quinta-feira, 29 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

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A gulosice era tanta que se queria beber o Sol.

Um brinde, companheiro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

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Por favor, são tão ridiculamente fácil de entender e mesmo assim vão sempre pelo caminho mais difícil.
Ensino o amor, em leves tão mesmo quando o pincel vazio não me chega aos ouvidos. A pauta, daquilo que ingenuamente temias ler, fez entender dois pilares finos que resistiam: continuidade ou mudança. O coração não bate por quem não o faz bater. O coração não cuida de quem tão-pouco descuidado não cuida, não quer saber. o mais pratico é acreditarmos que essa infância, de vestes modestas, escondeu-se por falta de representações físicas e mentais, contudo, a ignorância não te suporta esse peso, que pesa brutalmente, sobre as tuas mãos e calcanhares. As tuas afirmações tornam-me mais miserável mas mais digna, idêntica a uma curva de Gauss. Não insistas em ler em entrelinhas! A minha leitura não precisa de dicionário, é simples mas, não simplista. A casa está no mesmo sitio, o lar divaga por entre nuvens, por passagens naquele corredor, por entes tão pouco familiares mas amados. O tapete encontra-se mais alto que a estanque preenchida de livros e sonhos. O tapete não me leva a viajar já mais, só me recorda do pó que varria para debaixo delas. Hoje, já não só pó como ervilhas. O passo foi dado. O tapete escovado e tudo, finalmente, nos seus devidos lugares. O bom das ilusões é, que, menos magia mais magia, menos ano mais ano, passa. É simplesmente curado com um abraço e tudo o vier por acréscimo, ou até mesmo, por falta. Grita-me, mas não me faças cocegas. Não quero que o meu coração bata por quem não me sabe ler.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

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"Amai a infância, promovei os seus jogos, os seus prazeres, o seu amigável instinto. Quem dentre vós não tem, por vezes, sentido a falta dessa idade, em que o sorriso anda sempre nos lábios e a alma sempre em paz?"
Jean-Jacques Rousseau

Viajante recém-chegada a um país estranho, de que nada sei.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

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A 3 de março de 2008, tive mais um daqueles momentos de avaliação que tanto a instituição escolar apelida de essencial para a nossa formação profissional.
Reprovei nesse teste. O professor responsável pela correção da minha prova, profissionalmente (diria ele) deixou uma nota no final do dito: "Visão muito negra da vida na tua idade!!!"
Que ingenuo, diria eu. Solicita-me que escreve sobre a "Vida" e não está preparado para a visão de cada um, ou, por outro lado, não reconhece sensações transmitidas em perguntas retoricas.


(...) a minha vida tem uma companheira. Não a vivo sozinha. É a única impossibilidade que me deparei até hoje. Nunca estou só. Vivo a dois. Quando espero, é num banco de dois. As minhas esperas nunca são sozinhas, são a dois. A vida podia ser um poço finito ou uma cor que adoro, mas não era por isso que me atiraria ou pintaria. (...)

Em 2008 já havia mudança. Hoje, só os que são externos a mim, vêem.
Não é por isso que deixo de sentir.

Obrigada, professor. Sim, a sua caneta vermelha e os seus pontos de exclamação ajudaram a corroborar a minha tese. Até um dia destes quando se lembrar das minhas palavras.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

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A distancia nunca me ofuscou, nem o próprio sol que me apresentava o silêncio. As dificuldades combatiam-se com uns óculos feitos de madeira, mas via-se.
Ultrapassava-se aquela dependência que tanto síndrome de abstinência me causava. Só a tua actividade impedia a minha paralisia. Mas, parei.
Gritavas, escrevendo em tons de luzes, que escolhesse. Acreditei piamente que o tempo curava-me de todo, das magoas, das gargalhadas, das quedas, dos abraços. Não curou e eu, frustrada, não escolhi.
Fui criança de ir ao médico da alma, conhecido de todos como a escuridão de um poço finito, como a vida. Só agora, mais atenta ao olhar que detenho do paraíso, sei do que sofro - de uma patologia da vontade, para qual não o encontro a receita do que poderia solucionar, este caso sem solução, sem resposta, sem sangue, sem tudo aquilo que me pintava de liberdade.

Hoje, descobri que a dependência não está na porra de droga que me lançaste e eu inalei, está em mim, nas pessoas. O amor excessivo mata. Porque não proibi-lo tal como as drogas?
Grita-me mais uma vez. Eventualmente, aí eu consiga ver.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

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"Sou uma criatura estruturalmente alegre, desempoeirada, sensível ao bem que me façam e indiferente ao mal que me queiram."

Beatriz Costa

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

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O desespero fecha diversos buracos. A ambição, de mais e melhor, corrobora a destruição dos sonhos. Sonhos variados.
Espero por ti, na tentativa de me assumir culpada. Hoje em dia há tão poucas pessoas disponíveis para tal. Estou em casa, pouco inspirada por ti.
Anseio pelo nascer de um sol mais iluminado e que represente aquilo que já não consigo representar - os tempos passados, as vidas inexperientes e as rugas de coração, mais propriamente de alma, no coração só a vértebra que os moluscos detêm.
Pintas o que não podes ver. Assumo o que já não sou. Comprimento o que me tornei. Sem ti, acredita, que nada tinha passado por mim - nem a raiva, nem o medo, nem, mesmo, esta mudança, tão leve... tão bonita. Eu quis guardar, quis esquecer os pós mágicos que, neste momento, não te inspiram. Meu ser, teu ser... nunca fomos. Esta perdição tonta me deixa estendida naquele sitio onde me encontraste. Prometeste-me tanta coisa.. Desejos infindáveis, estrelas quentes. No fim, eu sou. Tu és. O vazio instala-se. Não há mais promessas. Eu fui a frustrada incapacitada de prometer. Eu era incapaz. Incapaz de quebrar o que fosse que me ligasse a ti, e, não quebrei. Quebramos os dois! No momento da tua ruptura com a minha vida, quebraste-me. E, eu tão pouco velha, deixei-me quebrar.


domingo, 4 de setembro de 2011

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Não me vês,
claro,
provavelmente estás já a esquecer a cor da minha pele,
as minhas cicatrizes arrefecidas.


Gritam que já nada posso por ti,
por mim,
pelas horas todas que nos esquecemos de viver.

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Feliz assim por teres tudo o que sou?
Feliz por perderes tudo o que sei?

Só não te dou o que não serei.
Não!, a minha morte, não ta dou.

Pedro Tamen