quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lose it



Standing on the edge,
battle in my head,
I'm dying to know
I'm dying to know

If I take this leap,
to fail or succeed,
I'm dying to know
I'm dying to know

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
This is it, I'm falling.
My wings need to grow.
I lose my hold,
I will let go.

There's so many roads,
pitfalls filled with doubt.
I'm dying to know,
I'm dying to know.

Grabbing what I need,
and rip it til it bleeds.
I'm dying to know,
I'm dying to know.

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
This is it, I'm falling.
My wings need to grow.
I lose my hold,
I will let go.

If I,
If I take this, this leap,
will I be broken?
I'm dying to...

This is it, I've shaken.
My body's aching,
I lose my hold,
I will let go.
I lose my hold,
this is it I'm falling.
I lose my hold,
my wings need to grow,
I lose my hold,
I will let go
I will let go.

I will let go!

sábado, 21 de novembro de 2009

*

Amo mais do que posso e por medo, sempre menos do que sou capaz.
Quando me entrego, atiro-me e quando recuo, não volto!
Gosto das noites porque me nutrem na insónia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol.
Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, irrequieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, imagino-os em cenas reais...choro lágrimas de vir e quando choro para valer, não derramo uma lágrima.

Margarida Amorim

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

I (don't) believe in another perfect day



Jogos. Paragens. Observação. Pensamento.
O mundo arde. As mãos caiem.
As verdades não o são.
O correr é imóvel.

Não!, não! não me deixes aqui... assim, comigo.
O absurdo paira nas almas vagabundas, desorientadas.
Essa poção era o salvamento da tortura destas gerações que vivem em conflito em mi,m que se alimentam umas das outras, provocam incesto e geram novas mágoas, poucos tributos.
Negro! não, não... por favor, não.
não, não... para com isto.

Desliga-me da corrente deste mar revolto e punitivo, tira-me a perspectiva e dá-me!
devolve-me o ponto de fuga.

não sou mais... cada vez menos. não! não! retira este fungo que deixaste em mim.
arde! Pune-me, risca-me os olhos. com este bico de vidro que nunca sobe o que era sangue.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

I want to know what loves is.



Observa-se aquele brilho, aquela pureza de palavras que afirma que o seu amor é o que tem ao lado.
O primeiro amor. O real amor.

O que se vibra, o que se derrete..
Estremece só de roçar nas mãos.

Aquele olhar que nos fixa, que nos beija!
O amor que faz tudo.

A nossa luta nunca se torna cansativa porque o amor, aquela força transcendente (que não é Deus) nos puxa, nos arranca do lugar imóvel e faz-nos andar.
Revirar, alterar todas as linhas que impõem apenas a saudade, o pensamento, a imaginação que não (não!) compensa, não vale nada comparativamente a realidade.
A realidade é tão mais, muito mais.
Contam-me, essas vozes velhas, da sua historia de amor.
Vozes velhas mas emotivas, mais que motivadas! Sinto aquela vibração do que sentiram, do que viveram, dos percalços que também tiveram.
Conversas nada de velhas, nada de passadas - fazem-me acreditar!

Sigo os conselhos de quem sabe, de quem eu entendo, de quem eu afirmo serem portadores de toda a razão. Derreto-me, junto a lareira, escutando esta beleza de vida, deslumbrando-me de inveja por nunca ter tido aquela sorte.
Sinto-me quente com todo aquele amor que transborda nos olhos, nas mãos que se movimentam ao mesmo tempo que se revela para mim, como poucas vezes o fez na sua vida.
Transborda e chega a molhar-me, com as minhas lágrimas de felicidade por alguém ter conseguido agarrar tudo, agarrar aquilo que eu não fui capaz.
Fico estendida no chão, olhando para aquela pessoa que me mostra todos os motivos que fizeram para que valesse a pena e o tempo não era, nunca, desperdiçado. Ainda hoje treme de estar na presença daquele amor, ainda hoje o quer assim muito perto.
Falam-me e eu oiço. Das mais belas historias reais que alguém me havia contado, que alguém tinha vivido.
Cada vez fico menos cega. Cada vez fico mais lúcida dos verdadeiros significados.
Cada vez reparo que tenho pessoas únicas na minha vida, com um currículo de vida forte.
Por ter sido perfeita e ter caído, não significa que tenha que ser imperfeita... apenas tenho que encontrar minha pessoa perfeita, ou ate mesmo, recupera-la.
Nada se desfaz, nada morre assim. Há factos, há pessoas que provam isso mesmo - o amor existe. Como posso ser ingrata e chorar a minha dor perante uma vida tão recheada de amor? Balanços positivos das suas vidas O desejo de contar uma historia daquelas, bonitas e emocionantes, faz parte de mim. Era um gosto. Era um sinal que tinha conhecido realmente o que o amor é.
Acho que conheci mas perdi. Até um dia.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

call.



