terça-feira, 17 de julho de 2012

n.is.perfect.

Sentei-me e entendi que a desfiguração daquilo que sou pode, sem dúvida, travar caminhos perigosos, desmentido toda a minha verdade, descrita nas minhas linhas faciais que poucos ousam percorrer. Raiva! Raiva! Aceito o que não sou perfeita, aceito que não me aceites mas não me recuses! Houve magia deturpada com sexo. Fala-me e escreve-me. Quero continuar a ler-te... Não me recuses, mesmo com esta raiva por não.

terça-feira, 10 de julho de 2012

S.O.

Aquilo que é uma planície raramente falha no seu alvo, sendo sempre respeitado pelas linhas os contornos daquilo que seria um caminho. Daí que me sinto sempre saber exactamente até que ponto uma balança pode estar numa planície, planície essa sem inclinação. Mas, o problema não se resume a essa falta de peso para um ou outro lado, ou seja, essa falta de inclinação - aquilo que suscita mais duvidas e severas angustias centra-se na capacidade de existir realmente uma balança numa planície ou uma planície numa balança. Daí que eu lide mal, pessimamente com esta situação. Com um trajecto com descidas, subidas, atrasos e adiantos... Sei perfeitamente que nem tudo é linear, nem podia ser... no entanto, acredito na constante de uma vontade ainda não realizada, na constante de uma personalidade ainda não completada. duvido, seriamente, deste desejo ardente que me trai e espeta dor. Só me falam de honestidade e perfilho dessa ideia. Sofro, em silencio porque é isso que me dás, sendo eu uma fiel espectadora daquilo que me dás, daquilo que me tiras, do que me consentes e não sentes. Sufoco neste aperto fechado que não me dás! Planície é aquilo que não és, sendo eu apenas uma mera curva em que das uma volta e desapareces.... Como todos os outros. Querem sempre mais curvas quando só tenho rugas nas mãos de carinho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

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Cada vez que alguém respira, é um pedaço de um vida que morre - exactamente aquele pedaço que estava vivo, resistindo as diversidades de tudo o que não era escrito. Soa-me a diferente que o destino, por tão sua lua, me escolha nesta espiral para pertencer aos cruéis animais que só perdem - amor, dor, sem capacidade de compor. Encontro-me perante ironias de um  cruzamento inevitávelincristalizável só porque terceiros cruzaram as linhas num bonito ponto de cruz, é facto. De complexidade sou eu feita e tu queres-me desfeita. Não entendo estes nós. Estas cruzes em que não me dizes nada, em que não sentes nada. Ridícula, tento encantar. No entanto, é frustrante elaborar um plano em que sabes que só depois de cativa e que consegues cativar. Por isso, explico também porque estou sozinha - ainda ninguém foi cativado porque não me cativam, não me deixam um banco vazio para me sentar. Impinjo-me em pé, da maneira simplista de todos e mais aquele se apresentarem. Gostaria, sem duvida, do facilitismo. Dessa tão cobiçada linearidade! Ensinaram-me este modelo de ver, colher e respirar tudo a minha volta. Cada termo é passível de ser analisado logo eu que analiso cada termo do que sou e do que faz falta. Garante-me esse ar simplista e eu respirarei contigo! porque as vezes o ar não chega quando os pulmões atrofiam de cores. Quando essa insensata voz me apela aquilo que quero de ti, aquilo que és de mim. Dizer-te em mil tons, como se escreve a melhor cantiga de amor. O final parece sempre mais próximo de quem racionaliza. Disso sou eu eco. Desse fim... e não o quero racionalizar! e não o quero viver! Por favor, dá-me tudo o que preciso e eu dar-te-ei tudo o que sei que se deve dar - vida, muita vida! Uma oportunidade de, pelo menos, não fazer tudo errado. Não me ofereças o silencio, grita-me com todas as facas que cravas, como todo esse cimento que tens a tua volta. Rodeia-me com essas fitas dos teus olhos, com os teus apertos de mão, com o teu brilho que fascina, mesmo que o sangue seja o mesmo. Por isso, é que sei onde esta o fim. Todavia, não sei lutar contra ele. Desconheço todas as técnicas de vencer esta guerra, apesar de todo o conhecimento que tenho sobre o ser humano. Contigo é diferente. És diferente. E eu adoro tudo o que é diferente. Só para aumentar o meu conhecimento sobre esta espécie tão rara, tão dignificada pela esquizofrenia.