Há bastante tempo atrás. Uma palhaça, era assim que me pintavam.
Já sentia a minha vocação, ziguezagueando de um lado para outro, como moscas tontas ao sabor do calor.
O meu crescimento deu-se mesmo com isto (em parte é isto) palhaçadas, mascaras, risos falsos, aparências físicas que escondem o emocional, o que é realmente importante, o que realmente é real, o que realmente é. E só agora, depois de tanto pó encobrindo os meus olhos ter-se dissipado é que vejo com clareza. Tudo isto que me rodeia. Um tudo recheado de um nada. Um nada mais que complexo, pois dentro dele criou-se vidas, solitárias e carenciadas, mas vidas. Por si só são vidas.
Tornei-me por mim própria na palhaça que sou, que muitos faço rir com minhas atitudes mal-pensadas, mal concretizadas, só por isso mesmo... Por ser o que sou - uma palhaça.
Riam-se á vontade, não me importo. Não há nada aqui para me fazer importar. Só eu, só eu!
Palhaça de todos os dias, bofeteando a minha cara sempre que olho para minhas mãos e vejo reflexo daquilo que sou, umas linhas mal construídas, que nada diz a ninguém, que a mim não me diz nada!
Contento-me com a necessidade de existir um 'nada' sem tal, não existiria tudo.
Escondem um mundo atrás de um sorriso, que ninguém conhece.
Eles são mudos, comem palavras e fazem ruídos, que ninguém entende,mas acha piada.
Eles caem e todos acham piada, e esquecem-se da dor que aquela queda causou.
Eles sorriem quando no fundo só precisam de um gesto simbólico para desfazerem-se em lágrimas.
Fazem mil e um números de magia... mas, são incapazes. Eu sou incapaz, também eu sou palhaça.
De tantas magias que conseguem fazer, dos sorrisos que conseguem provocar, das dores de barriga de tanto rir...
São incapazes. Incapazes de ser o que são. De mostrar o seu mundo.
Tem medo, muito medo. E fecham-se. E não entendem o porque.
O porque de tudo isto. Porque esta palhaçada toda existe?
Tudo não seria mais fácil sem mascaras e sem medos de sentir ?
E tentar.
O meu crescimento deu-se mesmo com isto (em parte é isto) palhaçadas, mascaras, risos falsos, aparências físicas que escondem o emocional, o que é realmente importante, o que realmente é real, o que realmente é. E só agora, depois de tanto pó encobrindo os meus olhos ter-se dissipado é que vejo com clareza. Tudo isto que me rodeia. Um tudo recheado de um nada. Um nada mais que complexo, pois dentro dele criou-se vidas, solitárias e carenciadas, mas vidas. Por si só são vidas.
Tornei-me por mim própria na palhaça que sou, que muitos faço rir com minhas atitudes mal-pensadas, mal concretizadas, só por isso mesmo... Por ser o que sou - uma palhaça.
Riam-se á vontade, não me importo. Não há nada aqui para me fazer importar. Só eu, só eu!
Palhaça de todos os dias, bofeteando a minha cara sempre que olho para minhas mãos e vejo reflexo daquilo que sou, umas linhas mal construídas, que nada diz a ninguém, que a mim não me diz nada!
Contento-me com a necessidade de existir um 'nada' sem tal, não existiria tudo.
- Palhaça, Palhaça... Porque choras se foste criada para fazer sorrir os outros ?
- Os meus sorrisos são as minhas sangrentas lágrimas, estou cansada.
Sabias que os palhaços também se cansam de viver? De serem?Escondem um mundo atrás de um sorriso, que ninguém conhece.
Eles são mudos, comem palavras e fazem ruídos, que ninguém entende,mas acha piada.
Eles caem e todos acham piada, e esquecem-se da dor que aquela queda causou.
Eles sorriem quando no fundo só precisam de um gesto simbólico para desfazerem-se em lágrimas.
Fazem mil e um números de magia... mas, são incapazes. Eu sou incapaz, também eu sou palhaça.
De tantas magias que conseguem fazer, dos sorrisos que conseguem provocar, das dores de barriga de tanto rir...
São incapazes. Incapazes de ser o que são. De mostrar o seu mundo.
Tem medo, muito medo. E fecham-se. E não entendem o porque.
O porque de tudo isto. Porque esta palhaçada toda existe?
Tudo não seria mais fácil sem mascaras e sem medos de sentir ?
E tentar.
A palavra-chave de um palhaço é tentar. Tentas ?
Já ninguém alcança, também já ninguém tenta. É pena.
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