A cobardia é as asas de pessoas que não são anjos.
Durante os tempos quentes congelam-se relógios,
modificam-se o andamento e os passos ficam tortos.
Pondera-se o peso da maturidade que é leve, leve branda e suave, os fardos nunca foram suportados e carregados. existiu sempre alguém para alguém.
Alguém que tudo cuidava, tudo delicadamente retirava, desde dores, de ambições e consciência.
Anulava tudo.
Alguém desse alguém não permitia o crescimento, fomentava a cobardia.
O fugir, o temer, o ter tudo sem nada fazer.
Alguém de alguém torna assim, docemente a vida mais cruel para quem não, felizmente, teve esse alguém que corta as asas para que outro alguém não voe, nunca mais.
Nem na morte, fica ténue no caixão sem partir para parte em certa. Como sobrevivia? Definhava nessa ausência de alguém sem capacidade, sem olhos, sem noção que a sua perda foi o seu momento mais feliz.
Da felicidade que sabe ele? Triste, medonha e dissidência virtuosa de não atingir.
Há alguém que não é alguém, resume-se a alguém que não se identifica, pelo seu alegre estado de impureza, de asas mergulhadas em petróleo e uma morte certa e redonda.
Alguém que se esconde nas curvas pouco inocentes da vida, são crianças da solidão, brincando com as luzes partidas e desvanecidas pela tortura de uma alma que não sente, não sente e não sente.
Simples animais que deviam morrer, preservando deste modo a beleza natural das Pessoas.
Alguém que existe e mata-se aos poucos em doses lentas mas corrosivas.
Apoio, reafirmo e assino por baixo.
Esses algunscriam seres que lutar é a palavra de castigo, de estender as mãos e tudo cair.
Felizmente a vida tem outro sabor, sabor de lutar (!), de não ter vergonha do que se é.
É ser mais que alguém, é ser pessoa.
Nem todos os seres humanos são pessoas. Resumem.se a alguém, defeitos de criação de qualquer força que nos transcende.

Há sempre tempo, oportunidade para se alcançar o que se perdeu.
Há sempre a solução de lutar e ter, reivindicar o que lhe é seu por direito.

Só os fracos se conformam.. Só os que andam com a cabeça inclinada se reprimem.
Só os imbecis não lutam - não vivem. A vida é uma luta!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

não cuidas(te)

O sol já se pôs.
Evita-se o pensamento, aquela intelectualização que tanto Pessoa defende como o único caminho para a plena felicidade que ninguém atinge.
Evita-se a dor que mata, que não fortalece.
Só praticamos a nossa capacidade de aguentar de andar as voltas neste circulo.
De que serve ser tudo? nada.
De que serve tentar ser a tal?

Devolve-me os laços.

Uma caixa nunca virá a ser uma garrafa de vidro.
Um papel nunca há de ser um sonho.
Uma vida nunca devia ser uma eterna saudade.

As garrafas de vidro partem-se e apesar de transparentes,
escondem verdadeiros e perigosos fundos que ingerimos
como verdades mentirosas e escondidas.
Desvia-se os olhos por saber-se da verdade, da arruinada vida,
da madrasta pessoa que sabia que
era o fim daquela clama - permanecia o desespero.
Hoje em dia não se luta por nada. Quebramos os dois, afinal.
Vi a luz que me mata e não soube partir. Não toquei enquanto saia..
O mar limpou-me as lágrimas já que a companhia era nula.
Nem o frio quebrou.
Só a alma despedaçou...
É quase pecado que se vive. É quase pecado respirar.
É quase pecado o que se ignora, sem assumir...
Por mais que fui, não passa de nadas que se calcam assim facilmente.
Nadas que nunca preenchem, resta tudo.
Tive muito perto da queda na amargurada morte
dos pássaros que não levitam, definham.

o tempo parou.

"O que ama quer a felicidade do outro. Por isso se preocupa com o outro e não com o seu próprio bem estar. O outro transforma-se no objecto dos pensamentos, sentimentos e desejos, da sua esperança e dos seus anseios. Não só vive com ele mas também para ele. Quer que o outro possa apoiar-se em si, fazer-lhe um bem."

sábado, 14 de novembro de 2009

Pedras.

A vida é um desperdício quando a magia não existe.
A vida é um martírio quando o sofrimento se apodera.

Correr sem pernas é mais suave do que o coração nos arrebentar nas mãos, quando explode os sentidos baralham-se, os proibidos alteram-se.
Nada resta, só poças de sangue que ninguém vê mas que é os azulejos do meu quarto.
Imagens destas devia ser só na morte, mas eu morro. Aos poucos.
Com sofrimento que não me deixa respirar, fico a tremer sob umas cobertas.

Deparo-me com muitas interrogações.
Poucas vibrações e um cadaver no meu coração que enoja.

Ciclos que tem que parar. Ciclos que me vão matar.
Restam as verdadeiras pessoas - os amigos. é tudo que me resta, nem eu fico.
nem eu vou.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

(não) há

Era com se escrever não cansasse nunca.
A vida mostra-se mais imatura do que eu algum dia fui. Não peço vontade mas sim rumo, que dê sentido, que esclareça, que abra estas nuvens... Sei que sou o unico porto seguro que conheço já que não sei de mais ninguém.
As janelas fecham-se a conflitos só me resta o sono, que tanto me dá e tira, assim do nada. Os sonhos são meras ilusões que nos transmitem a felicidade. Nunca a felicidade é real, por isso é, que se dá tão bem com os sonhos. É por isso que há quem não queira acordar, há quem sonhe muito e há outros que se matam por esse sonho. Desperdiçam a oportunidade una de viver para sentir algo que talvez é só ilusão. Morrem por essa ilusão e acreditam tanto, mas tanto. Mesmo sendo um acto condenavel e tolo, eu invejo. Nunca me entregaria assim a felicidade. Se calhar, é por isso mesmo que não sou feliz.
Quero o que tive e nego todo o passado que faz parte de mim. Resigno-me a realidade. Fico, apenas.
Não há felicidade sem se morrer.
E eu morro aos poucos de tristeza e não a deixo ir.

Há quem sinta meu coração despedaçado, uma simples cadela, que se aproxima e me acarinha com o seu olhar, dizendo: " também sofro"

resta só um fio de esperança que nos há de guiar.. se assim for esse o destino.