quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dto

Formulas, teorias e lacunas... vazios legislativos, vazios preenchidos por tipos justificadores.
Ninguém diz como se se volta para o inicio.

Conheço, agora, as sanções deste nosso sistema. Conheço os erros (seja na execução, no processo causal e até mesmo no objecto). Nestes casos, só o dolo é punido. A negligência não lhe é imputada. E a mim ?

Este sistema baseia-se em ideias de justiça e segurança, por que não me sinto segura ? porque acho que tudo isto é difícil, injusto ?
Os olhos podem estar vendados, mas o coração sente. Qualquer lado que vás, ele sente.
Ele está contigo. Até ao fim, desde do inicio.
Só para quando atinge a nirvana de uma justiça satisfeito e sempre em dubio pro reu. Menos para mim devido a minha característica de ser uma perdida.

Já me encontraste e nem uma medida de segurança aplicaste (...) se calhar o meu nível de perigosidade seja reduzido. Se calhar, nem seja assim tão carente de socialização.

Entre tipos, lícitos ou ilícitos, dolosos ou negligentes, culposos ou inimputáveis, puníveis ou temíveis, sejam só simples tipos. Tipos ou uma tipicidade que queres mas negas, pela leitura não mensurável e pela cor que sentes bonito. É assim que queres - o que é legitimo e teu, sempre teu bem jurídico e não um simples objecto de acção, destes encontram-se aos milhões. O bem jurídico, ou melhor, o teu bem só encontraste uma vez - eu.

Não fujas, não temas.
Meu bem.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

this is how love should be

Kill me.



When I'm on the loose
It is you who's shining through and through again
Whenever the rain comes down, the sun turns gray
When I needed you, you were always there
When it comes to you, really nothing can compare

You feel what I feel, know what I know
Even through the darkest night
You'll see what I see
There's a reason to believe in you and me

I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don't kill me tonight
Would you hold on to me?
And love me tomorrow

When I'm feeling blue
It is you who's reaching out for me again
Whenever I need your wings to fly away

You feel what I feel, hear what I hear
Even through the darkest night
You'll sleep when I sleep
There's a reason to believe in faith cause
Heaven sent me you

I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don't kill me tonight
Would you hold on to me?
And love me tomorrow
Love me tomorrow again

So if you need me, I will be near
Another thousand miles, I will be there
I will hear you, I will see through
Even through the darkness I'll be true

I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don't kill me tonight
And so I wrote you these words down
For you to remember
For you to remember why
I love you.


domingo, 19 de dezembro de 2010

Glory

Eu não vou acreditar. Aviso: eu não vou parar.

Boa! Vamos lá mais uma vez:
"Eu não vou acreditar. Sim, eu não vou parar."

Pinta-se, deste modo, a vida em tenras cores. Suaves, para não prejudicar a vista dos mais sensíveis. Quentes, para não afastar os mais pessimistas.
Atribuem-se rótulos, reza-se a um santo (qualquer) para afastar aquele fantasma do nosso passado, do nosso presente, da nossa cabeça... é um esforço em vão.
Reconheces essa invisibilidade.
Reconheces-me. Mesmo com a minha humilde ausência, que o tempo não apaga, que o fogo não queima, só arde ... nas tuas mãos, mãos gastas e tão novas.

Estou aqui. De volta.
Aí ? Sempre estive. Nunca o deixei, nunca parei de ser o teu fantasma.


"Beijo, meu doce"




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

The only exception

O campo pode ser terrivelmente penoso, inclusive deslumbrar a crueldade das letras, das realidades nas entre linhas. Bem, de modo compósito, afirma-se-á que a derradeira verdade da mentira é o não querer. Isto basta para tudo. Nega-se, assim, verdades desconhecidas, verdades fartas e exaustivas para um ser humano com o mínimo de sanidade. Falando nesta vertente, já pouco resta dela.

Derradeiro final é não o encontrar, não saber realmente onde termina o que nunca terminou. Aceitam-se premissas como a complementaridade em detrimento de uma elevação, de um estado de magia pura que uma vez vivido é tenebroso aceitar o seu fim. Constrói-se assim vidas em cima de mentiras.

Frequentemente, queremos esquecer a excepção, que há sempre.
Essa excepção determina seriamente o grau das nossas fiabilidades, nomeadamente o que somos e o que sentimos. (Exemplo: tu podes ser o complemento de alguém, mas eu sou a excepção desse alguém - o dito grau de elevação)

Associamos, maioritariamente, a excepção ao fantasma do passado.


Quem diz que os fantasmas tem que ser necessariamente maus ?

Pedras.



quinta-feira, 25 de março de 2010

Prabens

Imaginação muda a cada conversa terminada.
e a minha que tanto me faz falta para sonhar! não foi roubada, apenas mutilada...
deste sorriso interior pouco escondo a vontade de me erguer só minha, despida por conseguir dizer e rir assim, desta maneira egocêntrica, do rumo que dei, que demos, que deste.
Lês-me e ignora-me pelo simples facto de me teres substituído por outro espelho que nao me faz sombra, quanto mais reflexo. Já por não ser eu.
Torno-me cada vez mais presente desse teu passado que todos falam.
És tu mas já não és, e este mundo de magia vou alimentando.
Não me falta nada, sou forte. Era este o meu desenho perfeito?
Rabiscos que torturam esse vácuo em que se espalha o meu nome, o meu apelido, a minha alcunha.
É só do brilho dos meus olhos, da ponta dos meus dedos, do cheiro do meu pescoço, dos sorrisos quentes que sentes falta, que tens saudade.. e medo. medo de mim. do que represento para ti. e o dia, o derradeiro dia, vai chegar. preparo-me para a batalha! e nego a minha própria existência neste pedaço de terra que tocaste e fugiste. com medo. e eu aqui fico, provocando a queda dessa tua casa que por tudo e mais alguma coisa, ainda sozinho habitas. aguardas a minha tardia chegada e co-habitação contigo? não desistas de esperar. o meu caminho é mais que incerto e tenebroso, mais do que isso, é a insegurança que te causo. mas, vou ai chegar em forma de terramoto e ai verás que sempre fui eu que escrevi na tua porta, que ri, que fui feliz. este tempo todo de puro adiamento sem retorno. Chegarei. Serei o desenho perfeito que juntos um dia pintamos num papel daqueles nossos . não teu e dela.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

m.


I'll be there.

Quando cheguei a casa, senti que algo tinha mudado. Nunca tinha tocado daquela forma em que construíste, assim, vidros a nossa volta e tudo parou.
O ruído da festa não se manifestou-se, nem eu. Inutilmente parada.
Como se fosse o primeiro. E era. Era um sabor desconhecido, uma imagem mais próxima do que nos habituamos desde que nascemos.
O rio ate parou por nós, perante a magia que aconteceu era difícil a vida continuar e ate mesmo os ponteiros do relógio avançarem.
Vivi intensamente, deixando o passado. Abandonando tudo o que sempre acreditei que me dava forças para seguir em frente, as minhas razões de viver eram o passado, nunca o futuro.
Vozes amigas penetraram-me e não fui firme como tantas convencionais situações em que fui.
Deixei o passado, depois de o ter resolvido.
O passo seguinte a constatação que o passado é o passado e a minha criação de amor, aquela personagem destemida em que dediquei tantos anos da minha humilde vida se dissipou.
As palavras dele já não minhas, o mundo dele já tão distante daquilo que sinto, de tudo este campo de diversos pensamentos que eram dele, do mundo dele, de amor ardente e profundo.
Agora só palavras de um passado que aceitei, porque vi a realidade com a luz do luar.
Vi para além daquilo que os meus olhos até então focaram, ampliei meu campo visual, ampliei a minha margem de sobrevivência.
Já é passado. Tocaram-me e eu senti-me viva. Quero estar daquele lado... pelo menos, para não voltar a criar imagens e ficar só por ver. Ver a real realidade e não temer que nao encontre a felicidade, desde que encontre a minha paz. Esta paz que quero conquistar, deixar de lado estas melancolias e respirar, livremente, pelo olhar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dia 19 de Janeiro, finalmente tirei a carta . Aquela coisa que me permite conduzir.
Fiquei contente, não nego. mas, não foi o final feliz que eu esperava :s
Talvez porque a vida é de luas. porque não há quem se queria do lado. Para dar pulos de alegria comigo.

Sonhei tanto por este dia e consegui :)
mais uma etapa :)


Era dura porque era fraca, era fria porque tinha medo.