quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

.

As mãos gelam pela ausência daquela sangue tão característico de uma juventude pintada com as mais brilhantes e consistentes cores do arco. íris. Aquela dor na barriga nunca mais apareceu devido ao facto de eu nunca mais ter rido daquela forma afogante e impulsiva. Ai!, que saudades da infância, da inocência, do tempo de acreditar que o amor certo era melhor que o grande amor.
As mãos estão geladas e eu cada vez mais velha, mais madura originado que os meus encontros não sejam laterais mas sempre a frente com tudo aquilo que tenho que lutar, sem gaguejar, sem temer todos aqueles percalços que teima aparecer no calendário, constante nas vírgulas mas que ninguém ouve, isto porque eu não quero falar. As mãos estão geladas e as palavras cada vez mais apertadas, limitadas pela intervenção mínima de necessidade e já não pelo principio da oportunidade.

Nenhum comentário: