sexta-feira, 16 de setembro de 2011

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A 3 de março de 2008, tive mais um daqueles momentos de avaliação que tanto a instituição escolar apelida de essencial para a nossa formação profissional.
Reprovei nesse teste. O professor responsável pela correção da minha prova, profissionalmente (diria ele) deixou uma nota no final do dito: "Visão muito negra da vida na tua idade!!!"
Que ingenuo, diria eu. Solicita-me que escreve sobre a "Vida" e não está preparado para a visão de cada um, ou, por outro lado, não reconhece sensações transmitidas em perguntas retoricas.


(...) a minha vida tem uma companheira. Não a vivo sozinha. É a única impossibilidade que me deparei até hoje. Nunca estou só. Vivo a dois. Quando espero, é num banco de dois. As minhas esperas nunca são sozinhas, são a dois. A vida podia ser um poço finito ou uma cor que adoro, mas não era por isso que me atiraria ou pintaria. (...)

Em 2008 já havia mudança. Hoje, só os que são externos a mim, vêem.
Não é por isso que deixo de sentir.

Obrigada, professor. Sim, a sua caneta vermelha e os seus pontos de exclamação ajudaram a corroborar a minha tese. Até um dia destes quando se lembrar das minhas palavras.

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