, aquilo que quero para mim!
E é por este caminho que vou.
Estou aqui.



Estou aprender a ser feliz. Tentar de novo?
(porque não?)



sábado, 16 de agosto de 2008

Lá atrás, andávamos sem pernas;
Falávamos em sons mudos que nasciam de bocas agrafadas.
O que olhávamos, não era visível. O medo cegava. (...)
Atrás de nós, viviam sombras, negros vultos;
Ajudantes do terror, fantasmas.
E, ao fugir, não pisávamos o chão, tudo era em vão. (...)
Ser era estar, ficar era abraçar a resignação.(...)
O medo torna-se aventura.
E, neste agitar, abraçamos o desconhecido;
Atravessamos a fronteira de nós mesmos.
Quando se passa esta fronteira, ou somos lançados ao paraíso ou somos lançados ao inferno, e ai vemos a pureza (ou não) da nossa alma e quem temos do nosso lado.
Vazio.


O que é passado, guardarei para sempre comigo :)


"Hoje em dia não se morre por amor! Morre-se é por falta dele!"

Enganam-se sentimentos em esperança de os ter, de os sentir e não meramente pensar que sente e sentir-se pensado no que se sente. Morre-se por não atingir aquilo que nos propomos, por ficarmos aquém da expectativa que nós próprios ousamos estabelecer. Cuidadosamente magoamos terceiros, terceiros porque infelizmente chegaram ate nós, mas a luz do semáforo imóvel paralisou no vermelho, e ali permaneceu. Paramos, quentes de tão nervosos que estávamos. Aguardamos numa sala de espera com paredes húmidas, rasgadas por cloros tão já nossos familiares. Trocamos olhares e até um pouco mais que isso, magoamos-nos nesta espera que não ia permitir a chegada a segunda e ate mesmo há primeira, de outro modo, a chegada ate mim. E não foi concluída. Foi sofrida e pouco mastigada, nada aceitada. Não queria este falso estado de estar, quando a minha ausência é tão notável, tão peculiar que até faz os sinos da igreja da minha humilde aldeia tocar incansavelmente.
Mais uma partida, que há quem dia que está habituado e mente tanto pois só tem objectivo de se convencer a si próprio que esta tudo bem. E não está! Primeiro passo para se viver é aceitar a vida, enfrentar o que dela provém e não se esconder. Ela acaba sempre por nos encontrar, mesmo no sítio mais longínquo que exista a fase da Terra ou do ilimitado universo que desconhecemos. A verdade está nas linhas que vemos nas nossas mãos. Nas linhas que são parte de nós que contam uma historia. Sentimentos que inspiram almas esquecidas pelo tempo, pela ousadia de saber transmitirem a confusão que o Sol provoca em seres inanimados, duros como uma pedra. Bonito. Ponto final.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008






E isto que desejo para mim - estar em paz.




Permites ?







sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estendida no chão um pouco gelidamente molhado.
Com a bola e raquete de ténis na mão, cansada, fatigada, exausta.
E essa bola é um mundo, o meu mundo… até onde a imaginação permite ir.
Até onde os meus pés não se importassem de me levar, já são alguns quilos sobre os mesmos. Caminho por ai…
Vagueio e devaneio por caminhos enfeitados de sorrisos que incomodam.
O espaço esvazia-se de oxigénio tendência para eu levitar e rapidamente pegar fogo.
Facilmente, a rolha sai… E o jogo recomeça. Pé escaldado contudo resiste-se!
É uma potente possibilidade de virar o jogo em meu favor.
Sinto-me como se estivesse a jogar a bola contra uma parede e estou sempre mas sempre em risco de perder. Inutilidades sem retornos, sem chama, sem uns patins para fugir com mais velocidade e estilo. Fujo lentamente e por ser tão devagar e tão pouco perceptível que estou a fugir, ninguém me apanha. Passo despercebida entre esta população cinzenta mesmo com o meu sorriso tutti frutti. Ninguém repara e eu não me importo! Esta tudo planeado para que esta minha fuga não deixe rastos, nunca quis que isto me fugisse, estou a correr atrás de mim, atrás do tempo, atrás do tempo. Eu sinto que não conheço este lugar. Nunca quis que isto fugisse, nunca quis desconhecer o toque humano. Se o meu coração parasse, a inutilidade da minha presença não se notava. Contudo continuo a fugir, e queria dizer-te que eu queria encontrar-me para que desta vez eu me encha de ar e voa. Respira e olha para o relógio. Lembra-te das fotografias que guardei no meu coração, são as melhores, de melhor qualidade.

