segunda-feira, 5 de setembro de 2011

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O desespero fecha diversos buracos. A ambição, de mais e melhor, corrobora a destruição dos sonhos. Sonhos variados.
Espero por ti, na tentativa de me assumir culpada. Hoje em dia há tão poucas pessoas disponíveis para tal. Estou em casa, pouco inspirada por ti.
Anseio pelo nascer de um sol mais iluminado e que represente aquilo que já não consigo representar - os tempos passados, as vidas inexperientes e as rugas de coração, mais propriamente de alma, no coração só a vértebra que os moluscos detêm.
Pintas o que não podes ver. Assumo o que já não sou. Comprimento o que me tornei. Sem ti, acredita, que nada tinha passado por mim - nem a raiva, nem o medo, nem, mesmo, esta mudança, tão leve... tão bonita. Eu quis guardar, quis esquecer os pós mágicos que, neste momento, não te inspiram. Meu ser, teu ser... nunca fomos. Esta perdição tonta me deixa estendida naquele sitio onde me encontraste. Prometeste-me tanta coisa.. Desejos infindáveis, estrelas quentes. No fim, eu sou. Tu és. O vazio instala-se. Não há mais promessas. Eu fui a frustrada incapacitada de prometer. Eu era incapaz. Incapaz de quebrar o que fosse que me ligasse a ti, e, não quebrei. Quebramos os dois! No momento da tua ruptura com a minha vida, quebraste-me. E, eu tão pouco velha, deixei-me quebrar.


Um comentário:

Hélder Resende disse...

Acho que é dos textos mais sentidos que já li Daniela, :)