segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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Eu aprendi a deixar a ir, sendo essa a parte da lição mais difícil.
A flor não permitiu que caísse mais pétalas, pela própria angustia ser um pote de veneno. Adoro veneno. Preferencialmente, daqueles que matam lentamente. Por isso, é que sou uma apaixonada pelas coisas bonitas da vida, como o amor - o mal que me humilha, que me dobra a alma e torce o pescoço. Nunca saberás o que te dei, que se perdeu no meio do silêncio.

A razão porque me encontro partida, não é de tudo, uma fonte dessa razão tão pouco razoável. Afinal de contas, nem tem razão - só ausência.
Por entre caminhos, por entre pessoas, por entre tanta situação que nos podíamos encontrar, o caminho torna-se escasso, porque o meu olhar que te busca insacavelmente, não te encontrar, nem nas memorias dos sítios que podíamos ter estado, nem das lembranças dos bancos onde nunca nos sentamos. só te encontro na ausência. Em tudo o que podia ter feito contigo, em todas as palavras e conversas que não tivemos. Só te quero. Muito mais que a própria ausência, que não é sinal de inesxistência. aí é que reside o problema: existes e não estas aqui comigo antes da morte de apanhar antes de mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

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A sensibilidade é como uma doença - pode, eventualmente, apoderar-se de um corpo e mente saudável. Depois de instalada, torna-se completamente resiste, e, por si só, deveras insuportável. Até engolir sapos custa!
A sensibilidade irrita, uma irritação constante que não deixa que ninguém tenha o beneficio da dúvida nas suas palavras. As acções completam aquilo que faltava preencher no espírito.
A intolerância acompanha a sensibilidade, por mais que nunca as tivéssemos relacionado positivamente. De facto, isso nunca aconteceu. Elas tem uma relação negativa, prejudicando o carácter de uma pessoa, aglutinando isso, a crescente probabilidade de se mudar para algo idêntico as aguas do mar do Norte de Portugal. Ganhamos sensibilidade as finas camadas de vento e ao mesmo tempo, intolerantes perante os que falham, nos requisitos mínimos; nos que acreditam piamente no passado, no dia anterior e, que tudo se resumiu aquele momento passado e logo daí já não verdadeiro. Sorri-se perante a sensibilidade que tenho e não escondo. A sensibilidade que deixa uma marca em todos, pela já constante intolerância ao dever-ser que acompanhada cada elemento deste corpo.

É ridículo a pouca quantidade de espelhos que existe na mente dos humanos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

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As portas fechadas simbolizam a impossibilidade de tudo.
A cabeça para baixo, escrevendo nas nuvens de um caderno, não mostram as oportunidades.
O mais notável é que mesmo com a cabeça para baixo, com a porta fecha, ainda surgem oportunidades, luzes que nos guiam até ao seu encontro, mesmo que seja o centro de tudo, para tudo. A leveza apresenta-se na balança de um espírito que se ri de felicidade, porque não é uma constante. Apeteci-me encher a casa de portas e, ficar eternamente a deslumbrar aquela espera. Anseio por ti.