Always my hero, I miss so much you.



"...Há flashes deturpados que me acordam e me fazem querer agarrar a vida de uma outra forma...é aí que todos os outros me encaram como louca por não perceberem o motivo que me levou a suspirar tão fundo. Quero viver muito mas principalmente e acima de tudo quero morrer, para que notes a diferença entre o antes e o depois de eu já não estar viva. Não me faltou o ar, quero que saibas que fui eu, de livre vontade, que fiz questão de cortar os laços mendigos da respiração. Adeus."

Sara Bonvalle






A realidade é muito grave. Mas se o sonho não for agudo...
Que diferença faz?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."

Margarida Rebelo Pinto

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Hoje tenho imagens de mim mesma, e são tão peculiares e degradantes que me fazem querer esquecer. Fracassada, desnaturada, perdidamente desencontrada...Tremo de tão nervosa ser por motivos desconhecidos. Preciso de coincidir a minha essencia com existência. Becos?
Qual será o muro ideal para um escolha correcta da minha parte? Ou, será que devo permanecer sentada, parada neste local onde me encontro? Mas existe um inconveniente para esta ultima opção: estas paredes são moveis e a cada segundo elas aproximam-se umas das outras. O ar está-se a esgotar. Ou salto ou morro. Fico. Antes morrer do que matar alguém com as minhas atitudes pouco conclusivas. Procuro desesperadamente o botão branco nestas paredes brancas, cujo botão será para desligar o continuo movimento destas paredes. Não me faças companhia neste sitio vazio. Aperta bem forte o laço da minha pulseira e para o meu sangue. Vem... Aperta bem forte o meu colar e não, mas não, me deixes respirar. Beija-me! Sufoca-me e que a única respiração viva seja simplesmente a tua!
Eu já que tão pouco sinto-me capaz de fazer... Cuida de ti, pelo menos isso.
E (...) continua a dar-me flores e sorrisos luminosos todos os dias naquele lugar onde o meu corpo será depositado. Estarei contigo, com todas as pessoas humanas que conheci ao longo do meu caminho. No céu, uma nova estrela. Pouco brilhante mas existente.
Continua com aquele caminho que começamos na Feira, onde se sentiu tão pouco daquilo que os nossos corações têm capacidade para atingir - ilimitadas sensações.
Agora, lentamente corta-me os dedos e pinta-me com o meu sangue que é impuro! A felicidade não justifica coisa nenhuma.
Pinta o teu mundo da cor do meu sorriso - tutti frutti.
E voa por ai (...) nunca fomos passaros de gaiola. O que nasce livre, livre permanece. Não desvanece. Nem se treina. Nem se educa. Somos do mundo. Desde de sempre e para sempre.
Gaita de foles (...) que sabe bem ouvir !



Em dias molhados e nada frios, sorrisos oferecidos em troca daquela chuva miudinha (...) sorrisos partilhados e conversados. Brincar nas poças de agua, que não eram de Aveiro, mas que tinha a mesma essência, aquela que nós lhe demos. É sempre assim. E continuará a ser.
Em cima da mesa, palavras e lembranças do passado, do presente e de um futuro remoto.
Alimentar a alma em troco de umas ilusões que podem e deviam comandar a vida ... Sonhos.