sábado, 29 de novembro de 2008

Os caminhos enchem-se de flores quando se aproxima a hora de finalmente poder-lhe abraçar. Até lá escondo sorrisos, magoas e tudo o que me tem feito chorar.
Chorar por não ter, chorar por sofrer, chorar sem querer.
Já há tanto tempo que estou sem vida, viro-me, remexo-me e não encontro posição para atenuar esta ausência e esta presença de tanta dor.
As flores continuam a crescer mas nos meus jardins as rosas apenas desabrocharam em espinhos. Olhos optimistas aceitaram aquelas espetos como umas flores especiais, iludi a própria realidade que claramente oferecia-me a verdade.
Sangrei e chorei. Por cobardia, por doença, por fraqueza.

Estou rodeada de falacias que para mim fielmente acredito como sendo argumentos validos e verdadeiros e mais uma vez me engano.
Viuvá de preto aguardando a sua morte e tentam com um pano estancar seu sangue mas já não havia mais sangue para estancar, o sangue estava todo naquela banheira, onde ela tomou o seu ultimo banho de sofrimento em redor de lágrimas cortantes que lhe feriram com chicotes nos quais a navalha era a ponta.
Mas... não foi isso que a matou.
Foram as palavras dele. Como a mim.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


O frio é constante mesmo quando os termómetros indicam temperaturas favoráveis a um dia sem muita roupa, sem luvas, sem cachecóis. E ainda melhor!, pois não tenho nem luvas nem cachecol. A alma aponta temperatura negativa, encontrada vazia e solta. Os restos do calor do meu corpo estão por um fio e a respiração a enfraquecer.
Esfrego os olhos e só agora me apercebi que o mundo parou.
Corri e desgastei a sola dos meus sapatos para te encontrar, para te encontrar no meio deste fumo gelado e por entre sombras, senti o teu cheiro.
Guiei-me rastejando pelo chão molhado para chegar aos teus pés, para estar como sempre tive - a teus pés.
Encontrei-te. Foi ainda mais gelado o teu olhar do que toda aquela temperatura envolvente. Estavas hirto e o teu olhar não me via. Tentava encontrar o fio do teu olhar para o mover para os meus olhos, mas era impossível. Voltar para trás? Já não tinha forças. Estava presa aquele seu chão, onde fui tantas e tantas vezes pisada.
Desmontei-me naquilo que sempre fui - pedaços tortos que não encaixam.
Desenhei no chão um relógio. Queria, desejava, invoca, implorava para que o Tempo voltasse, para que aqueles ponteiros rodassem e que o passado imperfeito perfeito ficasse.
Nada se alterou, estava frio, tinha a vontade sem saber o que fazer.
Abri a minha mão e constatei algo escrito em letras gordas e dizia: "Ama-me" , e era aquilo mesmo que precisava na altura. E ainda neste momento tenho aquela palavra escrita na mão esquerda, mão imperfeita como o amor, como o frio que sinto quando estou num plano simétrico aos pés dele, pronta e preparada mais uma vez para não aquecer, para ver sombras e cega permanecer. Como as rochas, como este fumo branco que faz contraste com este preto dos corações pesados e torturados. Meu anjo.



sábado, 22 de novembro de 2008

Teclas de um piano, ali parado.
Não permite que toque aquelas melodias bonitas, existe uma especial, que eu só quero para mim.
Segredos por desvendar em torno de pautas vazias, fogem as notas por não acreditar.
Gostava que gostasses de lutar, do verdadeiro, do simples, do particular.
Caiem notas musicais, varias que não me deixam ouvir.
Carregar no piano e por ele me levar.

Segredos em tons musicais por decifrar. Já desde dos tempos do fundo do mar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Encontra-se espaços vazios que nos permitem e não nos impedem de gritar o tanto que vai cá dentro. e emoções.

domingo, 16 de novembro de 2008

"A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. (...) O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
(...) Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."

sábado, 15 de novembro de 2008



Pain ... I've so afraid of ...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

yesterday, all my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, i believe in yesterday.

Suddenly, i'm not half the man i used to be,
There's a shadow hanging over me.
Oh, yesterday came suddenly.

Why she had to go i don't know she wouldn't say.
I said something wrong, now i long for yesterday.

Yesterday, love was such an easy game to play.
Now i need a place to hide away.
Oh, i believe in yesterday.

Mm mm mm mm mm.


Agora que tudo passou e tudo acabou, sabes o que de ti ficou?

terça-feira, 11 de novembro de 2008


Foi exactamente aquele dicionário laranja que me ofereceste no momento que me mandaste calar.

Foi um mundo de palavras que não conhecia, apenas queria rasgar as páginas e em cada palavra, desfazer-las em letras, pequenas sem construir algo significante.
Deste-me um estalo com a verdade de que o meu caixão não seria branco como sempre quis que fosse. Afirmaste e sublinhaste a necessidade prudente de não sonhar, não acreditar e não ter esperanças. Desde de aí aprendi aguentar, a suster a respiração, a não sentir... Hoje, olhando para as paredes do meu quarto vejo os golpes que têm, pelos murros furiosos e desesperados da minha alma, tão já sofredora e amargurada. E estes fantasmas? Não largam a minha sombra, em cada passo dado ou arrastado, estam lá. Não está certo o passado já ter sido imperfeito e agora não me abandonarem. Silencio, breathe in, breathe out ... Não passa de silêncios mais duros que outros. Não passa de palavras mais frias que outras.
Tento gritar quando me sinto assustada, a partir por dentro, a sufocar, a esconder.
O maxilar descola-se e já não consigo gritar. A base que meto no meu rosto já não disfarça as nódoas da minha alma, desespero desesperante de gritar! Fecho os olhos, inspiro e expiro, sinto-me a desvanecer. Da mesmo forma que empurras o teu passado pra bem longe de ti, empurras-me a mim para o cais, antes de cair ... Já me parto. Perco-me entre soluços e choros não contidos, furiosos e necessitados de conhecer a luz do dia. Fechas a persiana da minha vida limitando a minha voz mesmo quando me ofereces um dicionário em forma de silencio. silencio, silencio! Gritos, berros..!!! como não posso gritar, choro continuamente, nem eu sei bem porque.. nem eu sei bem porque! sem parar...


quero fugir, quero um abraço e não um dicionário em forma de laço.
Atiras-me cinzas do teu cigarro e eu quase que me afogo...

sábado, 8 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008


Vou dançar até os meus sapatos pedirem para eu parar
Aí eu paro, tiro os sapatos e danço até o Mundo acabar!

'Parece que o mundo acaba...
Parece que o arco-íris se afunda
e o sol se apaga,
o tempo cessa.

Dentro de mim a saudade cresce.
Parece que a neve derrete
e
afinal a sede magoa
e o pecado que o mundo veste
é apenas cetim.

Sim.
O mundo não acaba dentro de mim...
Parece que me dei com a estrela errada,
sem luz, às escuras.

Parece que o vento me arrasta.
Basta!
Dentro de mim a saudade se instala.
Basta!

Preciso de te encontrar

nem que o tempo pare de vez
e o mundo fale em segredo
de alguém que tropeçou na saudade...

Não, não se magoou!
Alguém a abraçou
antes do céu cair
e todo o azul desaparecer...

Alguém lhe deu a mão
e o sol de novo se fez ver
!'



terça-feira, 4 de novembro de 2008

As vezes, a solidão é mesmo a melhor companhia!
Falam-me em tons peculiares. Sente-se que não era aquilo que podia aquecer a alma, sabia-se já de longe a necessidade de manter a distancia e o afastamento.
Manter o frio e gélido de uma conversa, sem ter um sorriso, sem ter um toque naquela maciez de pele. Acena-se para a longitude se verificar... e no fundo, estamos tontos.
Tontos por estas iluminadas confusões das quais já não se quer fazer parte e é incrivelmente aqui que notamos que já não queremos fazer parte de mais nada, rigorosamente nada!
É mesmo isso que acontece... caímos num pano branco.
Queremos e sentimos essa necessidade de isolamento, de não ter contacto com as emoções. Nem abraços, nem mãos dadas, nem beijos. Queremos a distancia de forma egoista, toda para nós.
E é difícil ... mas, não impossível.
Vozes que se tornam peculiares em cada unha ruída pelos nervosos de não conseguir que as coisas dêem certas. nunca dão... e ai?
O sinal luminoso altera-se para verde e tudo segue. Parte e voa!


Marco a minha identidade, que ilustrada pode ser o mais comum á face da terra. nem eu quero-me conhecer mais. nem eu quero que me conheçam mais ... apenas, não quero pensar naquilo que sou, naquilo que perdi, naquilo que me feriu, naquilo que vou perder... são magoas a mais, são dores a mais.
E o tempo ? não cura, não cicatriza. estou sempre a espera de perder mais um pouco de ti, de mim, de todos e de tudo.
Até ao fim da musica há muitas notas musicais para descodificar. ninguém se atreve a ser mais e a permitir que o passado flutuo nas pautas queimadas pelo sol, não deviam mesmo ter existido.
Com elas, mais um pouco de dor, com elas uma necessidade de crescimento forçada pelo tamanho das cicatrizes. Que não curam.
Que permaneço a sangrar em cada lágrima derramada!
Chega, pf ...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Você está numa cela onde existem duas portas, cada uma vigiada por um guarda. Existe uma porta que dá para a liberdade, e outra para a morte. Você está livre para escolher a porta que quiser e por ela sair. Poderá fazer apenas uma pergunta a um dos dois guardas que vigiam as portas. Um dos guardas sempre fala a verdade, e o outro sempre mente e você não sabe quem é o mentiroso e quem fala a verdade. Que pergunta você faria?"
Posso ficar aqui ? Era esta a minha pergunta.


"Faça uma afirmação qualquer. Se o que você falar for mentira você morrerá na fogueira, se falar uma verdade você será afogado. Se não pudermos definir sua afirmação como verdade ou mentira, nós te libertaremos. O que você diria?"